CRÍTICA | O Predador

Longa está em exibição nos cinemas

O Predador chega nos cinemas com potencial!

Foi Roberto Rodriguez quem trouxe uma versão mais sarada do caçador alienígena no filme com a brasileira Alice Braga, Predadores, em 2010. O filme respeitava a ideia do primeiro filme, desses gigantes munidos com camuflagem que os deixavam literalmente invisíveis e portando armas além da imaginação. E claro, suas caças faziam de tudo para sobreviver à sede implacável por troféus humanos, dignos ficarem expostos em qualquer nave desses predadores espaciais.

Infelizmente, o filme não foi o sucesso esperado e não rendeu uma continuação, mas a FOX, estúdio responsável pela franquia, acreditava que o caçador continuava com força para uma nova investida. Essa persistência nos leva até O Predador, que já está em exibição nos cinemas, e que tem grandes chances de virar o jogo para trazer mais predadores para a tela do cinema nos próximos anos.

O motivo para esse otimismo é a nova história, que veio da mente criativa de Shane Black, também responsável pela direção de O Predador. Antes de continuar é bom dizer que a colocação do artigo “O”, tanto em português como em inglês (The Predador) tem uma explicação muito divertida e que faz toda a diferença em relação aos filmes anteriores.

Voltando a Shane Black, que é um dos grandes contadores de histórias de ação de Hollywood, responsável pelos roteirod de Máquina Mortífera (1987), Homem de Ferro 3 (2013), Dois Caras Legais (2016), entre outros. Ele trabalhou como ator no primeiro Predador, mas sua outra função era reescrever a história durante as filmagens se houvesse necessidade. Segundo o próprio Shane, a história era tão boa com personagens tão definidos, que ele em nada mexeu no texto.

Por causa dessa experiência, escrever uma nova história mas que mantivesse a mesma intensidade dramática do filme original, não foi complicado. Especialmente por que Shane já havia pensado numa nova história que colocasse elementos novos mas com o centro focado no enfrentamento entre humanos e o caçador alienígena. E que conflito…

Logo no início do filme, inspirado na produção original: uma nave viaja pelo espaço, trazendo o predador que não está indo para a Terra para a temporada de caça. Ele é perseguido por outra nave, que consegue quase acabar com a viagem. Usando um dispositivo de velocidade, ele escapa avariado, caindo numa floresta mexicana. É lá que conhecemos Quiin McKenna (Boyd Holbrook, de Logan), um atirador de elite do exército americano, que está no meio de uma missão de resgate, quando a nave avariada do predador cai perto dele.

Sabendo que a missão estava comprometida mas a descoberta da nave o põe em outro jogo, ele pega alguns artefatos dentro da nave e foge, antes que se transformasse na próxima vitima do caçador, agora tombado pelo acidente com sua nave.

Quiin consegue despachar os artefatos para outro personagem importante na história, seu filho Rory (Jacob Trambley, de Extraordinário), que é um super-gênio, mas sofre bulling na escola, claro. É ele quem recebe o pacote enviado por seu pai e, para sua surpresa, trata-se do capacete e do bracelete usado pelo Predador, para acessar sua tecnologia.

E tudo isso acontecendo na primeira meia hora do filme, quando conhecemos a Dra. Casey Bracket (Olivia Munn, de X-Men Apocalipse) e o agente Traeger (Sterling K.Brown, de This Is Us), que fazem parte de uma organização secreta que quer estudar e descobrir mais sobre a tecnologia dos alienígenas. Quando o sobrevivente da queda da nave desperta e foge, o filme ganha mais tensão e ação digna de seus personagens. Preste a atenção em Olivia Munn, se ela não lembra outra heroína da telona enfrentando um bicho espacial…

Shane Black construiu uma história que respeita a qualidade principal do personagem principal, que é eliminar problemas para sobreviver. Ele brinca até com o nome que dão para a criatura, batizado de Predador pela organização, mas contestado pela Dra. Bracket. Ele também deixa o humor rolar solto especialmente quando a nova “equipe” de McKenna sai em perseguição do monstro.

Aliás, o trailer mostra um novo predador de quase três metros de altura brigando com os humanos numa escola. O que se pode falar sobre esse momento, sem estragar o que virá depois, é que ela define a nova missão do grupo encarregado de pegar o predador original. E, sim, terão que enfrentar o gigante também.

O Predador é um desses momentos de criatividade, onde se honra a ficção-científica, o suspense, a violência gráfica, personagens clichês mas com algo importante a dizer e uma trilha sonora, feita por Henry Jackman (Capitão América 2 – O soldado Invernal) que faz uma justa homenagem à criação de Alan Silvestri para o primeiro filme.

Importante: por causa de uma decisão de ultima hora, O Predador tem classificação indicativa de 18 anos, menores de 16 anos só poderão ver o filme autorizado pelos pais. Eita!!!

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Autor de dois livros, um sobre Série e outro sobre Desenhos Animados, Paulo Gustavo Pereira é jornalista há 34 anos, tem uma vasta experiência em reportagens, é editor-chefe do site BesTV e fã de carteirinha de Jornada nas Estrelas. Aqui na Freakpop, Gus – para os mais íntimos – dará muitas dicas bacanas sobre séries.

10
O bom
  • Nada como voltar a enfrentar um bicho poderoso no meio da selva.
  • O final tem uma ideia muito divertida para um segundo filme... Viva a Franquia!
  • O garoto Jacob Trambley é um destaque do elenco... Extraordinário mesmo!
O ruim
  • Algumas cenas da perseguição final à noite na floresta são confusas
  • Direção
    10
  • Roteiro
    10
  • Elenco
    10
  • Preadores
    10
  • Terra: Planeta Caça
    10
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