Denzel Washington, O Protetor 2, Antoine Fuqua, Pedro Pascal

CRÍTICA | O Protetor 2

O Protetor 2 é um filme de ação constante, com uma bela dose de drama pessoal, sem ser piegas

O Protetor 2 é um filme de ação constante, com uma bela dose de drama pessoal, sem ser piegas

Quando você pensa que já tinha visto todas as referencias de filmes de ação dos anos 80, aparece um Busca Implacável para reverter essa situação, colocando um pai com habilidades especiais que detona metade de Paris em busca da filha raptada por traficantes de escravas brancas. Esse gênero, onde o personagem principal já não teria idade para enfrentar bandidos, mas suas habilidades adquiridas em anos de treinamento são mortais, também está em O Protetor, nova franquia que traz Denzel Washington como um agente da CIA aposentado, mas que usa seus talentos com ex-operativo para ajudar secretamente pessoas que tem problemas.

O filme é uma adaptação da série americana The Equalizer, estrelada por Edward Woodward, em 1985. Todas as semanas, o ex-agente Robert McCall decide ajudar alguém que está com problemas. Seu conceito de justiça faz com que use suas habilidades e conexões para equilibrar ou equalizar aquela crise. A série nunca foi exibida no Brasil, mas seu piloto foi lançado pela CIC Video em VHS, nos anos 80.

O Protetor 2

Foi exatamente isso, essa ideia de deixar o senso de justiça de um homem guia-lo contra o crime para ajudar os desfavorecidos, que levou o diretor Antoine Fuqua a assumir o projeto e, ao mesmo tempo, convidar o amigo Denzel Washington para interpretar Robert McCall. A dupla trabalhou junto em Dia de Treinamento, filme que deu o Oscar de Melhor Ator para Denzel em 2001.

Assim como no primeiro filme, McCall quer continuar a viver sua vida de aposentado sem atrapalhar a vida dos outros. Mas acaba entrando na vida da vida de uma jovem garota de programa e cruzando o violento caminho de uma rede de tráfico de drogas e prostituição. Na segunda dessa já consagrada franquia, esse Protetor perde uma amiga numa situação misteriosa, ao mesmo tempo em que decide usar suas habilidades para ajudar duas outras pessoas do seu circulo pequeno de conhecidos.

O filme é divertido e também pega mais no drama pessoal de McCall, por que sua amiga era a única que entendia sua solidão voluntária e sua necessidade de ajudar qualquer pessoa. Claro que se não fosse o talento de Denzel, talvez o filme fosse considerado uma cópia piorada de Busca Implacável. Mas essa impressão é logo esquecida depois que o filme começa, quando já vemos McCall em ação. E que ação. Aliás, o filme é mais uma demonstração de que quando se quer fazer uma boa adaptação de uma série de TV, basta ser fiel ao original, para agradar aos fãs e aos futuros fãs.

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Autor de dois livros, um sobre Série e outro sobre Desenhos Animados, Paulo Gustavo Pereira é jornalista há 34 anos, tem uma vasta experiência em reportagens, é editor-chefe do site BesTV e fã de carteirinha de Jornada nas Estrelas. Aqui na Freakpop, Gus – para os mais íntimos – dará muitas dicas bacanas sobre séries.

Nota
8
Nota
O bom
  • Denzel Washington manda bem em tudo o que faz.
  • Pedro Pascal sai de Narcos e também manda bem no filme
  • Antoine Fuqua é um diretor que também sabe fazer filmes de ação.
  • Direção
    8
  • Roteiro
    8
  • Elenco
    8
  • Enredo
    8
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