O Retorno de Mary Poppins crítica

CRÍTICA | O Retorno de Mary Poppins é uma sequência à altura!

Mais de 50 anos depois, Mary Poppins tem muito a ensinar!

O Retorno de Mary Poppins acerta em tudo: roteiro, visual, figurino, drama e canções! Impossível não se encantar e emocionar!

Viajamos para a década de 1930, época em que a cidade de Londres enfrentava uma grande crise econômica. Exatos 24 anos após o primeiro filme, Michael Banks (Ben Whishaw) agora é adulto e pai de três filhos. Ele recentemente perdeu sua esposa, e quando uma grande injustiça vinda do banco ameaça tirar a casa dele, O Retorno de Mary Poppins garante que as crianças não sofram mais. Ao lado dela, está Jack (Lin-Manuel Miranda), um acendedor de lampiões otimista que ajudará Poppins nesta grande aventura.

54 anos depois, ela ainda tem muito a dizer

Emily Blunt é a responsável por reviver Mary Poppins nos cinemas. A atriz encarna a clássica personagem interpretada por Julie Andrews e está impecável. Desde o jeito de falar, andar, se comportar e sorrir. Certamente um ponto muito positivo de cara, mas o que surpreende é o que surge a partir daí. O Retorno de Mary Poppins não só reintroduz a personagem para uma nova geração, como honra o longa de 1954, homenageia com muita graciosidade e ainda tem fôlego para ser memorável.

Magia, magia e magia…

Para que as crianças não sofram com os problemas do pai, Mary as leva para diversas aventuras. De um banho extremamente divertido a um show em um circo antigo num local feito de porcelana, o visual de O Retorno de Mary Poppins carrega o selo de qualidade do Fantástico Mundo Disney. É de uma perfeição que a audiência desliga a cabeça apenas para apreciar o show de efeitos visuais meio aos atores que dançam e cantam músicas que entram em nossos corações a cada frase.

Surge também na trama a prima de Poppins, Topsy Poppins interpretada por Meryl Streep. Num mix de Chapeleiro Maluco e um bruxa, Topsy é cheia de manias e leva seus visitantes para uma jornada de aprendizado sobre “olhar os problemas de um outro ponto de vista”. A mensagem é incrível, a música é incrível, os efeitos são incríveis…Sim, tudo é incrível.

Adultos e crianças que precisam ser crianças…

Enquanto Michael resolve os problemas com o banco e enfrenta o ardiloso banqueiro William Weatherall Wilkins (Colin Firth), ele também precisa resgatar a criança dentro de si. Em luto pela esposa, apesar da ajuda de sua presente irmã Jane Banks (Emily Mortimer), ele não se lembra dos ensinamentos que Mary Poppins deixou e precisa, urgente, reacender sentimentos da infância.

Já as crianças, que sofrem com a perda da mãe e tentam ao máximo ajudar o pai em casa, também precisam ser crianças. São nestes embates que O Retorno de Mary Poppins resgata os mais internos sentimentos da família Banks e ainda, de quebra, ajuda seu fiel companheiro Jack a fazer com Jane o note.

As essências de família e união carregam esta trama que te prende do começo ao fim, por meio de um roteiro bem construído, personagens carismáticos e, de novo, um visual de perder o fôlego. Além disso, participações especiais vindas lá do longa de 1954, e a famosa Angela Lansbury como uma vendedora de balões, fecham O Retorno de Mary Poppins como um dos melhores longas do ano, uma das melhores sequências já feitas.

Dirigido pelo talentoso e experiente em musicais Rob Marshall (Caminhos da Floresta, CHICAGO e Nine), o longa estreia dia 20 de dezembro nos cinemas brasileiros.


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Nota:
10
Nota:
O bom
  • O figurino é de tirar o fôlego.
  • Os efeitos são absurdos.
  • As participações especiais são emocionantes.
  • As músicas ficam na cabeça.
  • Pinguins!
  • Emily Blunt merece o Oscar de Melhor Atriz.
O ruim
  • NADA!
  • Direção
    10
  • Roteiro
    10
  • Elenco
    10
  • Produção/Fotografia
    10
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CriticasFilmes

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