[CRÍTICA] O Sono da Morte: suspense com vias de terror chega aos cinemas!

Kate Bosworth e Jacob Tremblay estrelam o novo “terror” do pedaço, O Sono da Morte, e deixam um gostinho amargo na boca dos espectadores Uma das piores dores do...

Kate Bosworth e Jacob Tremblay estrelam o novo “terror” do pedaço, O Sono da Morte, e deixam um gostinho amargo na boca dos espectadores

o-sono-da-morte-critica-freakpop-3Uma das piores dores do mundo: perder um filho. Impossível não se culpar, não esperar ansiosamente para tudo ser apenas um pesadelo e acordar com seu filhote pulando na cama pedindo café da manhã. Essa é a dor de Jessie (Kate Bosworth), uma mãe que precisa lidar com o fato de seu filhinho ter morrido enquanto tenta salvar seu casamento. Enfrenta a insônia, participa de um grupo de apoio e tenta adotar uma criança para preencher o vazio dentro dela. Cody (Jacob Tremblay – do imperdível O Quarto de Jack), é um órfão complicado: perdeu a mãe aos três anos de idade, foi devolvido pelo primeiro casal que o adotou e ficou um mês sozinho no apartamento do segundo casal, que desapareceu misteriosamente.

É esse garotinho que chega para o casal Jessie e Mark (Thomas Jane), com um pequeno adendo: Cody evita ao máximo pegar no sono. Quando dorme, coisas estranhas acontecem e… O Homem do Cancro aparece para devorar todo mundo. A premissa é interessante, com um pé em Caso 39 (2009), mas com um órfão com muito mais carisma. O Sono da Morte é simples, sem grandes reviravoltas, um final já esperado e apelo ao sofrimento da morte de um filho, que de certa forma poderia ter sido evitada – e aí que reside a culpa maior de Jessie.

Kate está bem plastificada em tela. Sabe-se Deus se por culpa de um botox ou esticadinha básica, mas dá angústia vê-la atuando. Isso tira um pouco das expressões da atriz, deixando a cargo apenas dos olhos para expressar algum sentimento. Já a fofurice de Jacob podia ter sido melhor dirigida: já sabemos que o moleque sabe atuar, que encanta, mas sozinho milagre não faz. Apesar disso, somos capazes de nos identificarmos com o pequeno e sentirmos um certo nível de emoção. O papel dado a Thomas Jane, o papai Mark, é o que mais faz sentido na trama toda, também com uma atuação bem simples e livre de maneirismos.

Até certo ponto da trama é complicado decidir se Jessie adota Cody por querer ter um filho, criá-lo e amá-lo ou apenas substituir o que perdeu… É uma necessidade exacerbada pela maternidade ou uma muleta? Quando descobre o que a criança é capaz de fazer quando dorme, Jessie decide jogar às favas toda a responsabilidade com Cody e explorar seu estranho “dom”, sendo recriminada por Mark, com toda a razão. Esse conflito de certo e errado é o que mais funciona na trama, pois é possível se identificar com o dilema de Jessie: até onde você iria para ter um pedacinho do seu filho de volta? Mesmo que isso prejudique outra criança inocente e, por tabela, as pessoas ao redor? Lembre-se do Homem do Cancro…

O Sono da Morte é um filme para a lista dos suspenses mais ou menos terror que tentam acertar a receita e não são tão bem sucedidos. Bem estilo Tela Quente (programinha antigo pacas da Rede Globo, onde passam filmes mais “tcham” que não podem ser exibidos na Sessão da Tarde por causa do horário),  deixa um gosto amargo no final causado pela consequência dos atos de Jessie e as perdas que jamais serão recuperadas.

O Sono da Morte estreia dia 01 de setembro nos cinemas.

Good Lucky!

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