Confira nossa crítica sem spoilers de Os Parças 2, novo filme que reune Tom Cavalcante, Whindersson Nunes, Tirullipa e Bruno de Luca para a continuação.

CRÍTICA | Os Parças 2 – Continuação do quarteto aposta em pegada Trapalhões

Confira nossa crítica sem spoilers de Os Parças 2, novo filme que reune Tom Cavalcante, Whindersson Nunes, Tirullipa e Bruno de Luca para a continuação....

Os Parças 2 leva o grupo para uma colônia de férias

O primeiro Os Parças foi um fenômeno de bilheteria. O longa foi a quarta maior bilheteria do Brasil de 2017, ficando atrás apenas de Os Últimos Jedi, Extraordinário e Liga da Justiça. Sim, o quarteto de Tom Cavalcante, Whindersson Nunes, Tirullipa e Bruno de Luca superou filmes como Thor: Ragnarok no ano. Será que a turma vai conseguir sucesso em Os Parças 2?

Os Parças 2

Romeu (de Luca) está sendo procurado pelo China (Tony Lee), o maior contrabandista da 25 de Março, para pagar a dívida deixada por Vacário (o vilão do primeiro filme). O único jeito de levantar a grana é fugindo para uma colônia de férias e transformando-a em um sucesso. A colônia era, na verdade, um esquema de lavagem de dinheiro. A família de Vacário deixava o lugar caindo aos pedaços para afugentar a criançada e assim usar o reembolso para lavar dinheiro roubado.

Com a ajuda de Toinho (Cavalcente), Ray Van (Whindersson) e Pilôra (Tirullipa), os Parças precisam reformar toda a colônia e enganar a criançada para elas ficarem e pagarem pela experiência. Ao longo das férias, eles ajudam a moçada a competir contra a colônia de férias dos ricos que é vizinha.

Os novos Trapalhões?

A pegada do filme remete bastante aos filmes da trupe de Didi, Dedé, Zacarias e Mussum. Especialmente o Uma Escola Atrapalhada de 1990. Os quatro personagens atrapalhados se metendo em várias encrencas enquanto tentam ajudar a criançada a se divertir nas férias. Funciona para a proposta, mas não é a melhor ambientação para os personagens.

O elenco segue extremamente versátil e talentoso. Boa parte das cenas permitem bastante improviso e eles sabem trazer o humor nordestino ágil e imprevisível, mas a premissa não oferece muitas oportunidades para variedade. O primeiro Os Parças, na tentativa de organizar o casamento, e levando em consideração o ambiente da Rua 25 de Março, traziam diversas oportunidades humorísticas, como a despedida de solteiro, a montagem do vestido de noiva etc.

Já na colônia de férias, faltou criatividade. Whindersson e Tirullipa diversas vezes acabam improvisando em cima de cenas muito semelhantes, sempre encarando a faxina de algum local da propriedade ou se machucando. A primeira vez diverte, mas começa a perder a graça quando várias vezes é simplesmente a mesma piada em cenário diferente.

A direção também não ajuda. Cris D’Amato segue sem ter um bom senso de composição e edição. Parece besteira em um filme feito para arrancar risadas do público brasileiro, mas notem a diferença deste para o primeiro filme, vejam como a criatividade na hora de filmar ajuda a incrementar o senso de humor. A diretora simplesmente não tem a capacidade de acompanhar o ritmo frenético do elenco e se perde, especialmente na edição, e deixa o projeto final confuso.

Mesmo assim

A química dos quatro protagonistas é o charme por trás da franquia e certamente as comparações com os lendários Trapalhões não são à toa. Se você estava com saudades de Toinho, Ray Van, Pilôra e Romeu, Os Parças 2 estreia em salas seletas no dia 14 de Novembro e depois por todo o Brasil em 28 de Novembro.

Até a próxima!

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Nota
6.3
Nota
  • Direção
    5
  • Roteiro
    6
  • Enredo
    6
  • Elenco
    8
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