[CRÍTICA] Pai em Dose Dupla – Pior atuação de Will Ferrell da vida….

E lá vem o Will Ferrell sendo emasculado pelo Mark Wahlberg em Pai em Dose Dupla Pai em Dose Dupla é um longa estranho. Com uma premissa zero criativa,...

E lá vem o Will Ferrell sendo emasculado pelo Mark Wahlberg
em Pai em Dose Dupla

Pai em Dose Dupla é um longa estranho. Com uma premissa zero criativa, o filme foca em o quanto o Will Ferrell não consegue ser engraçado, enquanto Mark Wahlberg oferta suas melhores qualidades: cara de bunda e músculos. No longa, Ferrell é um padastro zeloso, emotivo e sensível que tenta conquistar espaço nas vidas dos filhos de sua esposa e mãe das crianças, Sara (Linda Cardellini).

Diplomata em livros de autoajuda para padastros, ele faz de tudo para participar da vida dos pequenos. De voluntário na escola à chefe dos escoteiros, Brad (Ferrell) é uma caricatura perfeita de uma pessoa profundamente desesperada para ser amada, o que soa extremamente forçado e irritante. Do outro lado, Sara tem um ex-marido fã de moto, descolado, cheio da bala e disposto, já que se sente afrontado pela personalidade irritante de Brad, a fazer qualquer coisa para ganhar o troféu de pai do ano… Além de ser mega gostoso. Porque? 

A problemática começa com a chegada repentina de Dusty (Wahlberg), e a partir daí “prepare-se” para uma enxurrada de piadas fracas, um duelo sem fim entre os dois estereótipos, crianças facilmente “compradas” e uma mãe passiva que engole seco ao ver que trocou o ex-marido bombadão por um marido bobão. Pai em Dose Dupla é um filme chato e nem se empenha em tentar oferecer uma visão diferente sobre a presença de um padastro na infância de crianças que sofrem com a ausência do pai, aquele que, repentinamente, ganha o título de melhor figura paterna do mundo porque…

O longa, dirigido por Sean Anders (Quero Matar Meu Chefe 2), ainda sofre com erros de continuísmo, péssima aplicação de “efeitos especiais”, dublês mal posicionados e piadas racistas forçadas. Tudo o que já vimos em bons projetos de humor do ator Will Ferrell, como Zoolander (2001), Cruzeiro das Loucas (2002), O Âncora – A Lenda de Ron Burgundy (2004), A Feiticeira (2005) e Quase Irmãos (2008), é totalmente descartado para que Ferrell dê vida à um personagem sem alma, desinteressaste e nada engraçado. O ator já tem uma receptividade dividida no Brasil. Enquanto nos EUA ele é idolatrado, aqui seu jeitão mais espalhafatoso, humor mais pesado, e até delinquente, resulta em opiniões divergentes. Já que a proposta de Pai em Dose Dulpa era de lhe oferecer um papel mais ameno, vemos o quanto esse estilo de personagem não combina com o ator. Já Wahlberg…

Peacock = pavão

Sim, outro grande problema do longa é a presença do Wahlberg. Ele comprova neste filme o quanto é apenas um corpinho sarado e não um talento de Hollywood. Falhou, falhou feio, falhou rude. Pai em Dose Dupla chega dia 28 de janeiro nos cinemas e desmerece sua atenção. Aguarde a estreia de Tirando o Atraso no dia 4 de fevereiro que, com certeza, você irá se divertir de VERDADE. 

Küsses, 

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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