Para Todos os garotos que já amei netflix

CRÍTICA | Para Todos Os Garotos Que Já Amei (Netflix)

Que atire a primeira pedra quem nunca escreveu uma cartinha de amor!

Para Todos Os Garotos Que Já Amei está na Netflix para nos levar de volta ao amor de colegial pelo cara gostoso da faculdade

Confuso? Não! Para Todos Os Garotos Que Já Amei  é mais uma comédia romântica sobre a jovem CDF da escola ser apaixonada pelo galã que é namorado da líder de torcida. Depois de A Barraca do Beijo, este longa chega para explorar as velhas cartas de amor e sentimentos anônimos da adolescência.

Para Todos Os Garotos Que Já Amei é fofo, mas a história é conhecida

Lara Jean (Lana Condor) é uma menina super grudada em sua irmã, Margot (Janel Parrish), mas se vê sozinha na escola quando ela vai embora pra Irlanda fazer faculdade. O que lhe resta em casa, além do zeloso e viúvo pai Dan (John Corbett) é sua terrível irmã mais nova e amores nunca correspondidos.

Para cada menino da escola que ela escondeu seus sentimentos, Lara escreveu uma carta. Um dia, as cartas são entregues aos rapazes que imediatamente a procuram para tirar satisfação. Peter (Noah Centineo) é o garanhão da escola que mais se afeta pelas palavras da jovem. Ele acaba se aproveitando deste amor não correspondido e propõe à Lara que eles finjam um namoro para ele reconquistar sua ex, que é líder de torcida.

Ao longo dos três meses de namoro falso, eles descobrem suas semelhanças mais íntimas que podem os unir de vez ou não.

Inspirações 

Em filmes do gênero, as comédias românticas de colegial, quase sempre a cdf da escola até tenta ficar com o bonitao cobiçado, mas no final elas acabam encontrando o amor verdadeiro nos braços daquele rapaz – também CDF ou tido como “rebelde”. Em longas como Ela é Demais (1999) e Segundas Intenções (1999) este cliché é ignorado e o casal que se forma é outro. Talvez seja por isso que são dois longas que marcaram o gênero.

Além disso, em todos os filmes desse tipo, o que vale é a jornada da mocinha e em Para Todos os Garotos Que eu Já Amei, não é diferente. Lara é uma jovem estudiosa, cheia dúvidas quanto a sua beleza e princípios e não se julga à altura das magrelas líderes de torcida. Aqui, nos encantamos com ela se redescobrindo como adolescente ao lado de Peter e tendo suas principais qualidades provocadas pelo garanhão.

Ainda no meio dessa confusão toda, assim como nos dois filmes citados de 1999, temos uma aposta em jogo que pode destruir a relação dos dois ou fortalecer.

Para Todos os Garotos que eu Já Amei não é diferente e a jornada deste casal é absurdamente cativante.

Tempos modernos

O mais interessante aqui, é ver o quanto a influência de redes sociais está presente na narrativa. Outro ponto intrigante, é a forma como a história brinca com as tribos nas escolas e onde Lara é inserida, já que a mesma é mestiça. O padrão de beleza encontrado no gênero, ganha um diálogo forte e lida bem com pontos que em produções mais antigas são tratados como bullying ou, até mesmo, item obrigatório para se ter um elenco diverso.

Para Todos os Garotos que Já Amei é inclusivo, respeitoso e uma grande lição para os jovens do dia de hoje que estão fortemente inseridos em discussões sociais de diversidade e que precisam lidar e superar os opressores de plantão com mais afinco do que 20 anos atrás. E só por isso, merece nossa atenção. Como é bom ver um filme para jovens com um discurso poderoso e importante.

Assista Para Todos os Garotos que Já Amei e viaje para a época do colegial com um outro olhar. É maravilhoso!

Küsses,

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“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

8
O bom
  • Lara é uma menina que representa muitas garotas
  • Direção de Susan Johnson é super bacana
  • John Corbett de Sex and The City é um pai mais do que incrível
O ruim
  • Não há. O filme é uma graça!
  • Direção
    8
  • Roteiro
    8
  • Elenco
    9
  • Produção/ Fotografia
    7
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