CRÍTICA | Paradise Police - Temporada 1

CRÍTICA | Paradise Police - Temporada 1 - Humor politicamente incorreto, mas sem foco

Dos mesmos criadores de Brickleberry, chega Paradise Police na Netflix Ok, ok. Paradise Police estreou há um tempo, mas estávamos de férias, vai demorar um tico para tudo voltar...

Dos mesmos criadores de Brickleberry, chega Paradise Police na Netflix

Ok, ok. Paradise Police estreou há um tempo, mas estávamos de férias, vai demorar um tico para tudo voltar no ritmo de antes, mas vamos que vamos. A crítica da vez é sobre a primeira temporada de Paradise Police, a nova animação para adultos da Netflix criada por Roger Black e Waco O’Guin, os mesmos de Brickeberry.

Paradise Police – Temporada 1

A série conta a história de um grupo de policiais incompetentes de uma cidade pequena. Kevin (David Herman) se junta à força policial liderada por seu pai Randall (Tom Kenny). Na equipe, ele conhece Gina (Sarah Chalke) uma policial ultra violenta com fetiche por garotos obesos, Gerald um policial com stress pós-traumático, Bullet o cão da polícia completamente viciado em drogas e Dusty, o policial gordinho alvo de assédios de Gina.

Ao longo dos episódios, a equipe se depara com gangues criminais, departamentos rivais da polícia, experiências sexuais bizarras e muita loucura, tudo isso, é claro, enfrentados da forma da mais idiota imaginável.

Humor Adulto

Desde que Simpsons, e eventualmente South Park, introduziram e popularizaram animações para adultos, tivemos uma longa lista de projetos para saciar este público. Geralmente se dividem em duas categorias. Algumas, como Family Guy, Bordertown e Brickleberry tentam arrancar risadas metralhando momentos ofensivos e brincando no tênue território do “nada é sagrado”. Outros, como Bojack Horseman e Final Space tentam balancear melancolia com humor e tentar dizer algo sobre o estado atual de nossa existência, geralmente com resultados que variam radicalmente em qualidade. Paradise PD é um caso do primeiro exemplo, mais interessado em arrancar risadas com tiradinhas obscenas, mas salpicando o ocasional comentário social (afinal, ainda se trata de uma série sobre violência policial).

Ainda assim, falta algo na série. Talvez semelhante a outros casos de projetos que priorizavam piadas no lugar de conteúdo, o roteiro é um pouco genérico e o humor, apesar de arrancar risadas, é um pouco previsível. Parece que um grande volume deste tipo de série bebe da mesma fonte e parte do material de Paradise PD lembra piadas que Drawn Together já havia feito quase uma década atrás.

É engraçado? Como já falamos algumas vezes aqui na Freakpop, humor é relativo e entendemos que o tipo de piadas de um projeto como Paradise Police não sejam para todos. Mas se você é fã da ocasional piada envolvendo celebridades mortas e gestos sexuais que questionam a capacidade física do corpo humano ou o uso gratuito de orifícios para pegadinhas, então talvez Paradise Police seja para você.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Nota
6.8
Nota
O bom
  • Ritmo desenfreado, pelo menos garante bastante piadas por episódio.
  • Alguns comentários sociais estranhamente relevantes no meio.
O ruim
  • Personagens um pouco genéricos e esquecíveis.
  • Direção
    6
  • Roteiro
    7
  • Elenco
    8
  • Enredo
    6
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