CRÍTICA | Passageiros – amor e ciências em um conto de fadas piegas

Bons efeitos, bom marketing, mas faltou mais investimento no roteiro de Passageiros. É legal? Sim. Só que podia ser mais O marketing de Passageiros foi muito bem bolado. As...

Bons efeitos, bom marketing, mas faltou mais
investimento no roteiro de Passageiros.
É legal? Sim. Só que podia ser mais

passageirosO marketing de Passageiros foi muito bem bolado. As cenas liberadas em trailers, foram bem editadas. Os efeitos bem estruturados. O que não foi “bem” foi o roteiro. Chris ~ delícia ~Pratt leva a primeira parte do filme nas costas e é um bom ator. JLaw não mostra nada de diferente, em uma mistura de Katniss badass feat atuações genéricas indicadas ao Oscar por… Blá.

Viagem espacial. Missão de colonização em um planeta distante. Não, não estamos falando de Alien: Covenant, outro sci-fi que estreia em breve (caso tenha pulado a introdução desse post). Premissa genérica? Ok, o que importa é o andamento de tudo, certo? São 120 anos dormindo, algo de dar inveja até na Bela Adormecida. Faltando quatro meses para o desembarque, os 5.000 passageiros – e cerca de 200 tripulantes – receberão o beijo do príncipe e desfrutarão de todas as mordomias de um SPA sideral, readaptando o corpo ao modo “vivo” antes de explorar o tal planeta.

O filme começa com todo mundo capotado e a nave enfrentando uma chuva de meteoros que bagunça tudo por lá e, misteriosamente, ativa um dos pods (isso lembra muito Superman) e acorda Jim, interpretado por Pratt. Sozinho em plena nave sem ter permissão para fazer muita coisa além de jogar basquete sozinho, brincar em um futurístico Just Dance e beber todas com o barman Arthur, um androide com a cara de Michael Sheen. É para deixar qualquer um doido, né?

Aí entra a personagem de JLaw. Não vamos entrar em detalhes sobre o despertar da moça, porque aí já seria spoiler, mas sim: está dando uma polêmica para caramba na internet…. O nomecito da mocita é Aurora, uma jornalista. Se as comparações lá no começo do texto com A Bela Adormecida não forem suficientes para traçar esse paralelo…. Bom, precisamos conversar sobre a Disney.

Enfim. Os dois começam um relacionamento ~como apresentado no trailer ~ e passam por uns bocados até a participação de Morpheus Laurence Fishburne, que aparece só para dar uma pulseirinha da Disney para os dois. E alertar que a nave está com avarias sérias e que precisa de conserto imediato. Que sorte que Jim é um mecânico!

Quando Aurora acorda e, para quebrar um pouco a monotonia do lugar e lembrar a audiência que ela é uma jornalista, começa a entrevistar Jim para entender o que diacho fez um cara lindo daqueles ir para outro planeta. Ok, fantasia, não foi bem essa a intenção, hehehe.

Nesse momento uma série de informações são lançadas sobre a empresa responsável pelo empreendimento, dando um fundinho de: será que foi uma conspiração política? Falta de fundos, o que fez com que cagassem na manutenção dos pods, por isso estão acordando 90 anos antes do previsto? Mas não. Nada muito rebuscado.

Desafiador. Nops. O roteiro entrega um romance com fundo sci-fi. Não um sci-fi com romance, como parecia pelos trailers. Não tem machismo, não tem abuso, não tem motivo para polêmicas. O roteiro não é tão bom assim para fomentar uma discussão mais aprofundada. Passageiros sobrevive graças aos atores que carregam essa cruz nas costas e graças aos efeitos especiais.

Roteiro que é bom… Nada né Jon Spaiht? Ele assina o roteiro de Doutor Estranho também, onde deve ter parido toda a cota de criatividade de 2016, pois com Passageiros….O que não torna o filme uma completa perda de tempo, só que não é digno de um Oscar ~ ou qualquer outra premiação de peso. Ok, talvez em efeitos especiais. Ou JLaw (de novo) em Melhor Atriz, já virou algo corriqueiro ela espirrar e acharem que foi algo magistral #IroniaFeelings.

Dirigido por Morten Tyldum, Passageiros já está nos cinemas e suscitando sentimentos 8 ou 80: ou amam ou odeiam. E você, faz parte de qual time?

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