[CRÍTICA] Penny Dreadful – Segunda Temporada

Penny Dreadful encerra uma segunda temporada mais consistente Como Alan Moore já provou com A Liga Extraordinária (a graphic novel, não o filme), trazer vários personagens da literatura juntos...

Penny Dreadful encerra uma segunda temporada mais consistente

Como Alan Moore já provou com A Liga Extraordinária (a graphic novel, não o filme), trazer vários personagens da literatura juntos pode criar uma história fantástica. Penny Dreadful estreou ano passado como uma brisa de ar fresco. Uma série sobrenatural com uma premissa interessante, personagens cativantes e um ar inteligente em um gênero que estava a dois passos de se tornar o gênero pornográfico graças a True Blood, Vampire Diaries e Hemlock Grove. A primeira temporada de Penny Dreadful foi sombria, bem escrita e extremamente bem filmada, mas seria incrível se seus criadores tivessem gastado um pouquinho mais de tempo pensando em algo para tantos personagens interessantes fazer.

© 2015 Showtime

© 2015 Showtime

Por sorte, a segunda temporada entrou com um núcleo narrativo mais amarrado e com um foco maior em levar os personagens para algum lugar. A história começa algum tempo após a descoberta do destino de Mina Murray e a suposta derrota do Drácula Vampiro Mestre. Sir Malcolm, Vanessa Ives e Ethan Chandler estão novamente reunidos e prontos para enfrentar mais uma ameaça: Madame Kali, também conhecida como Evelyn Poole. A cartomante e vidente da primeira temporada na verdade é uma poderosa líder de um pacto de bruxas servas de Lucifer (e você achando que o José Dirceu que tinha uns esqueletos no armário). Seu grupo tem a missão de capturar Vanessa para seu mestre, aparentemente, as possessões da temporada anterior eram um prelúdio para fins ainda mais nefastos.

penny-dreadful-segunda-temporada-critica-freakpop-03

© 2015 Showtime

Em paralelo, Doutor Frankenstein e Caliban, a criatura que o todos os personagens insistem em chamar de nerd apesar de sua super força, continuam com seu projeto de ressuscitar uma noiva para o monstro. Dorian Grey também está de volta repetindo incessantemente o mesmo diálogo sobre gostar de experimentar tudo e… bom, é isso, ele continua não agregando muito além de mostrar para o mundo que Sam Mendes é muito fã de Oscar Wilde, mas o último episódio tem uma reviravolta interessante! Prometo!

Photo by Jonathan Hession - © 2015 Showtime

Photo by Jonathan Hession – © 2015 Showtime

A trama com as bruxas está longe de ser interessante, mas graças a Eva Green – também conhecida como a atriz mais assustadora do planeta- , o núcleo compensa o tédio com drama e atuações memoráveis. A segunda temporada fez um melhor trabalho para estabelecer o que podemos esperar para a próxima, mas ainda tem um bom caminho para ser uma série de fato memorável, apesar da premissa brilhante, o ritmo continua cansativo e a série depende demais dos bons diálogos e direção para disfarçar o fato que boa parte do tempo, nada acontece.

© 2015 Showtime

© 2015 Showtime

Mas ainda assim, é um dos “nadas” mais interessantes que uma série de TV já criou… tipo um Seinfeld mais classudo ou um Sense8 de monstros da Universal Studios.

Penny Dreadful é exibida pela HBO no Brasil.

Até a próxima!

Comente via Facebook!

Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Categorias
Críticas

Ver também