Confira nossa crítica de Polar, o novo filme de ação da Netflix com Mads Mikkelsen no papel principal. Vale a pena? Melhor você ler...

CRÍTICA | Polar (Netflix) - Roteiro manjado e direção cansativa

Confira nossa crítica de Polar, o novo filme de ação da Netflix com Mads Mikkelsen no papel principal. Vale a pena? Melhor você ler......

Polar, o novo filme de ação da Netflix, traz uma premissa interessante, mas uma execução que deixa a desejar

Convenhamos, a história do ex-assassino/assassino aposentado/agente secreto fodão/cara de forças especiais que vira protetor de uma jovem garota e acaba declarando guerra à sua antiga organização não é exatamente uma premissa inovadora. Não é a toa, lá em 1994, Luc Besson lançou O Profissional, e trouxe para uma roupagem moderna aquela narrativa famosa de Os Brutos Também Amam. É um tipo de ação cativante e, é claro, a Netflix e seu algoritmo não iam ficar de fora. Entra Polar.

Polar

Duncan Vizla (Mads Mikkelsen) é um assassino aposentado de um sindicato de criminosos daqueles que todo mundo parece um personagem de gibi porque John Wick fez sucesso. O chefe dessa organização, Blut (Matt Lucas), tem um esquema onde ele apaga todos os assassinos aposentados para não ter que pagar pensão. Assim, ele despacha uma gangue de assassinos de aluguel para dar sumiço em Vizla. Ao mesmo tempo, na pacata cidade onde ele mora, começa a fazer amizade com uma garota chamada Camille (Vanessa Hudgens) que esconde um passado misterioso.

Arroz com feijão

Fora uma reviravolta até que interessante envolvendo Camille, o filme segue uma receita de bolo bastante manjada. É claro que ter alguém como Mikkelsen no papel principal ajuda. Por ser baseado numa graphic novel, o protagonista de Polar parece algo saído do livro de ideias de Hideo Kojima, com seu bigodão de Lee Van Cleef, sobretudo preto e tapa-olho. Somente alguém tão pirado quanto o ator dinamarquês para pular de cabeça no papel de Duncan.

Os vilões do filme são uma coletânea manjada de personagens estereotipados de filmes de bandido hiper-estilizados. É um filme que seria mais interessante lançado uns anos atrás, mas essa pegada de bandidões caricatos já estava cansando nos tempos de Sin City. A direção também não ajuda, o diretor Jonas Åkerlund, provavelmente um dos caras com a história mais legal (ele dirigiu o clip do Smack My Bitch Up e era baterista do Bathory!), mas os cortes hiperestilizados, as inserções de textos com fontes berrantes e a necessidade de usar todos os recursos do Premiere criam uma experiência cansada, inconsistente e que tenta trazer uma energia que o material simplesmente não tem.

O roteiro não tem fôlego boa parte do tempo, a caçada dos assassinos é tão desconexa das cenas do cotidiano de Vizla que você estaria perdoado se achasse que eram dois filmes grudados em um. O confronto inevitável chega até a ser meio anti-climático, já que os bandidos são tão subdesenvolvidos como personagens que são pouco mais que capangas de anime.

Vale a pena?

Bom, é Netflix né? Então se você já é assinante e tem umas horinhas para matar, manda bala, mas não vá achando que é uma experiência que vai mudar sua vida. O filme é uma mistura preguiçosa de Os Perdedores com uma vã tentativa de imitar o estilo da saga John Wick. Agora, se você é fã desse estilo narrativo, do cara fodão protegendo uma garotinha contra um exército de bandidos, existem opções melhores na própria plataforma de streaming.

Até a próxima!

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Nota
6.4
Nota
O ruim
  • É difícil não imaginar como ficaria o filme final nas mãos de um diretor mais competente
  • Direção
    5
  • Roteiro
    6
  • Elenco
    8
  • Enredo
    6.5
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