Projeto Gemini Ang Lee e Will Smith

CRÍTICA | Se um Will Smith é bom, imaginem dois?!

Ang Lee + tecnologia + Will Smith + 3D = Projeto Gemini Ficção Científica e ação sempre renderam bons filmes. Especialmente nas mãos de um diretor habilidoso, que sabe...

Ang Lee + tecnologia + Will Smith + 3D = Projeto Gemini

Ficção Científica e ação sempre renderam bons filmes. Especialmente nas mãos de um diretor habilidoso, que sabe misturar bem esses gêneros sem perder a mão na condução do espetáculo. Ang Lee foi o nome certo para dirigir Projeto Gemini, não só pela sensibilidade com que trata os temas abordados em seus filmes, especialmente os ocidentais. Mas por também usar a tecnologia em favor de seu trabalho.

De onde conhecemos Ang Lee?

O diretor começou sua ascensão no cinema mundial quando foi escolhido para dirigir a adaptação do clássico de Jane Austen, Razão e Sensibilidade (1995). Naquela época, ele tentou chegar próximo aos quadros de pintores vitorianos como base da fotografia do filme. Pegou as  técnicas do cinema de artes marciais de seu país para fazer o bailado visual de O Tigre e o Dragão (2000). Usou a computação gráfica para fazer várias composições cenográficas em O Segredo de Brokeback Mountain (2005). Além de trabalhar, com uma fotografia digital para dar vida à intensa relação entre os sobreviventes de As Aventuras de Pi (2012). Ah, sim. Ele usou computação gráfica para criar o herói da Marvel, Hulk (2003).

As inovações de Ang Lee

Agora, Ang Lee usa o melhor da tecnologia digital, filmando Projeto Gemini à 60 quadros por segundo (o normal é 24) dando uma qualidade final nas imagens das intensas lutas e perseguições construídas no filme. Sem contar que filmou num 3D tão extraordinário, que faz com que o espectador literalmente faça parte da ação.

A história de Projeto Gemini

Projeto Gemini é uma história que estava engavetada há anos aguardando a tecnologia evoluir. Mostra um momento na carreira de um assassino profissional interpretado por Will Smith que, após uma missão extremamente complicada, decide se aposentar. Mas ao consultar um amigo, descobre que suas habilidades foram usadas contra inocentes, que o leva a ser eliminado pelos seus próprios empregadores. O que, claramente, não será algo fácil de fazer.

Enquanto foge para descobrir os responsáveis pela traição, seu antigo chefe, interpretado por Clive Owen, coloca em andamento o Projeto Gemini, que consiste em colocar um outro assassino com a destreza em armas e artes marciais para acabar com o problema. Para surpresa de Will Smith, seu novo nêmese é exatamente ele, um clone, tornando caça e caçador em vítimas do mesmo jogo sujo das operações secretas do governo americano.

A partir desse primeiro contato com seu clone, Projeto Gemini se transforma não só num dos melhores filmes de ação do ano, mas uma das melhores misturas de ficção com ação, com a mesma pegada de um bom momento de John Woo, o diretor de A Outra Face (1997). Ação intensa sem perder o drama pessoal dos personagens, que foram jogados numa corrida sem direito de respirar ou de ver a chegada.

Will Smith, como bom ator que é, entrega os dois personagens de uma maneira densa, observando o contraste entre a experiência e a ousadia da juventude. As cenas de luta entre os dois estão entre as melhores coreografias já feitas, sem contar com uma perseguição entre motos na primeira metade do filme de tirar o fôlego, pela intensidade e pelo realismo. Aliás, Ang Lee usa pela primeira vez o velho recurso de diminuir a velocidade do obturador da câmera, para dar mais velocidade nas cenas de luta, assim como Michael Curtiz fez no clássico As Aventuras de Robin Hood, de 1938.

Vale a pena?

Junte tudo isso a uma fotografia que ousa até mesmo em sequências noturnas, e temos um filme que empolga pela história, pelos personagens, pela atuação, pelos efeitos visuais. E claro, pela maestria de um cineasta como Ang Lee, que sabe levar até o espectador, um belo espetáculo visual e com conteúdo relevante.

Comente via Facebook!
Nota:
9.5
Nota:
O bom
  • O visual dos 60 quadros em 3D deixa as cenas externas muito mais próximas do espectador.
O ruim
  • Cenas de lutas entre Will Smith e Will Smith são em locais escuros para facilitar os efeitos visuais.
  • Direção
    10
  • Roteiro
    9
  • Enredo
    9
  • Elenco
    10
Categorias
CriticasFilmes

Ver também