Rainhas do Crime é um filme interessante com Melissa McCarthy, Elizabeth Moss e Tifanny Haddish no papel de esposas de criminosos que tomam o poder. Confira

CRÍTICA | Rainhas do Crime traz fôlego para o gênero de filmes de máfia

Rainhas do Crime é um filme interessante com Melissa McCarthy, Elizabeth Moss e Tifanny Haddish no papel de esposas de criminosos que tomam o poder. Confira...

Rainhas do Crime conta uma história brutal do crime organizado sob o ponto de vista de protagonistas inusitadas

Vamos lá, todo mundo já viu uma boa dose de filmes de mafiosos. Bons Companheiros, Scarface etc. A história é mais ou menos a mesma. Protagonista ou grupo de protagonistas entra para o esquema, sobe na hierarquia a ponto de virar chefão ou pelo menos alguém importante, a ganância toma controle e eventualmente tem que lembrar que o crime não compensa. Mais ou menos isso certo? Afinal, o que então difere Rainhas do Crime, o novo longa baseado na graphic novel da Vertigo?

Rainhas do Crime

Nova York. Bairro de Hell’s Kitchen na década de 70. Hoje uma região moderna e cosmopolita. Na época, um antro de criminalidade e uma área prioritariamente ocupada por imigrantes irlandeses de baixa renda e controlado por gangues dos mesmos. Três chefes de uma gangue são presos pelo FBI e suas esposas são deixadas para trás. Kathy (Melissa McCarthy) é uma esposa devota e mãe de dois filhos. Claire (Elizabeth Moss) leva um casamento miserável e apanha de seu marido. Ruby (Tiffany Haddish) enfrenta o racismo diário de ser uma mulher negra casada com um irlandês. As três se encontram na mesma situação, sem dinheiro, sem emprego, sem o apoio de seus maridos e dos criminosos e desesperadas.

As três juntam forças e gradualmente começam a tomar controle da operação de seus maridos. Eventualmente, conseguem erguer um belo império criminoso com todas as ameaças, riquezas e reviravoltas esperadas.

Trama intrigante

Em termos de narrativa, Rainhas do Crime tem acerta muitos momentos esperados para uma trama de máfia. O que chama atenção aqui são as diferenças, as vezes sutis, as vezes mais escancaradas, de ter no centro do comando três mulheres em uma época repleta de desafios e em um meio de homens ignorantes. Kathy, Claire e Ruby não só crescem devido à sua esperteza, mas também pela sua capacidade de usar informações que só elas tem acesso e até mesmo uma ilusão de inocência para ludibriar os inimigos.

O longa é a estreia de Andrea Berloff na cadeira de diretor, anteriormente, ela foi responsável pelos roteiros de Straight Outta Compton e Herança de Sangue. Ou seja, tem experiência com histórias com elementos criminosos e grupos às margens da sociedade. A transição para direção vai bem com boas sacadas nas câmeras para trazer algumas surpresas e reviravoltas durante o filme.

Porém

Fora a mudança de gênero das protagonistas, não tem grandes novidades no roteiro. O terceiro ato tem algumas reviravoltas interessantes que talvez não funcionariam em outros filmes com propostas semelhantes. Alguns momentos, o roteiro parece achar que apenas ter mulheres como protagonistas é o suficiente para compensar alguns momentos da trama e personagens que são grandes clichês do gênero.

Ainda assim, é uma proposta que vale a pena investir e no fim, Rainhas do Crime não é um filme perfeito, mas aborda um gênero tipicamente masculino com fôlego novo.

O longa já está nos cinemas brasileiros.

Até a próxima!

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Nota
7.5
Nota
O bom
  • Melissa McCarthy segue excelente nesta virada para papéis mais dramáticos.
O ruim
  • O filme arrasta em alguns momentos.
  • Direção
    7
  • Roteiro
    8
  • Elenco
    8
  • Enredo
    7
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