[CRÍTICA] Resident Evil 6: O Capítulo Final – Graças a Deus!

Acabou!!!! Chega de zumbis, de pancadaria, de mutantes esquisitões. Saiba qualéquié da Umbrella, da Alice e da Red Queen Milla Jovovich encarna pela última vez Alice, a nossa desmemoriada...

Acabou!!!! Chega de zumbis, de pancadaria, de mutantes esquisitões. Saiba qualéquié da Umbrella,
da Alice e da Red Queen

Milla Jovovich encarna pela última vez Alice, a nossa desmemoriada favorita matadora de zumbis. Nesse Resident Evil 6: O Capítulo Final, Alice precisa voltar à Racoon City, evitar o extermínio da raça humana – os poucos que restam -, derrotar de vez a Umbrella Corporation, enquanto descobre a verdade sobre quem ela é, quem é a Red Queen e, quem sabe, de quebra, salvar o mundo. Bom, tentar,  né? Again.

Depois de algumas sequências totalmente desconectadas, ignorando elementos previamente apresentados e sumindo e reaparecendo com personagens, Resident Evil entrega cenas de ação, de correria, de desastre e zumbis, muitos zumbis. Até agora esse foi o, ram ram, capítulo que mais envolveu a cenografia e posicionamento de câmera estilo game. Os efeitos também estão bem melhores e, amém, as atuações não são tão ruins assim.

Alice é obrigada a trocar de time direto – seja porque os personagens morrem, seja porque desaparecem misteriosamente – e agora conta com Claire (Ali Larter), que consegue fugir e se esconde com o restante da nova trupe #TeamAlice: Abigail (Ruby Rose, com a mesma cara que em xXx: Reativado), Doc (Eoin Macken) e Christian (William Levy). Dr. Isaacs (Iain Glen) está de volta e mais fanático do que nunca. Mas não vamos falar muito sobre ele, senão… SPOILER!

Alice tem 48h para salvar o mundo e grande parte do filme se passa na estrada tentando chegar à Umbrella. Tenta salvar a última resistência humana que encontra pelo caminho – e de onde arranja os novos ajudantes -, fugir do Dr. Isaacs, entender qual é a participação da Red Queen e, de talvez, descobrir quem é. Só que, já na introdução de Resident Evil: O Capítulo Final, fica claro quem é a Alice! E isso é muito broxante…

As explicações, na real, não esclarecem tão bem assim, tem muitos furos, o final deixa a desejar… A franquia começou bem, mas em algum ponto (ok, no terceiro filme) perdeu um pouco do fôlego e começou a desandar legal. Resident Evil pode ser um filme baseado em um videogame, mas não pode cometer o erro de achar que todos que o assistem são jogadores e que farão as devidas correlações (algo tipo Universo Harry Potter e Animais Fantásticos e Onde Habitam): precisa ter uma narrativa própria para o filme e que todos entendam muito bem o que está rolando em tela – independente do game.

Se cada Capítulo corresponde a um ponto do jogo, a franquia cinematográfica teve sérios problemas para contextualizar isso. Apesar desse final ter mais a aura de game, a única coisa da mitologia que continua igual é a Alice ser uma peça chave, não ter memória e ter que combater zumbis.

Toda a enrolação entre um filme e outro são totalmente dispensáveis, pensando como uma franquia – que por consequência implica em mais de um filme -. Se formos pensar em filmes com histórias isoladas… Então, talvez, funcione.

O Capítulo Final promete unir todos eles e consegue+, com uma dose de sucesso suficiente para garantir bilheteria e continuar como uma adaptação de game para a tela de qualidade. Mas nos moldes roteiro, cronologia e até mesmo o recurso de Arma de Chekcov deixa a desejar. O final dá até vergonha.

Se você curte uma ação sem esquentar com detalhes, uma boa matança de zumbis e, claro, ver a Milla correndo para cima e para baixo salvando a parada toda, parabéns! Você conseguirá curtir o filme sem sentir muita vergonha alheia.

Milla, você é uma ótima atriz, arrasou na CCXP 2016, mas depois desse capítulo ficamos felizes de ser o final de tudo.

Resident Evil: O Capítulo Final já está nos cinemas.

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