[CRÍTICA] Ricki and the Flash: De Volta Para Casa

Meryl Streep dá um show, literalmente, em Ricki and the Flash: De Volta para Casa Uma coisa é fato: Meryl Streep nasceu para ser atriz. A qualidade aplicada por...

Meryl Streep dá um show, literalmente, em
Ricki and the Flash: De Volta para Casa

Uma coisa é fato: Meryl Streep nasceu para ser atriz. A qualidade aplicada por ela ao viver uma personagem beira o sobre-humano. Aos 66 anos, Streep encarna uma cantora pouco conhecida que abdicou da carreira de mãe de três filhos para viver sua carreira de música nos palcos. Ricki (Streep), se separa e deixa seus filhos, ainda pequenos, sob os cuidados de seu ex-marido Pete (Kevin Kline). Anos depois, sua filha Julie (Mamie Gummertambém filha da atriz na vida real), se separa e Pete fica perdido ao ter que apoiar a jovem. Sem saída e com sua atual e zelosa esposa, Maureen (Audra McDonald), por perto, ele liga para Ricki, que agora mora do outro lado do país. Mas o que ele não sabe é que sua ex-esposa não mudou muito e sua falta de credibilidade e, de certa forma, maturidade, ainda são aspectos de sua personalidade.

© 2015 - Sony Pictures Entertainment

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Ao chegar na casa do ex, Ricki se depara com o mundo que deixou para trás: a casa impecável, a família perfeita, o marido ideal, e o pior de tudo: o crescimento de seus filhos. Julie, Josh (Sebastian Stan  – Capitão América: O Soldado Invernal) e Adam (Nick Westrate), são adultos que não superaram a ausência da mãe apesar de respeitá-la. Ricki, não só tem a árdua missão de quebrar a distância que seus filhos mantêm dela, como tenta se restabelecer como a figura materna. Isso tudo ainda sob olhares de julgamentos, alguns inclusive de seu ex-marido.

© 2015 - Sony Pictures Entertainment

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Aos poucos conhecemos Ricki, entendemos seu amor pela música, compreendemos porque ela é tão feliz com uma banda desconhecida e torcemos para que ela reencontre sua confiança quanto mãe para reunir a família. Um roteiro simples, com bons diálogos e uma problemática humana características que o roteiro de Diablo Cody (Juno) traz à trama sob a direção de Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes – 1991, Filadélfia – 1993 e Sob o Domínio do Mal – 2004).

© 2015 - Sony Pictures Entertainment

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Demme não impressiona, mas entrega um filme com uma fotografia bonita, uma produção simples e uma edição que valoriza os diálogos e intensifica os momentos dramáticos, assinatura esta que vemos em outros longas de sua carreira. O grande elemento “surpresa” aqui é a naturalidade com que Meryl Streep interpreta Ricki. Sua personagem é falida, trabalha como caixa de supermercado durante o dia e a noite embala seus poucos fãs em um bar de rock. Tendo que se manter antenada nas tendências musicais, sua banca toca de Bruce Springsteen à Lady Gaga, o que deixa a trilha sonora para lá de divertida. Streep canta, dança e se emociona como mãe e cantora, e sua atuação é tão marcante que chegamos a acreditar que aquela é Ricki e não Meryl Streep.

© 2015 - Sony Pictures Entertainment

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Sua filha e atriz Mamie Gummer exala carisma, atua muito bem e “se joga” nas cenas onde pode simplesmente admirar sua mãe e parceira de trabalho. Com um elenco sólido e uma trama cativante, Ricki and The Flash: De Volta para Casa encanta, deixa seu coração mais leve e é uma excelente aposta para ver no cinema para quem quer um momento relaxante de entretenimento e emoção.

Ricki and The Flash: De Volta para Casa estreia dia 3 de Setembro e merece sua atenção.

Até a próxima!

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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