Robin Hood A origem crítica

CRÍTICA | Robin Hood – A Origem é uma queda livre no penhasco

Jésuis amado...que final é esse?

Robin Hood – A Origem chega nos cinemas e o filme é 66% bom e 33% HORRÍVEL

De volta a era medieval. Robin de Loxley (Taron Egerton) é um jovem lorde de Notthingam que vive uma vidinha delicia ao lado de sua amada Marian (Eve Hewson). Um belo dia é convocado pelo xerife (Ben Mendelsohn) a prestar serviços numa guerra no norte da África que visa acumular riquezas para a monarquia inglesa.

Ao longo de sua ausência, Robin é dado como morto e o xerife leva os moradores de Notthingam à pobreza extrema por meio de exorbitantes impostos. Ainda na missão, Loxley chama a atenção de Little John (Jamie Foxx), um mouro que tem seu filho brutalmente assassinado e que Robin tentou salvar.

Quando retorna para Notthinham, Robin encontra miséria, uma igreja católica abusiva e um xerife descontrolado. Ele se une a Little John para tentar uma grande revolução. Como? Roubando dos ricos e dando para os pobres.

E como tudo está ferrado, Marian já está em outra e em um relacionamento sério com Will Scarlet (Jamie Dornan), um jovem que tenta uma manobra política para tirar o povo da fome. Robin precisa ser forte, se afastar de Marian e focar em seu objetivo ao lado de John: retornar à corte como um lorde abonado e solidário para tentar acabar com o poder do xerife.

Robin Hood – A Origem é empolgante

Até aqui o filme flui super bem! O ritmo é acelerado, a direção é competente, a história é envolvente e tudo caminha bem. Ao longo da jornada de transformação de Robin de Loxley em Robin Hood, o longa arranca boas risadas e tem cenas de ação frenéticas que empolgam a audiência. Até a hora em que o roteirista resolve lembrar que ele precisa reviver o romance do protagonista com a mocinha. Aí meu bem, a casa cai.

O enredo despenca em queda livre num penhasco, a produção visual perde qualidade, o ritmo segue acelerado, mas pausa para mostrar o quanto os dois se amam e este romance destrói uma narrativa potencial, levando Robin Hood – A Origem para um terceiro ato confuso e ruim.

A obra como um todo

O filme como um todo não funciona, justamente por esse terceiro ato açucarado. A personagem de Marian está ali por motivos…Eles deveriam ter escolhido entre estabelecer Robin Hood como o homem da revolução e não como um homem que também ama. Na real, ela deveria ter morrido. Mas ao ver o filme, vocês entenderão nossa revolta.

Por fim, o longa parece um jogo de futebol onde o Brasil perde pra Argentina na prorrogação. É uma casa de massagem sem final feliz. É o Titanic afundando. É um show cantado em playback. É passar o bilhete na catraca e não ter saldo. É encontrar aquela tia que te aperta numa festa de família. É ganhar um PlayStation 4 sem tomada. É abrir a fatura de cartão de crédito no final do mês. É desesperador….

Algumas coisas que ignoramos

Quando Robin Hood – A Origem teve seu primeiro trailer revelado, já sabíamos que seria um filme genérico de ação de uma personagem lendário que estamos carecas de saber a história. Mas ainda assim estávamos animados por que, afinal, quem não gosta de um filme medieval?

Taron Egerton e Jamie Foxx formam uma dupla promissora e por isso a produção estava entre os filmes do segundo semestre mais aguardados por nós. Deus tenha piedade dos críticos da Freakpop, por que a gente AMA um longa despretensioso e farofa, mas Robin Hood – A Origem não chega perto de ser memorável.

O filme começa como algo que assistimos em Rei Arthur: A Lenda da Espada, mas acaba como Transformers: O Último Cavaleiro. Fora que a caracterização dos personagens, maquiagens, armaduras e táticas de guerra misturam várias eras e deixam a fidelização histórica de lado. O que tudo bem, se o filme fosse estruturado.

É possível que você goste do longa como um todo, nós gostamos também, mas não rola uma vontade de rever, não entra para a lista dos TOP 20 do ano, não marca por ter uma história de origem criativa, não é uma produção visualmente inovadora. Robin Hood – A Origem é o seu filho passando de ano na recuperação de matemática com nota 6. Um alívio que deu tudo certo, mas decepcionante.

Estreia dia 29 de novembro nos cinemas. Vale a pipoca? Vale sim!

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

Nota:
5.7
Nota:
O bom
  • Primeiro e segundo atos são animais!
  • Jamie Foxx está ótimo!
  • Trilha Sonora funciona!
  • A fotografia é linda e o figurino também!
O ruim
  • O terceiro ato INTEIRO
  • O romance
  • Jamie Dornan é um adendo ao longa.
  • Cena da fuga da Mineradora é mal feitinha, né?
  • E o casaco do Robin que a cada parte do longa é de um tamanho? Reparem nisso!
  • Direção
    6
  • Roteiro
    5
  • Elenco
    6
  • Produção / Fotografia
    6
  • Primeiro ato
    8
  • Segundo ato
    8
  • Terceiro ato
    1
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