CRÍTICA | Rocketman - Tão extravagante quanto o homenageado

CRÍTICA | Rocketman – Tão extravagante quanto o homenageado

Se prepare para adicionar novas músicas na sua playlist!

Chegando essa semana nas salas de cinemas, Rocketman tem tudo para ser o sucesso de bilheteria do momento.

O diretor Dexter Fletcher (responsável por assumir a direção de Bohemian Rhapsody no lugar de Bryan Singer), usa as músicas de Elton John para ilustrar os momentos de vida do cantor britânico vivido por Taron Egerton, desde sua criação negligenciada pelos pais, sua fama até seu envolvimento com drogas e álcool.

Rocketman – o filme

A trama não deixa nada de fora, é honesta quanto as vivências e experiências do artista, que como produtor executivo fez questão de não esconder ou romantizar. Tanto que uma das primeiras falas é justamente ele admitindo que é viciado em cocaína, remédios prescritos, sexo, compras e tem problemas de controle de raiva. Pois é, já começa assim!

É fácil identificar o processo de construção da persona conhecida mundialmente, mas, além disso, o personagem se despe de todo brilho e plumas (metaforicamente e literalmente) para entender quem é Reginald Dwight (nome real de Elton John).

Apesar disso, o roteiro não coloca de lado a devida importância do letrista Barnie Taupin (Jamie Bell) na carreira de John e em sua vida pessoal. A parceria entre os dois já dura 57 anos e juntos compuseram os sucessos “Your Song”, “Rocket Man”, “Crocodile Rock”, “Tiny Dancer”, “Candle in the Wind”, “Bennie and the Jets”, “Goodbye Yellow Brick Road”, “I’m Still Standing” entre diversas outras canções. A dinâmica entre Egerton e Bell contribui para uma espécie de homenagem à amizade deles.

Por falar nisso, o galã de Kingsman encara bem a missão de trazer essa bagagem de histórias para as telas de um modo que a atuação não ficasse caricaturada e nem forçada, ele capta o espírito do artista, mas não o imita. Sem contar que sua voz é incrível (ele e todos os outros atores cantam eles mesmos as músicas).

O mesmo deve-se dizer sobre o ator Matthew Illesley. Com apenas nove anos, ele interpreta Elton na infância e encanta pela fofura e destreza na câmera. Não dá nem pra acreditar que esse seja seu primeiro trabalho no cinema e o quanto ele se assemelha com o músico na mesma idade. Haja responsa!

Cinebiografia ou musical?

Chamar o filme de cinebiografia talvez seja um equívoco. Ele está mais para um musical, daqueles tradicionais, com coreografias, digressões e excentricidade típica de Elton John, bem representada no figurino montado por Julian Day, que resgata os trajes icônicos do cantor.

Rocketman X Bohemian Rhapsody

Na verdade, esse é um dos aspectos que o Rocketman se difere do longa sobre Freddie Mercury. Comparações serão feitas de qualquer jeito, mas enquanto um escolhe uma abordagem mais teatral, utilizando as músicas como modo de expressão de sentimentos, o outro conta a história de um modo mais documental, praticamente um drama com músicas no meio.

Vale a pena? 

A cantoria inesperada e sequências cheias de fantasia pode não agradar a todos, mas é impossível negar que Rocketman é ousado, divertido, extravagante, exatamente como Elton John. E de algumas coisas tenho certeza: a trilha sonora e as canções do músico vão bombar no Spotify, porque não dá sair do cinema sem estar cantando, e vai ter gente desesperada para ingressos da sua turnê de despedida.

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Nota:
9
Nota:
O bom
  • Boas interpretações
  • Se mantém fiel a quem quer homenagear
  • Figurinos bem elaborados
  • Trilha sonora fantástica!
O ruim
  • Vão comparar com Bohemian Rhapsody e seu sucesso
  • Alguns podem se frustar por ser mais um musical do que uma biografia propriamente dita
  • Direção
    9
  • Roteiro
    9
  • Elenco
    9
  • Enredo
    9
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