[CRÍTICA] Rua Cloverfield, 10 – O que aconteceu com o mundo?

Rua Cloverfield, 10 é uma bem-vinda homenagem à série Além da Imaginação O primeiro Cloverfield sumiu tão rápido quanto surgiu. Um filme de monstro filmado no estilo found footage...

Rua Cloverfield, 10 é uma bem-vinda homenagem
à série Além da Imaginação

rua-cloverfield-10-poster-critica-01O primeiro Cloverfield sumiu tão rápido quanto surgiu. Um filme de monstro filmado no estilo found footage que fez mais sucesso devido à sua campanha de marketing viral do que pela qualidade da obra. O longa repercutiu um leve barulho nos cinemas, especialmente por causa do design de Clover, o monstrão da obra, mas praticamente foi apagado do consciente coletivo. Agora, oito anos depois, surge Rua Cloverfield, 10, uma “continuação espiritual” do longa.

Michelle (Mary Elizabeth Winstead) abandona seu noivo Ben (Bradley Cooper), deixa seu apartamento e pega a estrada rumo às partes mais rurais da Louisiana. Enquanto a moça pensa sobre o que fazer, sofre uma colisão e desmaia. Um tempo depois, desperta algemada em um quarto sem janelas. Seu sequestrador é Howard Stambler (John Goodman), um enorme homem com dificuldades para socializar que alega que salvou a vida da moça ao trazê-la para seu bunker. Aparentemente, os EUA sofreram um ataque nuclear ou químico e a vida fora deste reduto se tornou insustentável. Juntos aos dois está Emmet (John Gallagher Jr.), um rapaz que ajudou Howard na construção da estrutura subterrânea e não duvida das alegações alarmistas dele.

A trama minimalista oferece amplo espaço para a dinâmica entre os três personagens mudar o suficiente para manter a narrativa em andamento e não cansar a audiência. Eles vão de suspeitos e incertos para uma relutante família, para depois, novamente, começar a ter paranoias uns dos outros. O desafio é enorme para fazer um filme com um elenco pequeno confinado em um único espaço, outros filmes não foram tão bem sucedidos, já Rua Cloverfield, 10 triunfa.

Michelle é uma protagonista fascinante que vai da típica vítima de sequestro para uma mulher sagaz e competente, que usa de todas as suas habilidades e conhecimento para sobreviver a uma situação aparentemente impossível. Porém, é John Goodman que carrega o filme criando um personagem simplesmente impossível adivinhar suas verdadeiras intenções, já que sua personalidade alterna entre um bem intencionado “sequestrador”, porém problemático e simplório, para uma figura ameaçadora.

Como era de se esperar pelo tamanho do sigilo em torno do projeto, existem mais coisas à espreita pela Rua Cloverfield, 10 e uma reviravolta digna dos melhores episódios de Além da Imaginação e A Quinta Dimensão, que não só vira o filme de ponta cabeça como também traz Michelle para o patamar de outras grandes heroínas do cinema.

Com produção de J.J Abrams e dirigido pelo novato Dan Trachtenberg (Portal: No Escape), o longa estreia dia 7 de abril nos cinemas!

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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