[CRÍTICA] Sete Homens e um Destino – Divertido, mas esquecível

Sete Homens e um Destino. Onde o título já vem com a nota do filme Em Sete Homens e um Destino, no Velho Oeste, um vilarejo é assolado pela...

Sete Homens e um Destino.
Onde o título já vem com a nota do filme

sete-homens-e-um-destino-03Em Sete Homens e um Destino, no Velho Oeste, um vilarejo é assolado pela tirania de um criminoso barão (Peter Sarsgaard). Desesperados por justiça, pedem a ajuda de Sam Chisolm (Denzel Washington), um implacável caçador de recompensas. Para proteger a pequena cidade, ele reúne seis corajosos pistoleiros para uma missão final. Um… Destino, por assim dizer.

Esta versão de Sete Homens e um Destino é um remake da versão de 1960 (que era uma adaptação ocidental de um filme do Akira Kurosawa de 1954) e dirigida por Antoine Fuqua. Ele, coincidentemente, já “adaptou” a trama em 2004, com Rei Arthur, um épico que troca os samurais/pistoleiros pelos cavaleiros da távola redonda em uma resistência final contra um inimigo consideravelmente maior e pondera sobre a futilidade da violência.

Os seis atiradores reunidos por Chisolm são bem diversificados e exploram diferentes universos da época. É uma pena que tanto potencial seja desperdiçado. Goodnight (Ethan Hawke) é um franco-atirador veterano e traumatizado pela Guerra Civil. Ele poderia ter um pouco de atrito com Chisolm, considerando que ele é negro e o personagem de Hawke lutou pelo Sul escravagista, mas isso não acontece. Jack Horne (Vincent D’Onofrio) é um rastreador e experiente caçador de índios, Colheita Vermelha (Martin Sensmeier) é um guerreiro Comanche: ambos poderiam entrar em choque sobre suas respectivas culturas mas, novamente, isto não acontece. O roteiro está mais ansioso para impulsionar a trama para o confronto final e dar oportunidades para Farraday, o personagem de Chris Pratt, fazer as piadinhas – já marca registrada do ator – do que trazer profundidade e dinamismo para o elenco.

Apesar do roteiro fraco, Sete Homens e um Destino impressiona pela cenografia e pelo uso comportado de computação gráfica, dando ao longa um charme que remete à era de ouro quando filmes de faroeste não eram morte garantida na bilheteria. Antoine Fuqua sempre foi um diretor mais eficiente do que marcante, e o longa se beneficiaria de um diretor com um olhar mais artístico e criativo.

Vale a pena? Fãs do original provavelmente não vão entender o por que deste remake, mas vale como um divertimento rápido e esquecível.

Estreia dia 22 de setembro no Brasil.

Até a próxima!

Comente via Facebook!

Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Categorias
Criticas

Ver também