Sex Education netflix primeira temporada

CRÍTICA | Sex Education (NETFLIX) - 1ª temporada

A temida masturbação é tema em Sex Education!

Sex Education chegou na Netflix para conquistar os adolescentes sexualmente confusos. Ou seja: todos! 

Otis (Asa Butterfield) é um jovem de 16 anos, filho de uma famosa sexóloga e um garoto totalmente retraído sexualmente falando. Quando criança, passou por uma situação traumática que o impede de se tocar. A masturbação para Otis é algo impossível. Enquanto isso, todos os seus amigos de colégio estão “dando mais que chuchu na cerca”.

Resumão dos personagens

Otis tem um melhor amigo, Eric (Ncuti Gatwa), um filho de imigrantes africanos, gay e que gosta de “se montar”. Com sua orientação sexual definida, ele está na fase de conseguir ser respeitado usando suas roupas coloridas, acessórios e makes descoladas. Mas, Eric é perseguido por Adam (Connor Swindells), o filho do diretor sargentão do colégio, que tem um pau enorme e não consegue o manter duro durante as relações sexuais com sua namorada. O tipão machão e garanhão adora perseguir Eric e praticar o bullying.

Falando em bullying, conhecemos Maeve (Emma Mackey), uma jovem tipo rockeirinha/punk rebelde, que fuma pela escola e tem fama de piranha. Dizem que ela mordeu o pênis de um cara durante um boquete e, por isso, sua fama não é nada boa. Às escondidas, Maeve tem relações com o líder estudantil, o cara mais gato e principal atleta de lá. Jackson (Kedar Williams-Stirling) é afro-descente e filho de um casal lésbico. Altamente pressionado por suas mães, ele tem que manter as aparências e ser o mais certinho, esforçado e melhor aluno da escola. Não é um perfil que combine com a Maeve né?

Enquanto entendemos como Maeve e Otis ficam melhores amigos, muitas questões sobre a sexualidade na juventude ganham a tela. Mas antes disso, vamos falar da clínica.

A clínica

Bem, já perceberam que os personagens principais têm características bem peculiares e reais, certo? Com base nisso, um belo dia, Otis se destaca para Maeve ao dar um conselhos sexuais. Sim, o cara que não consegue “bater uma”, mas entende tudo de sexo. Com isso em mãos, os dois criam uma “clínica” de educação/orientação sexual e Otis usa dos conhecimentos de sua mãe para ajudar os jovens da escola. Ele cobra por isso, divide a grana com Maeve e vida que segue. Mas, a clínica aproxima demais os dois e a pressão de ser “normal” sexualmente deixa Otis amalucado.

Ao longo da história, ele se apaixona por Maeve, mas vive uma paixão por outra garota; Eric enfrenta seu conservador pai para ser respeitado com seu estilo; Adam piora sua relação com seu pai tirânico; Jackson precisa por limites nas suas mães e Otis precisa – urgente, brincar de “5 contra 1”.

Enquanto isso, a mãe de Otis, Jean (Gillian Anderson), é uma quarentona ativa demais. Otis lida com o entra e sai de suas companhias noturnas, tem seu quarto constantemente confundido com o banheiro (pelos caras que desfilam de roupão na casa), não consegue mais conversar com a mãe sem ser analisado e, para piorar, ela tem um caso com um cara que envolve uma das paixões de Otis. E, mais uma coisa, ela é uma sexóloga, daquelas desbocadas, que falam sobre o tema de forma “natural” demais e usa o seu filho para algo no trabalho que não, não é legal. Assistam para entender.

Tá, mas e aí? 

Em Sex Education, tudo é transparente, os diálogos e situações são reais e, com o tom certo, explora essa fase confusa da sexualidade na adolescência com maestria. As clientes de Otis levam para trama discussões divertidas como a descoberta do sexo lésbico, a vontade de transar, mas de não conseguir na hora “H”, garotos brochas, nudes viralizados, traições e a falta de libido. Tudo isso com personagens carismáticos e um desenrolar que coloca Otis frente à frente com livros de sexo, fetiches, biologia e, o pior de todos: sua mãe sexóloga.

Vale a pena?

Prepare-se para voltar à juventude, se colocar no lugar dos personagens e se divertir com um roteiro que desmistifica a “vergonhosa” masturbação. Recomendamos para todos os jovens e pais e mães, afinal, pressão nos filhos nessa época pode ser BEM prejudicial e, de forma leve, a série consegue cutucar os pais também.

Para quem assistiu a animação Big Mouth, com duas temporadas disponíveis na plataforma, talvez se acostume com o tema mais rápido. Mas uma coisa é animação, né? Outra coisa é o live action. Chega a ser embaraçoso, mas é divertido demais.

A primeira temporada já está disponível na Netflix e o último capítulo é revoltante. As pontas soltas para a segunda temporada são FANTÁSTICAS. Ai que raiva, viu Netflix?

Küsses,

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Nota:
10
Nota:
O bom
  • A personagem Aimee Gibbs é irritante e ao mesmo tempo MUITO real. Prestem atenção nela!
  • A escola tem suas gangues, que nem qualquer produção de colegial.
  • A banda da escola tem um professor com características peculiares rs
  • Você vai querer ser melhor amiga de Lily!
O ruim
  • Não há. A série consegue ser dramática no ponto certo, aborda os temas com leveza e realmente entrega uma ótima primeira temporada!
  • Direção
    10
  • Roteiro
    10
  • Elenco
    10
  • Produção/Fotografia
    10
Categorias
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