CRÍTICA | Em Sharp Objects conhecemos mais do passado de Camille

Camille precisa confrontar os seus demônios antes de solucionar os assassinatos em Wind Gap A realidade se afasta cada vez mais em Sharp Objects. O controle de Adora toma...

Camille precisa confrontar os seus demônios antes de solucionar os assassinatos em Wind Gap

A realidade se afasta cada vez mais em Sharp Objects. O controle de Adora toma outro rumo, Camille se perde e Amma é aquela menina mimada que você tem vontade de matar. No terceiro episódio de Sharp Objects (Objetos Cortantes), o estômago da audiência embrulha a cada nova revelação do passado de Camille.

Camille já se internou por conta própria

Já adulta, Camille ainda precisa enfrentar seus problemas. Viciada em se cortar, ela se interna em uma clínica e conhece  uma jovem conturbada. Aos poucos, as duas se afeiçoam e Camille consegue ajudar a moça. Ao menos conversando… No dia da visita, nossa protagonista é impactada pelo descontrole de sua companheira de quarto logo após receber sua mãe. E Adora, munida de um buquê de rosas vermelhas, não visita Camille.

A cena é mostrada em flashbacks ao longo do episódio. Aqui, o abandono de Adora ou a sua zero vontade de ajudar a filha mais velha toma uma outra cara, e é nítido que a matriarca culpa Camille pela morte da filha mais nova.

As investigações

Nada ainda do paradeiro desse serial killer. Todos na cidade são suspeitos e Camille consegue chegar no irmão de uma das vítimas. Mais um clima de manipulação toma conta do enredo, já que a namorada de John Keene é uma versão jovem de Adora, e que ainda usa roupa de colegial.

Aliás, surge um inquietante padrão nas jovens da cidade: todas se comportam de forma imatura, vulgar e basicamente estão pedindo pra serem assassinadas.

Camille perde o controle

Ao lembrar dessa fase de sua vida, Camille retoma os vícios e sai por aí dirigindo. O episódio termina com alucinações, ação e um sentimento de culpa e impotência tomando os sentimentos da jornalista. A realidade se afasta da nossa protagonista, nos levando a uma imersão em seus demônios internos não controlados e nos fazendo entender, um pouco mais, de seu comportamento arredio e seco.

Em um momento de vulnerabilidade, vemos que Camille é assombrada pelo politicamente correto exigido por sua mãe e que, cada vez menos, se encaixa naquela cidade pequena e antro de pessoas obcecadas pela aparência. Algo que por ela ser cutter, jamais poderia almejar ter.

Teorias

Cada vez mais pouco importa quem é o assassino. Sharp Objects é sobre manipulação psicológica e uma busca constante de viver num padrão social antiquado. Adora não quer deixar Camille investigar as pessoas e ela julga a filha o tempo todo. Desde a forma como se veste – reflexo de uma juventude complicada – até pela forma como se comporta.

Existe todo um cenário de controle que culmina em reações extremas e pessoas se comportando de forma errática para suprir a frustração que é morar em Wind Gap. E isso, caro leitor, parece ser o catalizador desse serial killer. Ele mata de forma chocante para ver se a cidade se mexe enquanto comunidade. Ou seja, tudo aparenta ser motivado pela constante busca de ver essas pessoas viverem a realidade fora do ego delas.

A trama é complexa e assustadoramente atraente. Até o próximo episódio!

Küsses,

Comente via Facebook!

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

8.9
O bom
  • Que horas a gente pode matar a Amma?
  • Cadê o pai dessas meninas?
  • Por que caramba o marido da Adora é tão passivo?
O ruim
  • O policial tá merecendo mais espaço...ainda não sabemos lidar com o fato dele ser "de fora" e ter um comportamento ambíguo sobre a investigação.
  • Direção
    10
  • Roteiro
    8
  • Elenco
    9
  • Produção/ Fotografia
    8.5
Categorias
CríticasSéries

Ver também