crítica de Spider-Man para Playstation 4. Spider-Man para PS4.

CRÍTICA | Spider-Man no Playstation 4

Spider-Man para o PS4 te coloca no papel do Amigão da Vizinhança Exclusivo para o PS4, Spider-Man é um dos jogos mais aguardados dos últimos tempos. Com gráficos impressionantes...

Spider-Man para o PS4 te coloca no papel do Amigão da Vizinhança

Exclusivo para o PS4, Spider-Man é um dos jogos mais aguardados dos últimos tempos. Com gráficos impressionantes e uma Nova York meticulosamente recriada, o jogo oferece uma das melhores experiências com o aracnídeo nos video games.

Spider-Man

O jogo começa com a prisão de Wilson Fisk, o Rei do Crime. Com o chefão por trás das grades, o delicado sistema criminal de Nova York começa a desestabilizar. Aos poucos, figuras misteriosas começam a tentar abocanhar pedaços do território de Fisk e uma guerra entre o submundo e as forças públicas começa a ferver. No meio disto tudo, temos o Homem-Aranha que precisa manter tudo sob controle, desvendar quem está por trás de diversos ataques e ainda tentar colocar em ordem sua atordoada vida pessoal.

O gameplay se passa na ilha de Manhattan em Nova York e, além das missões principais, existem diversos colecionáveis, side missions e atividades criminosas que surgem de forma espontânea para o herói impedir. Estas são as mais divertidas de todas as opções de interação e oferecem bastante variedade, de capturar carros sendo perseguidos pela polícia a impedir situações de reféns.

Cada tipo de atividade oferece tokens que podem ser trocados por novos uniformes, cada um liberando uma habilidade especial, ou a compra de novos apetrechos para o lançador de teias.

Gameplay

A navegação pela cidade é semelhante aos games do Homem-Aranha desde o Spider-Man para PS1. O disparo de teias funciona tanto para ganhar velocidade quanto altitude dependendo do momento que uma nova teia é disparada. Uma função parkour permite que o herói corra pelas paredes ou por cima de obstáculos sem ficar impedido.

Na hora de escalar as paredes o game oferece alguns bugs e dependendo da textura do prédio, o personagem fica preso. O disparo de teias funciona bem, mas vale lembrar que o jogo regula a altura conforme os prédios ao redor.

O sistema de combate é bastante semelhante ao que vemos na série Arkham e Shadow of Mordor. Um botão para ataque, um de esquiva, um para uso de gadgets e um para salto. Conforme combos se acumulam, é permitido usar ataques especiais e finishers para derrotar inimigos com um único golpe. Tipos diferentes de combatentes exigem combinações específicas para causar dano.

Para esquiva, Spider-Man conta com seu sentido aranha que oferece uma breve reduzida na velocidade, existem momentos diferentes para desviar do golpe, sendo que uma esquiva perfeita, além de evitar danos, temporariamente deixa o inimigo incapacitado.

Bom, mas falta algo

Apesar de divertido e com gráficos belíssimos, Spider-Man sofre pela familiaridade. O jogo não traz grandes novidades e sua proposta de sandbox é simplesmente muito idêntica à série Arkham. Ainda é uma experiência excelente, mas falta voz própria. Todas as atividades e sidequests parecem extraídas de outros jogos, até as missões de combate alternam entre combate aberto e missões de stealth.

Mesmo assim, existe algo genuinamente divertido em viajar por Manhattan em alta velocidade via teias e ocasionalmente impedir crimes. A cidade, além de belamente reconstruída, é bastante viva com diferentes NPCs na rua tirando fotos suas, alguns fazendo comentários desagradáveis e outros te elogiando. Um outro toque especial são os anúncios de rádio de J. Jonah Jameson falando mal do herói após uma missão ser concluída, dando aquele gostinho de como é viver a vida do eternamente azarado Homem-Aranha.

Vale a pena?

É divertido e variado o suficiente nas atividades para gastar umas boas 20 horas, mas não espere nada de inovador, ainda é um sandbox que prefere fazer um arroz com feijão bem feito do que tentar ser inventivo.

Spider-Man já está disponível para PS4 e PS4 Pro.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Nota
8.5
Nota
O bom
  • Pela primeira vez, você joga como a Mary Jane em um jogo do Homem-Aranha
O ruim
  • Poucas batalhas de chefão espalhadas pelo jogo.
  • A distribuição dos diferentes tipos de token é um pouco desproporcional.
  • Gráficos
    10
  • Gameplay
    8
  • Som e Trilha
    8
  • Enredo
    8
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