[CRÍTICA] Spotlight: Segredos Revelados – A pedofilia na Igreja Católica exposta ao mundo

Spotlight: Segredos Revelados é um daqueles filmes polêmicos que muitos criticarão sem assistir Spotlight: Segredos Revelados acaba de ser o grande vencedor do #Oscar levando as estatuetas de Melhor...

Spotlight: Segredos Revelados é um daqueles filmes
polêmicos que muitos criticarão sem assistir

Spotlight: Segredos Revelados acaba de ser o grande vencedor do #Oscar levando as estatuetas de Melhor Roteiro Original e Melhor Filme.

(Publicado em 02/01/2016)

spotlight-segredos-revelados-critica-freakpop-04De volta ao início dos anos 2000. Baseado em fatos reais, conhecemos uma equipe de jornalistas investigativos do jornal The Boston Globe, chamada Spotlight. Esse departamento é responsável por matérias que só podem ser publicadas após um ano de pesquisa, levantamento de provas e muita, mas muita cautela. 

Um novo editor chefe acaba de ser contratado. Marty Baron (Liev Schreiber) fica intrigado com uma coluna recém-publicada sobre o abuso de crianças por padres e pede à equipe Spotlight que amplie a investigação já, que tudo indica, que o Cardeal Law, o arcebispo de Boston, está ciente de tais atos e que nada foi feito. Walter “Robby” Robinson (Michael Keaton) é o líder desta equipe e organiza seus jornalistas para iniciar a inquirição. Já informados de que um padre foi transferido mais uma vez e tendo isso como um primeiro indício sobre a igreja estar ciente dos crimes, Michael Rezendes (Mark Ruffalo), Sacha Pfeiffer (Rachel McAdams), Ben Bradlee Jr. (John Slattery) e Matt Carroll (Brian d’Arcy James) chegam em um homem que é o organizador de um grupo de atendimento à vitimas de abuso por padres. As investigações avançam, 13 padres entram para a pesquisa da equipe e o caso toma um rumo judicial. 

De forma espantosa, a lista de padres aumenta para 87 nomes. Um ex-sacerdote é uma peça-chave da investigação, o atordoado advogado Mitchell Garabedian (Stanley Tucci) detém informações, mas tem receio de fomentar o caso e o ardiloso Eric MacLeish (Billy Crudup), também advogado, pode ter ajudado a igreja a esconder os casos. Com uma reviravolta surpreendente – mesmo sendo baseado em fatos reais – , Spotlight: Segredos Revelados é um dos melhores filmes de investigação jornalística já feito no cinema. E por que? Porque o filme te prende em diálogos bem elaborados, editados e jogadas de câmeras que captam a essência do envolvimento de cada um da equipe Spotlight ao longo da árdua jornada de descobrir a verdade. Quase como um longa-documentário. 

A premissa, um tanto quanto polêmica e, infelizmente, real, contribui com o tenso tom da trama. Somado ao elenco meticulosamente bem dirigido, Keaton, Ruffalo e McAdams oferecem atuações impecáveis, mas o destaque fica por conta de Liev Schreiber que – uau – arrebenta! Spotlight não só tem um roteiro sólido, bem estruturado e uma narrativa clara, mas também é uma aula de jornalismo sobre como evitar sensacionalismo, especulações e o viés emocional, esperado de qualquer humano quando o estupro de crianças é o assunto. 

Um longa denso, explícito e agonizante. Spotlight: Segredos Revelados já entra para a lista de um dos melhores lançamentos de 2016, e é destaque de indicações nas premiações de ano como o Globo de Ouro e SAG Awards, e com certeza, terá seu espaço no Oscar. O filme estreia dia 7 de janeiro, é dirigido por Tom McCarthy (Trocando os Pés) e merece toda a sua atenção. 

Küsses, 

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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