[CRÍTICA] Star Trek: Sem Fronteiras – Feliz aniversário, Capitão Kirk

Star Trek: Sem Fronteiras é uma belíssima homenagem aos 50 anos da série original Este ano, Star Trek – ou Jornada nas Estrelas – faz 50 anos de existência....

Star Trek: Sem Fronteiras é uma belíssima homenagem aos
50 anos da série original

star-trek-sem-fronteiras-03Este ano, Star Trek – ou Jornada nas Estrelas – faz 50 anos de existência. Star Trek: Sem Fronteiras oferece uma festa de aniversário digna para uma das séries de ficção científica mais marcantes e influentes de todos os tempos. Após o primeiro filme de JJ Abrams, que funcionou como um bom Star Wars, e um segundo, que ajudou Roberto Orci a desabafar sobre o que ele acha que realmente aconteceu durante o atentado terrorista de 11 de Setembro, chega Justin Lin para apresentar um excelente filme inspirado nos melhores episódios da série clássica.

A trama começa no terceiro ano da missão de cinco anos da Enterprise explorando os confins do universo. James T. Kirk (Chris Pine) questiona se deve continuar como capitão nesta expedição. Às vésperas de seu aniversário – o primeiro que o deixará mais velho que seu pai falecido – acompanhamos um Kirk melancólico e duvidoso sobre seu futuro. Durante uma licença de costa (quando uma embarcação para em um porto para descansar) na super estação espacial Yorktown, a tripulação recebe um chamado de resgate oriundo de uma nébula gigantesca impossível de navegar. A missão é desastrosa e a Enterprise é destruída. Abandonados em um desolado planeta, eles precisarão sobreviver a um implacável vilão e escapar.

Trekkers mais conservadores estavam em polvorosa com a escolha de diretor (e a montagem questionável dos primeiros trailers). Não se preocupem: Justin Lin, apesar de ter feito sua fama com uma franquia consideravelmente mais veloz e furiosa que esta, respeita a identidade de Star Trek e cria um ritmo ponderado para contar a história. É claro que, Sem Fronteiras tira bom proveito para o olhar único para ação do diretor que usa muito bem o ambiente tridimensional do espaço sideral para brincar com a perspectiva da audiência.

A alma, coração e cérebro de Star Trek sempre residiu em seus três protagonistas: Kirk, McCoy e Spock. Os três têm diversas oportunidades para interagir entre si. Zachary Quinto e Karl Urban respeitam as versões originais de seus personagens, mas conseguem trazer suas próprias características para as interpretações.

O vilão da vez é Krall (Idris Elba), e a caracterização do personagem é uma mistura de Nero, personagem interpretado por Eric Bana no primeiro Star Trek de Abrams, e Kahn – com alguns elementos de outros antagonistas que já apareceram para importunar a tripulação da Enterprise. É complicado, misturando a falta de presença em tela com uma motivação que demora a se revelar, o malvadão perde fôlego muito rápido.

Vale a pena? Como dito anteriormente, Star Trek: Sem Fronteiras é uma belíssima homenagem à visão de Gene Roddenberry – mostrando uma humanidade que evoluiu além das pífias diferenças que levamos tão a sério. Um futuro onde o mundo se uniu com um propósito único e o poder da mente impera sobre a violência das armas. Tudo isso, é claro, sem abrir mão de uma boa dose de ação e aventura.

O filme estreia dia 1º de setembro nos cinemas nacionais.

Até a próxima!

Comente via Facebook!

Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

Categorias
Criticas

Ver também