Confira nossa crítica da terceira temporada de Stranger Things sem spoilers! A Netflix entrega a melhor temporada da série até agora. Stranger Things 3 na Freakpop!

CRÍTICA | Stranger Things - 3a Temporada

Confira nossa crítica da terceira temporada de Stranger Things sem spoilers! A Netflix entrega a melhor temporada da série até agora. Stranger Things 3 na Freakpop!...

Com uma boa mistura de nostalgia e roteiro afiado, a terceira temporada de Stranger Things acerta em cheio

A receita de Stranger Things, olhando friamente, chega a ser um insulto ao intelecto de seu respectivo público. Coloque uma boa dose de nostalgia anos 80, misture com uma premissa de fantasia que parece ser complexa, mas na verdade é bem simples e popule este universo com versões familiares, mas carismáticas de personagens vistas em outras propriedades. Some tudo isso e você teria uma receita assustadoramente péssima. Algo como How I Met Your Mother, que é essencialmente um sitcom anos 90 banal, mas com momentos de falsa profundidade emocional. Bizarramente, a série dos irmãos Duffer, ao celebrar uma era passada da cultura pop, traz algo genuinamente sincero e marcante.

Stranger Things 3

É o verão de 1985. A cidade de Hawkins recebe um gigantesco shopping chamado Starcourt Mall. Steve (Joe Keery) arrumou um emprego na sorveteria do local junto com Robin (Maya Hawke). Eleven (Millie Bobby Brown) está namorando Mike (Finn Wolfhard) para o desgosto de Hopper (David Harbour). Nancy (Natalia Dyer) e Jonathan (Charlie Heaton) arrumam empregos no jornal local.

O Devorador de Mentes está de volta e infecta Billy (Dacre Montgomery), o garoto possuído começa a contaminar outras pessoas para trazer o monstro para a dimensão dos vivos. A garotada começa a investigar e descobrir uma conspiração sinistra envolvendo agentes soviéticos e a construção do shopping na cidade.

Mesma aventura, novos desafios

Para fugir da mesmice, a terceira temporada de Stranger Things explora o crescimento de seus protagonistas. Os garotos não são tão mais jovens e estão virando adolescentes. O interesse por garotas está substituindo o fascínio por cultura pop e Dungeons & Dragons. Quem mais sofre com isso é Will (Noah Schnapp) que parece estar ficando para trás em termos de maturidade em relação aos amigos.

Steve também lida com um mundo pós-colegial. Enquanto na escola ele era o garoto popular, ele vê que tudo que ele conquistou em termos de status serve para absolutamente nada depois de se formar e sofre ao ter que aceitar que agora é só mais um.

Estas mudanças de personagem deixam a premissa, essencialmente uma homenagem a Os Invasores de Corpos e O Candidato Manchuriano, mais interessante. Se não, a série seria apenas uma longa coletânea de referências de filmes e séries.

Nem tudo funciona, a estrutura narrativa é essencialmente a mesma. Cada núcleo investiga um pedacinho da trama geral e de forma quase inorgânica juntam forças para o confronto final. Desta vez, pelo menos, tomaram cuidado para cada núcleo ter coisas suficientes para explorar sem criar aqueles vácuos de trama que atrapalham o ritmo de muitas séries da Netflix.

Apesar de obviamente basear muito do apelo sentimental na nostalgia, a terceira temporada de Stranger Things finalmente consolida seu elenco, não só pelo carisma e referências, mas com verdadeira substância e profundidade, criando assim a melhor temporada até agora.

Vale a pena? Levou três temporadas, mas o universo de Hawkins finalmente criou algo que caminha com as próprias pernas e não só no conforto de criar um mundo vagamente familiar para o conforto da audiência. Assista sem dó e divirta-se.

Até a próxima!

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Nota
8.4
Nota
O bom
  • Alguns personagens já chegaram com uma profundidade surpreendente.
O ruim
  • A quarta temporada precisará mudar radicalmente a estrutura do roteiro para não ficar repetitivo.
  • Roteiro
    8
  • Elenco
    9
  • Enredo
    7.5
  • Direção
    9
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