Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal traz Zac Efron no papel de um dos mais famosos serial killers dos EUA. Confira nossa crítica 100% sem spoilers.

CRÍTICA | Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal

Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal traz Zac Efron no papel de um dos mais famosos serial killers dos EUA. Confira nossa crítica 100% sem spoilers....

Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal explora o carisma por trás de um dos mais famosos serial killers dos EUA

Os vilões sempre tiveram seu charme no cinema. O olhar sedutor de Hannibal Lecter em O Silêncio dos Inocentes ao desejar suas vitimas para o jantar. O as decisões calculadas de Hans Gruber (Duro de Matar) de eliminar obstáculos à bala. Com raras exceções, as pessoas sabem que esse charme é construído para que o personagem se destaque dentro da trama. Mas quando isso deixa a fantasia e se torna algo real?

Quem tentou responder essa pergunta foi o cineasta Joe Berlinger e de duas maneiras bem diferentes. Ele é o responsável por Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy, uma série documental em 4 partes, usando várias entrevistas feitas com esse famoso psicopata enquanto  aguardava seus últimos passos rumo à sua sentença de morte em 1986. Bundy foi o assassino em série responsável durante os anos 70, pela morte confirmada de mais 30 mulheres e outras 100 não confirmadas. 

Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal

Mas o documentário, mesmo apresentando o real perfil de um assassino em série, deixava de lado particularidades da vida pessoal de Ted Bundy (Zac Efron) que, por incrível que pareça, manteve um relacionamento paralelo com Liz Kendal (Lily Collins), a mãe solteira que se apaixonou por ele, e também a responsável por denunciá-lo a primeira vez à polícia quando o retrato falado do assassino desconhecido começou a ser divulgado.

Foi essa relação que Berlinger resolveu contar em Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal, que chega aos cinemas brasileiros pela Paris Filmes. O título original (Extremely  Wicked, Shockingly Evil and Vile) foi tirado de um dos julgamentos de Bundy: “The crimes were extremely wicked, shockingly evil, vile, and the product of design to inflict a high degree of pain.” (Numa tradução livre: os crimes foram extremamente horríveis, chocantemente malignos, torturantes, e construídos para infligir um elevado grau de dor).

O filme apresenta como Ted e Liz se conheceram e construíram uma relação comum aos casais de subúrbio americano. Mãe solteira, Liz tinha sonhos de envelhecer ao lado de Ted numa casinha no campo. Carinhoso não só com Liz mas com sua pequena filha, Ted também vivia um sonho nefasto de continuar seus assassinatos para sempre voltar para sua vida secreta com Liz.

O sonho, é claro, se transforma em pesadelo quando as primeiras imagens do suspeito começaram a circular nos jornais e emissoras de TV, e Liz, deixa de lado sua ingenuidade e passa a questionar Ted. Quando ele é preso pela primeira vez, ela ainda resiste à intensa paixão, mas o tempo é muito revelador para tudo o que acontecia à sua volta.

Num primeiro momento, a uma necessidade de engajar o público, colocando uma imagem simpática de Bundy, a ponto de em determinado momento do filme, o público começa a sentir dúvidas se ele é mesmo tudo aquilo que dizem. Como uma pessoa tão sensível e amável, tanto com Liz como para a filha da amante, ser na escuridão algo impensável, um frio e calculista assassino? 

Essa é a grande sacada do filme, aproveitar o rostinho juvenil de Zac Efron, e até mesmo as referências de seus filmes com a Disney, para esconder a verdadeira face do terror, aquela que sem nenhum remorso, assassinou dezenas de pessoas e depois vou pra casa jantar.

Joe Berlinger, que ao longo de sua carreira fez diversos documentários sobre psicopatas e massacres dentro da sociedade americana, tirou qualquer vestígio do cinema documental para levar para o público uma versão diferente e talvez a mais “humana” de Ted Bundy do que em outras produções feitas para o cinema e televisão. Humana como no ditado “o que os olhos não veem o coração não sente”. 

O resultado final entrega um drama familiar sinistro, cheio de pontos obscuros que alguns personagens não querem ir para a luz. Afinal de contas a aproximação que Ted Bundy fez no bar quando conheceu Liz, foi um sentimento puro, ou ele mudou de ideia de transformá-la na próxima vítima? 

Destaque no elenco, além do próprio Efron que supera suas comédias românticas e os musicais juvenis da Disney, para Lily Collins, a atriz britânica recentemente vista na minissérie da Amazon Prime, O Ultimo Magnata.

Se você não viu como um assassino psicopata pode se disfarçar na comunidade para melhor atingir seus objetivos, como o eficiente Dexter Morgan na série Dexter, vá assistir Ted Bundy, para descobrir a outra face do Mal!!

Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal estreia dia 25 de julho nos cinemas brasileiros.

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Nota
9.3
Nota
O bom
  • Uma trama bem didática que mostra o profundo conhecimento da história por parte dos realizadores.
  • Participações especiais de John Malkovich, Jim Parsons e James Hetfield do Metallica
O ruim
  • Faltou explicar melhor a origem de Ted Bundy.
  • Roteiro
    9
  • Elenco
    10
  • Direção
    9
  • Enredo
    9
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