[CRÍTICA] Terremoto: A Falha de San Andreas

The Rock salva sua família em Terremoto: A Falha de San Andreas… e dane-se a população da Califórnia! Pois é minha gente, vem aí mais um longa daqueles de...

The Rock salva sua família em Terremoto: A Falha de San Andreas…
e dane-se a população da Califórnia!

Pois é minha gente, vem aí mais um longa daqueles de desastres naturais onde tudo acontece em duas horas de filme: reconciliação, redenção, paixão, amizade e muita, mas MUITA coragem! É impressionante como durante um desastre natural as pessoas automaticamente viram super heróis e conseguem lembrar-se de dados enciclopédicos – ou wikipidianos – quando a água bate na bunda ou, nesse caso, o terremoto chacoalha o esqueleto. Enfim, sejam bem vindos a mais um filme onde UM humano não vai salvar a terra para salvar a vida de sua família. Com vocês, senhoras e senhores, a crítica de Terremoto: A Falha de San Andreas!

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Dwayne Johnson (The Rock)
 é Ray, um bombeiro de Los Angeles especialista em resgates – não, ele não salva gatos de árvores. Ray é um pai de família dedicado que passa por um divórcio, mas mantém uma boa relação com sua ex-esposa e filha adolescente. Além disso, ele ainda tenta superar a perda de sua filha mais nova, ponto este que abalou a relação do casal e fez com que Emma (Carla Gugino) pedisse o divórcio para se casar com a versão bilionária do Senhor Fantástico, Daniel Riddick (Ioan Gruffudd).

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A vida desta família segue com os clichês mais sem graças de todos os tempos, como quando o Professor Lawrence (Paul Giamatti) e seu parceiro de trabalho, Dr. Kim Park (Will Yun Lee), conseguem comprovar que é possível prever terremotos na costa leste dos Estados Unidos… Mas um pouco tarde demais. Com a ajuda de uma jornalista, Lawrence consegue entrar ao vivo em todas as redes de TV para comunicar que a Falha de San Andreas vai abalar quarteirões e acertar São Francisco. É DADA A LARGADA: Corram para o ponto mais alto, procurem os bombeiros e a polícia porque a terra vai tremer! Pera…. Cadê o bombeiro especializado em resgates?

Em segundos, Ray simplesmente tem todo o seu perfil importante de bombeiro transformado em um pai que terá as melhores coincidências nas mãos em uma árdua jornada para resgatar sua filha. O filme deixa de tratar sobre o desastre para focar em cinco pessoas: Ray, Emma, Blake – a filha do casal – e dois irmãos ingleses – porque sim, não pergunte! – sendo que o britânico mais velho se apaixonou por Blake antes do terremoto, salvou sua vida de um desabamento e resolveu ficar com ela para conseguir se salvar. WHAT? É isso mesmo! Com vocês, senhoras e senhores, a crítica de Terremoto: A Falha do The Rock! 

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Calma, não que o filme tivesse potencial para ser um puta longa de ação! Mas o declínio do longa de ‘filme de desastre’ para ‘drama familiar’ bateu a escala Ritcher que atingiu a Califórnia!  O roteiro é tão inconsistente que o telespectador é forçado a torcer pela vida de três personagens inúteis enquanto uma cidade inteira está sendo devastada! Gente, isso é não Vingadores! VAMOS parar com tanta pretensão. Nova Iorque foi atacada pelo exército Chitauri e só os Vingadores poderiam salvar as pessoas, e vocês realmente acham que no meio de um terremoto alguém se importaria com a Blake?

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Terremoto: A Falha de San Andreas
 não peca visualmente, o filme é bem dirigido – forma elegante de parabenizar o excesso de CGI -, tem cenas agoniantes, mas PELO AMOR DE DEUS, a moda “Vulcano (1997)”, “Inferno de Dante (1997)”, “Twister (1996)” e “Impacto Profundo (1998)” morreu na década de 90! E The Rock, ah The Rock, sou sua fã meu caro, mas tá na hora de você largar os roteiros de frases de efeito e tentar fazer algo a mais pelo mercado cinematográfico. Volta pra Velozes e Furiosos, combinado?

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Dirigido por Brad Peyton (Viagem 2: A Ilha Misteriosa), Terremoto:  A Falha de San Andreas estreia dia 28 de Maio no Brasil. Vale a pena assistir? Olha, se você quiser ver os peitos da Alexandra Daddario chacoalhar enquanto corre para o prédio mais alto da cidade para seu pai salvar ela (porque correr para o prédio mais alto no meio de um terremoto é a ideia mais inteligente que qualquer um teria), e ver que no meio de um tsunami a camisa do The Rock NÃO molha, sim… Vale a pena! Mas não espere nada além de um puta visual com um roteiro fraco e desconexo.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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