[CRÍTICA] The Flash – T02E10 – “Potential Energy”

Em The Flash, entra… o Tartaruga Já é praticamente uma tradição em séries e filmes de super herói o grande momento onde o relacionamento amoroso do personagem entra em...

Em The Flash, entra… o Tartaruga

Já é praticamente uma tradição em séries e filmes de super herói o grande momento onde o relacionamento amoroso do personagem entra em conflito com suas atividades justiceiras. Em The Flash eventualmente isso ia acontecer. É uma pena que a trama tenha acontecido em um dos episódios mais fracos da temporada.

Assombrado por Zoom em seus pesadelos, as ansiedades de Barry pioram quando ele entra em conflito sobre revelar sua identidade secreta à Patty Spivot. Ao contrário de sua revelação rápida para Iris West, Linda Park, o time Arrow inteiro em variadas configurações, Jay Garrick, Joe West e a Mulher Gavião, aqui ele decide ser mais cuidadoso por… motivos. Decidido em se revelar, desta vez ele é impedido por Wells, que acredita que declarar sua verdadeira identidade poderá colocar Patty em risco. Um pouco forçado ao considerar que todos os personagens do Arrowverso, incluindo alguns vilões, sabem a verdadeira identidade do Flash.

O vilão da vez é o Tartaruga, um antigo inimigo nos quadrinhos que tem o poder de drenar a velocidade do ambiente ao seu redor. Seu primeiro confronto direto com Barry é em um baile de gala. O “vilão invade baile de ricos” é um dos clichês mais cansativos dos quadrinhos e algo que aparenta acontecer quinzenalmente em Gotham City e teve algum tipo de variação em literalmente todos os filmes do Batman. Não é um bom sinal. As motivações do personagem também são vagas e não chamam muita atenção, sua verdadeira contribuição para o enredo é a aplicação de seus poderes para os diferentes objetivos do Time Flash. Wells deseja aprender com suas habilidades para roubar as habilidades de Barry e passa-las a Zoom, Cisco acredita que as mesmas habilidades podem reduzir a velocidade do vilão.

Infelizmente, o que seria mais um elemento interessante para avançar a saga do conflito com os vilões da Terra-2 perde um pouco o apelo com a conclusão forçada e sem muito nexo do relacionamento entre Barry e Patty. Entendemos que o término trágico de um romance é sempre um ponto dramático válido para a mitologia de um super herói, mas este episódio pareceu preocupado demais em seguir a receita do bolo ao invés de trazer algo que agregue para a série.

Em paralelo, Joe e Wally dão seus primeiros passos para forjar uma relação mais afetiva de pai e filho, e esta, não parece forçada e flui de forma orgânica. Existe um ângulo interessante em Wally acusar seu pai afastado de nunca ter descoberto a existência do próprio filho, mesmo ele sendo um detetive. Jay Garrick aparentemente está morrendo e a única forma de salva-lo é recuperar a Força da Velocidade, muito provavelmente neste momento no futuro, de alguma forma, será o mesmo evento que dará a supervelocidade a Wally.

Só vamos esperar que não haja uma Crise das Infinitas Terras para substituir Flashes tão rapidamente.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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