[CRÍTICA] The Flash – Temporada 01 – Ep. 23 – Fast Enough

A primeira temporada de The Flash se encerra com um episódio forte. Este episódio é um monumento à capacidade da série de incorporar elementos emocionais tão fortes, e marcantes,...

A primeira temporada de The Flash se encerra com um episódio forte.

Este episódio é um monumento à capacidade da série de incorporar elementos emocionais tão fortes, e marcantes, em uma premissa tão absurda quanto um universo de um super herói que corre mais rápido que a velocidade da luz. Apesar de alguns episódios de The Flash com qualidade baixa, eis aqui o maior exemplo de potencial, porque convenhamos, é praticamente impossível criar uma sensível análise da identidade do protagonista e entuchar “viagem no tempo” no mesmo roteiro.

Apesar de capturado, Wells ainda tem uma carta na manga. Ele oferece a chance de Barry voltar no tempo salvar a vida da sua mãe. Para isso, ele precisa abrir um buraco de minhoca que Wells poderá usar para voltar para o seu próprio tempo. De cara, parece uma proposta vinda do céu, Barry consegue salvar sua mãe e se livrar do Flash Reverso, é claro, se ele conseguir fazer tudo isso em dois minutos o tempo máximo que o buraco de minhoca ficará aberto antes de se tornar um buraco negro e destruir o mundo. Apesar da vitória certa, surge uma questão importante: como arcar com inúmeras mudanças que acontecerão caso The Flash altere o passado?

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© 2015 The CW

Naturalmente, ainda é um universo de histórias em quadrinhos, então tamanha premissa complexa serve de gancho para diferentes personagens explorarem seu tino emocional. Joe West, o eterno paizão, fala que Barry tem que pular nessa oportunidade e ser feliz, mesmo que visivelmente não consegue conter a tristeza de “perder o filho”. Jesse Martin sempre foi o centro emocional da série e aqui não deixa de entregar uma atuação sincera que traz um peso inesperado para a missão de Barry.

Convencido que este é o melhor caminho, Barry volta no tempo e se depara com… Barry. Sim, ele mesmo, ou pelo menos, uma versão mais velha dele impede que ele salve a vida de sua mãe e mude irreparavelmente o futuro. Aqui é a oportunidade de Grant Gustin (Barry) brilhar ao finalmente poder se despedir da sua mãe e afirmar que tudo fica bem. Tom Cavanagh (Dr. Harrison Wells) construiu um relacionamento complexo com Barry. Ele pode odiar The Flash do futuro, mas este jovem que ele se aliou para combater o crime de Central City, e criou um relacionamento que mistura ódio e amor, é fascinante de assistir. O confronto final dos dois, tão sobrecarregado de todo este tempo trabalhando juntos, é incrível e com um final chocante.

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Mas vamos ao que importa né? O episódio está completamente entupido de easter eggs:

– A esfera do tempo que Wells pretende usar para voltar ao seu tempo é idêntica ao que Rip Hunter usa para viajar no tempo.

– Pelo jeito, a habilidade de Cisco de ver realidades alternativas não é só preguiça dos roteiristas (ou envolvimento do Damon Lindelof), pelo jeito ele é um meta-humano também. Vale lembrar que nos quadrinhos, Cisco Ramon é a identidade secreta do Vibe.

– Cai do buraco negro o capacete de Jay Garrick, o Flash original da era de ouro, hoje conhecido como Joel Ciclone!

– No buraco negro, também vemos Caitlin Snow com poderes congelantes, pelo jeito ela vai virar a Nevasca!

– Ainda no buraco, primeiras cenas de um futuro grupo de super heróis que irão salvar o mundo.

– Todo mundo tem um momento de destaque, Caitlin e Ronnie se casam, e o juiz de paz é o próprio Dr. Stein!

“So long, and thanks for all the fish.” – Sim, teve até referência de Guia dos Mochileiros da Galáxias!

Até a próxima temporada!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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