The Last Tycoon - Amazon Prime Video

CRÍTICA | The Last Tycoon - Amazon adapta obra de F. Scott Fitzgerald

A produção original da Amazon Studios, The Last Tycoon, é uma sofisticada adaptação da obra escrita por F. Scott Fitzgerald mostrando uma Hollywood longe do glamour e próximo da...

A produção original da Amazon Studios, The Last Tycoon, é uma sofisticada adaptação da obra escrita por F. Scott Fitzgerald mostrando uma Hollywood longe do glamour e próximo da decadência.

A cena do confessionário é exemplar. Nela, vemos Monroe Stahr (Matt Bomer), o jovem e brilhante chefe de um pequeno, mas poderoso estúdio de Hollywood, conversando com o padre, seu amigo. Conversando e não confessando alguns de seus mais complicados pecados. A conversa mostra como o cinema é uma grande ilusão mas consegue prender a atenção até mesmo de um serviçal da Igreja.

The Last Tycoon

The Last Tycoon é uma brilhante e eficiente adaptação da obra homônima de F.Scott Fitzgerald, lançada em 1941, um ano após a morte do escritor. Autor dos clássicos Este Lado do Paraíso e Até o Céu tem Limites, também conhecido como O Grande Gatsby, ele voltou da França quando começou a Segunda Guerra indo trabalhar como roteirista em Hollywood. Foi lá que conheceu parte dos personagens que criou para O Último Magnata, título do livro no Brasil, e também usado no longa-metragem de 1976, dirigido por Elia Kazan (Sindicato de Ladrões) e estrelada por Robert De Niro. E para alegria de quem gosta de cinema, a produção da Amazon passa longe dessa adaptação.

Felizmente, os produtores dessa série da Amazon Studios decidiram mostrar que na Era de Ouro do Cinema, entre as décadas de 40 e 50, quando o sistema dos Estúdios regia a produção daquele lado do planeta, moral e moralidade eram consideradas obscenas pelo que se pode ver na série. Não só a luta pelo poder através das melhores bilheterias, mas mostrando que mesmo com poder, a vida pode ser muito cruel.

A Era de Ouro

A história vista pelo lado de Monroe Stahr, um dos mais brilhantes produtores de cinema e chefe do Brady-American Pictures. Fitzgerald se inspirou no verdadeiro produtor Irving Thalberg, o gênio que colocou a MGM no topo de Hollywood com suas ideias. Mas Thalberg morreu jovem aos 36 anos de idade de pneumonia, no auge da carreira. Monroe também é esse gênio e que também tem uma saúde debilidade por uma doença cardíaca.

Outra brilhante contribuição à história original foi colocar personagens reais como o poderoso dono da MGM, Louis B. Meyer, para dar um peso na história, que não tem no original. Um dos episódios mais interessante é o encontro de Monroe com o próprio Irving Thalberg, onde os dois falam sobre seus problemas de saúde.

Monroe sofreu muito com a morte da esposa, uma das grandes atrizes do estúdio e de Hollywood. A tragédia o deixou abalado a ponto de se consolar com a pessoa mais improvável de suas relações. E não dá para falar sobre isso, por que é um momento importante da trama. Assim como sua nova paixão, uma garçonete que também trabalha como guia turístico do estúdio, interpretada por Dominique McElligott (House of Cards), que esconde um segredo que pode despedaçar o que resta do frágil coração de Monroe.

Os constantes duelos de opiniões entre o jovem produtor e o dono do estúdio, Pat Brady, brilhantemente interpretado por Kelsey Grammer (Frasier). Enquanto um briga constantemente para mostrar o potencial que o estúdio tem com grandes filmes, o outro ainda se recente que seu poder ainda é ofuscado pelas ideias brilhantes do jovem produtor. É claro que a admiração que um tem pelo outro acaba se desgastando quando Monroe insiste em fazer um filme que irá mostrar como os nazistas estão agindo dentro dos Estados Unidos. Do outro lado, Pat teme reações negativas principalmente por que seu estúdio depende da bilheteria do outro lado do Atlântico.

O ultimo episódio dessa série coproduzida pela Sony é digna de um seriado de suspense. Não só coloca em jogo a vida se seus personagens mas pressiona a história num aparentemente caminho sem volta. Com uma fotografia excepcional e uma reconstituição de época maravilhosa, O Ultimo Magnata é o programa certo para quem que ver o firmamento de Hollywood com suas preciosas estrelas, caindo na triste realidade da Depressão Americana.

E que venha a segunda temporada…

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Nota
9.5
Nota
O bom
  • Matt Bomer além de ter um olhar impressionante é um tremendo ator.
  • Nada como ver que Kelsey Grammer é um ator dramático de primeiro time.
  • F. Scott Fitzgerald ficaria orgulhoso com essa adaptação de seu livro.
  • Direção
    10
  • Roteiro
    10
  • Elenco
    10
  • Enredo
    8
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