Confira nossa crítica de Tolkien, filme que conta a vida por trás do autor de O Hobbit. Como foi a vida de Tolkien? Veja aqui sem spoilers.

CRÍTICA | Tolkien - Autor de 'O Hobbit' ganha filme contando sua história

Confira nossa crítica de Tolkien, filme que conta a vida por trás do autor de O Hobbit. Como foi a vida de Tolkien? Veja aqui sem spoilers....

Em Tolkien, o autor de ‘O Hobbit’ e ‘O Senhor dos Anéis’ é o personagem principal

Apesar de ser um dos escritores mais influentes do século 20, J. R. R. Tolkien sempre foi o homem por trás de suas icônicas obras. Além de seus fãs mais devotos, são poucos aqueles que foram atrás para descobrir como que este autor criou mundos tão fantásticos. Seria tudo da sua imaginação ou será que por trás da riqueza da Terra Média haviam inspirações reais?

Tolkien

No filme, acompanhamos Tolkien (Harry Gilby – jovem, Nicholas Hoult – adulto) de sua infância até a primeira guerra mundial. Ele passa sua juventude no campo brincando com outras crianças mas, ao perder seu pai, é forçado a se mudar para a cidade industrial de Birmingham.

Ele perde sua mãe e vai morar com uma cuidadora que o coloca em uma prestigiosa escola para jovens. Lá, faz amizade com Robert Gilson (Patrick Gibson), Christopher Wiseman (Tom Glynn-Carney) e Geoffrey Smith (Anthony Boyle). Os quatro formam uma sociedade de amigos que discute arte, literatura e música. Eventualmente, Tolkien entra para a universidade e depois vai para as trincheiras da batalha do Somme na Primeira Guerra Mundial.

Ao longo destas etapas da vida do autor, pequenos vislumbres de como ele enxerga o mundo, somado ao seu talento nato por linguagens e paixão por mitologia, vão compondo os elementos que eventualmente se tornariam suas obras. Sua paixão por Edith Bratt (Lilly Collins), a mulher que se tornaria sua esposa, o inspira a criar os belos elfos. Os terrores da Guerra trazem à visão do autor os Cavaleiros Negros e Smaug, o dragão.

Bonitinho, mas…

O filme tem seus momentos, mas não deixa de ser uma biografia receita de bolo. É complicado construir a genialidade de Tolkien em forma de filme, pois boa parte dos processos de criação dele eram internalizados. Ele não era um rockstar levado pelas drogas e ousadia ou um personagem pertencente a um grupo de minoria em tempos de opressão. Tolkien tinha um dom natural para compreender linguagens e seu impacto na formação dos mundos.

A sonoridade das palavras o colocavam em uma espécie de transe criativo que o levava a atribuir uma origem histórica ao som, seria esta palavra o nome de um reino? De uma princesa? De um Deus? Estes pequenos momentos no roteiro mostram um pouco por trás da cabeça de Tolkien, mas boa parte de seu processo criativo fica em segundo plano de uma narrativa açucarada e com poucos momentos diferentes.

O romance com Edith, uma peça fundamental na vida de Tolkien, parece forçado na trama. Os momentos com seus amigos, apesar de começarem interessantes, ficam cansativos por serem repetitivos e trazerem muito pouco para a trama ao longo do filme.

No fim

Tolkien é um filme que peca pela falta de inovação. São raros os momentos onde a trama prende a atenção. O roteiro genérico, com poucas alterações, poderia ser a história de diversas outras mentes criativas do começo do século 20 que cresceram na Inglaterra. Seria a vida de Tolkien, por falta de uma palavra melhor, “simples” demais para as estruturas convencionais do cinema? Ou será que tudo que precisamos saber sobre a mente prodigiosa do autor, já não foi revelado de forma muito mais efetiva através de sua extensa obra de fantasia?

Tolkien estreia no Brasil dia 23 de maio de 2019.

Até a próxima!

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Nota
6.5
Nota
O bom
  • Visualmente bonito, inspirado na direção de Peter Jackson nos tempos de A Sociedade do Anel.
O ruim
  • Boa parte dos elementos de formação de Tolkien são ignorados.
  • Direção
    7
  • Roteiro
    6
  • Enredo
    6
  • Elenco
    7
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