CRÍTICA | TWD – S07E01 – ‘The Day Will Come When You Won’t Be’

The Walking Dead brinca de ‘a próxima vítima’ para manter a audiência Finalmente, sete meses depois do maldito “último episódio” da sexta temporada de TWD, Negan está de volta...

The Walking Dead brinca de ‘a próxima vítima’ para manter a audiência

Finalmente, sete meses depois do maldito “último episódio” da sexta temporada de TWD, Negan está de volta e pronto para mostrar quem ele é. A AMC não foi filha da p**a de recomeçar com “dois meses depois” ou simplesmente não mostrar as tais vítimas do vilão, o que tivemos aqui foi um show de sangue, violência e mais violência.

TWD, até a sexta temporada, sempre foi um projeto sanguinário. As mortes dos walkers e até os humanos que morrem a partir da 5ª temporada têm finais sangrentos e violentos. O que surge como resposta neste episódio não é só a vingança de Negan, por Rick e seus amigos terem assassinado toda uma galera de uma das bases do vilão, e sim um reposicionamento sobre tirar uma vida. E o resultado, caro leitor, é contraditório.

De um lado diríamos que suas vítimas sendo gradativamente machucadas e a cada nova porrada com a Lucille ganhar segundos de tela foi cruel, explícito e exagerado. Até agora a série explorava a violência com jogos de câmera que poupavam o espectador dos detalhes. Depois de ontem, quem não for fã de thrillers e filmes trash, provavelmente perdeu o apetite. Esse caminho visual trilhado por TWD em tela nos preocupa e muito. Um vilão pode ser composto de várias formas, com tanto que isso esteja dentro do escopo do projeto. The Walking Dead se arrisca em cenas chocantes quando o assunto é sobrevivência, mas não precisava pular num precipício exacerbado para mostrar o poder de seu novo vilão, já que seu discurso no season finale da 6ª temporada foi suficiente. Sim, AMC, já entendemos QUEM é o Negan antes mesmo deste episódio.

Por outro lado, poderíamos pensar que TWD vai navegar em mares nunca explorados, trazendo para a série um amadurecimento visual de choque para sustentar seu público. Como assim? Bem, os fãs passaram sete meses polvorosos para saber quem ia morrer. Pessoal, lamentamos, mas isso pouco importava. Se The Walking Dead precisa trazer um vilão desumano e carniceiro para sustentar sua trama e manter a audiência, temos um sério problema com o “andar da carruagem”. Quando o PIOR cliffhanger de uma série é vinculado a uma, duas ou três mortes, é porque a trama mesmo será segundo plano? Por mais que o público tenha um vínculo “emocional” com os personagens, TWD ainda é sobre como sobreviver em um mundo pós-apocalítico utópico e, por isso, o primeiro episódio da sétima temporada foi um excelente SEASON FINALE da sexta temporada. Esse episódio poderia ter sido exibido há sete meses. Teria sido muito mais interessante fazer a audiência tremer as bases com a chegada de um impetuoso novo líder que vai comandar diversas comunidades em prol de seus interesses e termos passado meses viajando em tudo o que poderia acontecer em Alexandria e Hiltop. Mas não né? Morte vende: roteiro bem elaborado, não.

O futuro de TWD é incerto. Se forem seguir os quadrinhos podemos esperar uma sétima temporada como outra qualquer: Rick encontra um novo líder, é controlado, depois ele monta um plano para reconquistar seu território, um segundo ou terceiro grupo vai ajudar ou atrapalhar, o vilão principal é dominado e alguma coisa explode no final. É, estamos há 82 episódios assistindo esta estrutura em looping. Com a chegada do Negan pode não ser diferente e aí, a(s) morte (s) exibidas no episódio de ontem de forma crua e impiedosa será em vão. TWD tem que tomar muito cuidado para equilibrar violência repulsiva com a personalidade vilanesca de Negan, para não criar um personagem caricato, vago e que mata por matar. Queremos saber mais do NEGAN e não de como ficam suas vítimas. O sensacionalismo já afetou a produção em sua sétima fase e uma legião de novos fãs surgem pelos motivos errados. É uma pena.

Aguardaremos ansiosos para o começo, de fato, da sétima temporada.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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