[CRÍTICA] Um Homem Entre Gigantes – A morte e a sujeira por trás da NFL

Will Smith é Um Homem Entre Gigantes da NFL Ahhhh os dramas esportivos. Estes filmes são marcantes e agradam qualquer quarentão. Um Homem Entre Gigantes não é diferente. Além da...

Will Smith é Um Homem Entre Gigantes da NFL

um-homem-entre-gigantes-01Ahhhh os dramas esportivos. Estes filmes são marcantes e agradam qualquer quarentão. Um Homem Entre Gigantes não é diferente. Além da premissa básica de superação esportiva – dentro e/ou fora dos campos – ainda temos um longa que explora elementos culturais afro descendentes que são excepcionalmente especiais nesta trama envolvente. De volta a 2002, Mike Webster (David Morse), ex jogador de futebol americano, falece após ficar “louco”. Seu corpo vai parar nas mãos do neuropatologista forense, o Dr. Bennet Omalu (Will Smith) que consegue diagnosticar um trauma cerebral em Webster e, ao investigar, comprova que o esporte causa danos irreversíveis a longo prazo.

A tensão surge de imediato no longa e não termina até que outros corpos cheguem às mãos de Omalu e deixem a diretoria da NFL, a liga profissional de futebol americano, sem sono. É neste tom investigativo, e com o toque certo de suspense, que Um Homem Entre Gigantes se estabelece como um projeto que não só extrai uma excelente atuação de Will Smith como consegue explorar os preconceitos raciais e culturais em um jogo político pra lá de nojento. Omalu é um médico legista de sucesso, teve acessos aos melhores estudos e tem um respeito pela medicina apaixonante. Religioso, solitário e saudosista de suas raízes africanas, ele enfrenta a dirigência corrupta da NFL com dados e pesquisas inquestionáveis sobre lesões cerebrais. Um alarde que ninguém gostaria que caísse na imprensa por afetar a vida dos jogadores e dos jovens que só tem o esporte como esperança por uma vida melhor. Afinal, quem gostaria de entrar em campo sabendo os riscos de saúde que o jogo pode causar?

O longa tem três ambientações muito bem definidas e que conversam entre si de forma impecável. De um lado, Omalu precisa bater de frente com seu chefe e colega de trabalho para convencê-los de investir tempo e dinheiro na autópsia de Webster. De outro, o médico recebe a missão de cuidar de uma jovem que acaba de mudar para os EUA, Prema Mutiso (Gugu Mbatha-Raw). E por fim, a NFL. Um aglomerado de homens das cavernas capazes de fazer qualquer coisa para esconder a pesquisa de Omalu e dispostos a duvidar da medicina à qualquer preço, até quando eles sabem que o médico tem razão. Ao longo do filme, Bennet conquista espaço e respeito enquanto os interesses políticos afloram mediante sua ousadia de afirmar que Futebol Americano mata as pessoas. E isso, caro leitor, não te faz tirar os olhos da tela. Um Homem Entre Gigantes é gigante mesmo!

O longa tem uma premissa interessante e bem dirigida pelo estreante Peter Landesman (roteirista de O Mensageiro). Landesman também assina o roteiro e consegue complementar o arco amoroso do protagonista valorizando os elementos religiosos e culturais da terra natal de Omalu, oferecendo assim uma imersão mais completa em sua personalidade. Uma “cereja no bolo” que contribui para a narrativa e adereça o preconceito explorado de forma majestosa levando a audiência uma explícita e marcante lição de moral.

Complementam o elenco, Alec Baldwin, Albert Books, Luke WilsonAdewale Akinnuoye-Agbaje e Stephen Moyer. O filme já está em cartaz nos cinemas e vale a pena ser conferido com um belo balde de pipoca.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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