CRÍTICA | Um Lugar Silencioso é aterrorizante

Regra Nº 1 para assistir Um Lugar Silencioso: NÃO GRITE! Um Lugar Silencioso é dirigido, roteirizado e protagonizado por John Krasinski (o Jim em The Office) e também conta com sua...
Emily Blunt em Um Lugar Silencioso

Regra Nº 1 para assistir
Um Lugar Silencioso: NÃO GRITE!

Um Lugar Silencioso é dirigido, roteirizado e protagonizado por John Krasinski (o Jim em The Office) e também conta com sua esposa, Emily Blunt no elenco. A história se passa em um futuro próximo, e mostra como uma família no meio-oeste dos EUA vive em constante silêncio para não atrair uma entidade alienígena que sai à caça toda vez que ouve um som mais alto. Leia-se: o tom normal de uma conversa entre humanos.

Intenso e aterrorizante, Um Lugar Silencioso estreia dia 5 de abril nos cinemas e merece TODA a sua atenção.

Como viver em silêncio?

Um dos melhores elementos deste filme é que o “como” e “por que” dos tais monstros estarem na terra não são elementos importantes. A história começa um bom tempo após a descoberta desses seres, então já somos apresentados à uma cidade em clima pós-apocalíptica onde a família Abbott criou uma metologia para sobreviver.

Regra Nº 1: Não faça barulho

Eles andam descalços, se comunicam por sinais, usam lâmpadas na fazenda para indicar o status da segurança deles e o pai, Lee Abbott (John Krasinski) tem uma base de estudos sobre a invasão que ele mantém as crianças distantes. O casal tem três filhos e Evelyn Abbott (Emily Blunt) está grávida.

Apesar da tensão eminente, a família leva uma vida “normal” como fazendeiros: eles caçam, pescam, plantam, lavam roupa, as crianças brincam e etc. Tudo isso, em silêncio.

A alimentação deles é a base de comidas que não fazem barulho, tudo na casa é de tecido ou forrado de forma que nada, absolutamente nada, emita som.

Regra Nº 2: Nunca saia do caminho

Há também marcações no chão por onde eles andam e a areia é uma forma de caminhar pela mata sem roídos. Como eles já estão há um tempo nessa vida, até os trajetos dentro e fora da fazenda estão mapeados. Então sim, eles nunca podem sair do caminho.

Regra Nº 3: Vermelho significa corra

As técnicas para viver em silêncio são desesperadoras. Primeiro por que Um Lugar Silencioso nos leva para uma viagem perceptual não explorada por aqueles que ouvem e falam, segundo que quando a ameaça surge, esse silêncio é ainda mais aterrorizante. E quando as luzes da fazenda estão vermelhas, a vontade de gritar é ainda maior.

Experiência aterrorizante

Estrelando como diretor de longa metragem, Krasinski entrega um filme visualmente surpreendente.  O diretor trabalha super bem os planos para criar tensão sem entregar para a audiência o perigo da cena, óbvio que alguns momentos são aguardados, mas a trilha sonora e, em alguns momentos, o silêncio excessivo enganam a resolução do suspense.

Fora isso, Emily Blunt faz uma personagem grávida e, de todas as cenas de parto que nós já assistimos, esta é – sem dúvida – a pior de todas em termos de agonia.

Emily Blunt dá um show de interpretação em Um Lugar Silencioso

Plante, pesque e viva na natureza

Outra ponto excepcional do roteiro é que Um Lugar Silencioso, mesmo sendo uma ficção científica, critica o estilo de vida barulhento que vivemos e sugere que levar uma vida mais orgânica e natural será uma necessidade do futuro.

Afinal, um certo jogo de tabuleiro capitalista aparece no filme apenas para gerar um incidente e colocar a família em perigo. E, em um outro momento, um foguete à pilha não é uma boa ideia.

Foguete que faz o homem ir à lua e explorar lugares não terráqueos…É Krasinski, entendemos a sua mensagem.

E vai que The Walking Dead se torna realidade, né? Vamos nos preparar, gente!

Ficção científica ou terror?

Estamos tentando não dar spoilers, mas uma coisa a gente garante: Um Lugar Silencioso é uma puta experiência sensorial. Para os fãs de suspense, este longa precisa entrar na sua lista. Para os fãs de terror, talvez não seja tudo isso. E para os fãs de ficção científica, sim….Temos aqui um longa que mistura o melhor de Sinais (2002, M. Night Shyamalan) e Marte Ataca! (1996, Tim Burton).

Pera, o final é feliz?

Melhor conferir no cinema. Küsses,

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“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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