[CRÍTICA] Uma Longa Jornada – A receita de bolo do Nicholas Sparks

Um Longa Jornada é só mais um filme genérico Nicholas Sparks segue sem criatividade alguma ao “criar” suas obras literárias. A adaptação de Uma Longa Jornada só frisa o quanto...

Um Longa Jornada é só mais um filme genérico

Nicholas Sparks segue sem criatividade alguma ao “criar” suas obras literárias. A adaptação de Uma Longa Jornada só frisa o quanto o autor recicla a mesma fórmula e não entrega nada de novo para seus leitores. Em Uma Longa Jornada temos mais do mesmo: um casal apaixonado com patamares sociais em choque que juntos superam suas divergências pessoais, passeiam de barco em um lago, ficam molhados na chuva, transam como adolescentes de 17 anos e, no final, ou alguém morre ou eles ficam juntos. Sério mesmo? SIM!

E ainda temos a clássica cena onde o mocinho tira a camisa e mostra o corpo malhado!

E ainda temos a clássica cena onde o mocinho tira a camisa e mostra o corpo malhado!

No filme dirigido por George Tillman Jr., temos Sophia Danko (Britt Robertson), uma jovem estudante dedicada à faculdade que está pronta para encarar seu primeiro emprego após a formatura em uma importante galeria de arte em Nova Iorque (porque toda protagonista feminina é uma dama sofisticada de boa classe no Sparks-verso…). Do outro lado, temos Luke (Scott Eastwood), um cowboy boa pinta e destemido que cuida de sua fazenda e vive de rodeios mesmo após um acidente que quase lhe fez perder a vida (… e todo protagonista masculino é bronco e trabalhador braçal). Após salvarem a vida de um senhor chamado Ira Levinson (Alan Alda), Sophia passa a ler cartas antigas que Ira escrevia para sua esposa. Neste momento, conhecemos o início da relação dos jovens Ira (Jack Huston) e Ruth (Oona Chaplin), que passa a ser uma inspiração para o romance de Sophia e do filho do Clint Eastwood que não sabe atuar.

Clichê!

Clichê!

Clichê!

Clichê!

O roteiro é recheado de clichês açucarados e um final absurdamente previsível. Como já foi dito, ainda temos as cenas clássicas de passeio de barco, chuva, sexo, brigas por diferenças sociais e o quase rompimento por falta de compreensão de um dos dois lados. Para piorar, Uma Longa Jornada apresenta uma premissa machista. Sophia é o ponto de desentendimento do rapaz porque ela anseia pela sua oportunidade em Nova Iorque, e nossa protagonista sofre por ficar entre a ascensão profissional e o verdadeiro amor. Enquanto isso, nosso cowboy não sabe parar de montar nos touros e só se entrega ao romance após conquistar seus objetivos. Ou seja, um lado precisa escolher se não perde, o outro lado, vai resolver tudo antes de decidir se vai para o romance ou não. Péssimo.

Em paralelo ao romance mais sem graça do universo, temos a história de Ira e Ruth logo após a Guerra do Golfo, onde um sapateiro se apaixona por uma judia de boa família (porque em nenhum momento no Sparks-verso existiu mulher pobre ou homem intelectual). Apesar de terem condições sociais semelhantes à Sophia e Luke, o enredo do casal é muito mais interessante do que a história principal. Ruth é uma personagem melhor elaborada, e Jack Huston rouba a cena com uma atuação marcante.

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Apesar das personagens femininas serem apaixonadas por arte e seus respectivos não serem exatamente vencedores na vida, Ira se esforça para surpreender e corresponder sua amada intelectualmente, enquanto Luke se prepara para montar noutro touro.

Uma Longa Jornada é chato, lento e insignificante quanto obra cinematográfica. Sem dúvida, a pior adaptação literária de Nicholas Sparks apesar de uma direção mediana e fotografia bem trabalhada. O filme se esforça para ser relevante quanto romance, mas oferece um resultado ofensivo e com um final pra lá de exagerado.

Uma Longa Jornada estreia dia 30 de Abril e desmerece sua atenção.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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