Uma Nova Chance para Amar

CRÍTICA | Uma Segunda Chance para Amar – Carisma natalino com toda a força

É fofo! <3

Trocando os dragões por renas, Emilia Clarke estreia comédia romântica no maior espírito natalino.

Fugindo do drama e da sobriedade de Game of Thrones, a intérprete da Khaleesi tem escolhido atuar em produções mais leves, como o sucesso Como Eu Era Antes de Você e, agora, Uma Segunda Chance para Amar.

Ao som de canções tradicionais de natal, composições de George Michael (aliás, ele é inspirado na música “Last Christmas” do cantor) e com um roteiro afiado no característico humor britânico, escrito pela Dama Emma Thompson e Bryony Kimmings, o público se encanta com a história de Katarina (ou Kate, como ela prefere), uma jovem desastrada e sarcástica, que trabalha numa loja temática de natal o ano todo, sob o comando de Santa (Michelle Yeoh), sua chefe que tem ligações com o mercado chinês de ornamentos natalinos exóticos.

Numa típica narrativa em que “garota-encontra-garoto”, Kate conhece Tom (Henry Golding), um cara simpático, altruísta e misterioso, que mostra como quebrar os muros que ela construiu em volta de si mesma.

O longa está decorado dos pés a cabeça com clichês do gênero (o que enfraqueceu a opinião geral dos críticos internacionais), mas quem se importa? Ele é espirituoso e conquista quem assiste. Clarke (com suas expressivas sobrancelhas) mostra mais uma vez como se dá bem nas comédias, dando a impressão de que ela está realmente se divertindo em cena.

Thompson também está a frente das câmeras, no papel da mãe de Kate, uma senhora iugoslava extremamente protetora, que rouba a atenção de todos e arranca vários risos dos espectadores.

Por falar na origem da família da protagonista, o fato ganha destaque durante o filme para dar aquela cutucada bem direta na questão do Brexit e do preconceito que a população do leste europeu tem passado no Reino Unido. Na verdade, vários personagens são imigrantes ou de descendência de outros países. Tem a chefe chinesa e seu pretendente dinamarquês, a melhor amiga indiana e o próprio “mocinho” é malaio. Isso mostra a quão diversificada e cosmopolita é Londres.

O elemento político-social poderia ser deixado pra trás? Sim, ele não é realmente necessário para o desenrolar da história, mas sua inserção trás mais dimensão para os personagens.

Uma Segunda Chance Para Amar é carismático, traz alguns momentos mais emocionantes e é uma boa pedida para ir entrando no clima das festas de fim de ano.

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Nota:
7.6
Nota:
O bom
  • Boa atuação de Emilia Clarke e Emma Thompsom
  • É carismático
  • Trilha sonora boa
O ruim
  • Cheio de clichês (o que pode decepcionar alguns)
  • Viés político-social desnecessário
  • Direção
    7.5
  • Roteiro
    7.5
  • Elenco
    8
  • Produção/fotografia
    7.5
Categorias
CriticasFilmes

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