Vai Anitta Netflix primeira temporada

CRÍTICA | Vai Anitta (Netflix) - Muita vaidade, pouco conteúdo!

Eles podiam ter pesado menos....

Vai Anitta chegou na Netflix cheio de vaidade e com pouco conteúdo

A Netflix investiu na rainha nacional e Anitta ganhou uma série documental de seis episódios que retrata uma parte de sua carreira. A jovem carioca, de apenas 25 anos, é de fato uma das maiores estrelas do mercado da música, mas esta produção só soube vangloriar isso e esqueceu o conteúdo.

Vai Anitta

Nascida no Rio de Janeiro, Larissa de Macedo Machado é conhecida como Anitta. Ela estourou como funkeira no Furacão 2000 e, aos poucos, ganhou a atenção dos fãs por meio de seus vídeos, rebolados e simpatia.

Anitta começou a cantar com 7 anos de idade, cursou administração de empresas, entrou para o Furacão 2000 e em 2012, estourou com o single “Meiga e Abusada“. Daí pra frente, Anitta decolou no sucesso e se transformou na estrela que conhecemos hoje.

Com seis anos de carreira consolidada, hoje ela tem contrato com a Warner Music, faz diversas parcerias com artistas internacionais, canta em três idiomas e se esforça para estourar internacionalmente. A série documental conta um pouco sobre sua infância e foca em mostrar o passo a passo da ação “Check Mate“.

O projeto, lançado em 2017, foi composto por quatro músicas inéditas, cada uma lançada em um mês. Check Mate começou com a primeira música da carreira sendo cantada toda em inglês, Will I See You, em parceria com Poo Bear. Em seguida lançou Is That For Me, parceria com o DJ sueco Alesso, e Downtown, música em espanhol em parceria com J. Balvin. E encerrou com o funk Vai Malandra, gravado no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro. Os quatro clipes somam mais de 763 milhões de visualizações no YouTube. Após o sucesso deste projeto, Anitta ainda lançou o primeiro clipe ao vivo da história do YouTube.

Ao longo desta produção, vemos o quanto, de fato, a cantora sabe trabalhar sua imagem online, batalha em viagens pelo mundo por novas parcerias e fica exausta com tantos shows e compromissos. Nos dois primeiros episódios o tom da série é interessante, mas depois apela para dezenas de depoimentos que só sabem elogiar a Anitta e argumentar que ela é “única”. Uma vaidade sem fim para um conteúdo pouco relevante.

Bajulação

Em alguns momentos da série documental vemos que a produção priorizou mostrar parte de seus patrocinadores, um pouco da intimidade de sua casa e casamento (que acabou a pouco tempo), os amigos de trabalho que ganharam relevância graças a ela e a “babação” de ovo dos produtores gringos e cantores que fizeram colabs com Anitta.

Chega ser exaustivo a repetição de comentários rasos para enaltecer seus sucesso e, com isso, a série declina até o sexto episódio. Mesmo aproximando a atriz de questões sociais, de desigualdade e sua constante luta por causas diversas, quando ela é introduzida sozinha comentando sua carreira, lhe falta humildade meio a um drama exagerado.

A cantora aparece comentando suas cirurgias plásticas, sua “bissexualidade” e momentos de postura dura com sua equipe que comente erros ao longo das produções, mas nada disso a humaniza. Inclusive, esta dramatização parece falsa comparado a exaltação constante da personagem central do documentário.

Vale a pena?

Para quem é fã da cantora sim, mas ainda assim Vai Anitta está longe de ser grandioso como sua carreira e no final só firma que ela é um produto de mídia que deu certo e que terá ainda mais sucesso.

Vai Anitta já está disponível na plataforma Netflix.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

Nota:
5.8
Nota:
O bom
  • Alguns bastidores de gravações são bem legais...
  • A produção do clipe ao vivo é bem interessante também.
O ruim
  • Depoimentos repetidos....
  • Direção
    8
  • Roteiro
    4
  • Produção / Fotografia
    7
  • Enredo
    4
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