[CRÍTICA] Velozes Caçadores de Emoções: Além do Limite … e Furiosos

Caçadores de Emoções: Além do Limite tenta reviver o longa de 1991, mas o resultado vai por água abaixo, literalmente… O longa se passa nos tempos atuais. Logo de...

Caçadores de Emoções: Além do Limite tenta reviver o longa de 1991,
mas o resultado vai por água abaixo, literalmente…

cacadores-de-emocoes-alem-do-limite-warner-bros-critica-freakpop-02O longa se passa nos tempos atuais. Logo de cara conhecemos o jovem Johnny Utah (Luke Bracey), um atleta ativo em esportes über radicais. Durante uma trilha de moto altamente perigosa (este termo aparecerá mais vezes aqui na crítica), ele perde um grande amigo e resolve, anos depois, entrar para o FBI porque…sim.

Prestes a ser oficialmente um agente, Utah se depara com a sua primeira oportunidade para crescer dentro do departamento. Com seus conhecimentos técnicos e culturais sobre esportes radicais, ele consegue mapear os próximos passos de uma trupe mascarada que tem causado grande aborrecimento com roubos em estilo Robin Hood. Tirando dos ricos e dando para os pobres, mas, obviamente, que estes roubos não são “normais”. A primeira grande referência ao longa de 1991, surge com os assaltantes usando máscaras de presidentes dos EUA ao roubarem diamantes de um banco em Mumbai. O outro assalto é em um avião cargueiro que carrega uma quantidade obscena de dólares que eles soltam em altitude para fazer chover dinheiro em uma cidade no México. É neste momento que nosso protagonista sarado é a melhor escolha do FBI para ser enviado a França para surfar em uma onda altamente perigosa (viu?).

O que os assaltantes poderiam heroicamente ofertar para os mais necessitados no meio do oceano, nunca vamos saber, mas o encontro de Utah com Bodhi (Edgar Ramirez), Roach (Clemens Schick) e Chowder (Tobias Santelmann) resulta em uma imersão chata e sem sentido em um tal de desafio dos “Oito de Ozaki”, que consiste em oito ações (leia-se Esportes Altamente Perigosos 3 – A Sociedade Secreta dos Atletas) recheadas de adrenalina que levam seus atletas ao nirvana. WHAT? Pois é. Por trás dos assaltos há um árabe que banca o grupinho malvado. Um ponto bem racista do filme, vide o que os EUA já passaram. Além de os locais escolhidos serem sempre em terras que não são tão amigas dos norte americanos, só para ressaltar. O bon vivant gosta de curtir uma balada em seus luxuosos iates e paga as contas dos rapazes porque…sim.

Confuso? Calma, piora. Chegamos então no segundo ato, momento que Utah precisa fazer parte da gangue. Então, em duas cenas longas, acompanhamos um monte de dublê pulando dos Alpes e depois fazendo snowboard na Itália. Entre as aventuras, nosso agente do FBI está pronto para fazer amor com a mocinha do filme, Samsara (Teresa Palmer) e se diverte com seus novos amigos o suficiente para tomar umas broncas do chefe, interpretado por Delroy Lindo. Agora ele terá que escolher entre ficar no lado negro dos esportes altamente perigosos (4) ou ser o cara que apertará o gatilho contra os vilões. Ainda faltam três desafios de Ozaki, algumas pessoas morrem, Bodhi tem seus momentos “Vin Diesel” de almoçar com a “tchurma” na mesa (“family”), Utah sofre para decidir de qual lado quer ficar e aí…partimos para o gran finale na Venezuela. Porque? Agora é necessária uma cachoeira para grudar outros dublês em uma escalada altame…tá, parei.

O filme é tão vago quanto suas excessivas cenas de ação. Apesar de bem dirigido por Ericson Core (O Invencível), já estamos carecas de saber que visual não sustenta um filme. Os diálogos são formados por frases de efeito sem nexo, a motivação do protagonista e dos “vilões” não ficam claras e o ritmo do filme foca mais em mostrar belíssimas paisagens do que desenrolar a trama em si. Praticamente um insulto ao primeiro filme com os aclamados Keanu Reeves e Patrick Swayze. Todo o lance da saga original e até do primeiro filme Velozes e Furiosos é de fazer uma desconstrução sobre a dúvida entre o certo e o incerto. Um policial não pode se envolver com quem rouba, mas a galera que rouba parece ser bem legal. A tentação pelo errado é uma boa base para criar enredos interessantes, bem estruturados e que, sem dúvida, não deixam de explorar boas cenas de ação para encher os olhos da audiência. Caçadores de Emoções: Além do Limite não sabe brincar com esta premissa básica e oferta um filme que não marca, simplesmente porque é ruim. É impossível criar empatia pelo gostosão protagonista, e Edgar Ramirez se esforça – e muito – para ser sedutor em tela e nos seus objetivos. E falha. Falha feio. Falha rude.

A “onda da morte” retorna neste filme também como a resolução do relacionamento incerto entre Utah e Bodhi, mas aqui é só mais uma cena esquecível, sem embasamento plausível para encerrar o arco de desenvolvimento da “personalidade” de Utah e com uma tela verde de fundo absurdamente mal feita. Putaquepariu, dava para fazer uma excelente ressurgência do clássico de 1991, mas rezamos para este projeto ir por água abaixo. Swayze, a Freakpop te pede desculpas por essa cagada de Hollywood, cara. RIP. 

O filme estreia dia 28 de Janeiro no Brasil e não tem fôlego para virar um blockbuster minimamente memorável.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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