[CRÍTICA] Victor Frankenstein – O que você usou James McAvoy?

Victor Frankenstein é o novo longa com James doidão McAvoy e Daniel Potter Radcliffe Definitivamente não está sendo um bom ano para a FOX. Depois do lançamento do Quarteto...

Victor Frankenstein é o novo longa com
James doidão McAvoy e Daniel Potter Radcliffe

victor-frankenstein-poster-fox-critica-freakpop-01Definitivamente não está sendo um bom ano para a FOX. Depois do lançamento do Quarteto Fantástico, chega aos cinemas nacionais o longa Victor Frankenstein, uma tentativa fraca de recontar a origem de…Victor Frankenstein. Com Daniel Radcliffe, o filme é uma extensa enxurrada de gritos e babas do James McAvoy em uma trama zero envolvente.

É difícil compreender porquê atores renomados e presentes em grandes franquias do cinema aceitam fazer um projeto como este. Depois de Harry Potter, Radcliffe tem sambado entre os palcos dos teatros e filmes de nicho como Amaldiçoado (2012) e Será Que? (2013), e James McAvoy, um dos astros da nova saga dos X-Men e ator de consagrados filmes como O Procurado (2008) e Desejo e Reparação (2007), deixa de lado toda sua experiência para dar vida a uma de suas piores atuações. Esquecendo os currículos recheados de Obamas, chegamos então no confuso e quase intragável Victor Frankenstein.

Dirigido por Paul McGuigan (Xeque-Mate – 2006 e Paixão à Flor da Pele – 2004) e com roteiro de Max Landis (Poder Sem Limites – 2012) o longa é narrado do ponto de vista de Igor (Radcliffe) um ex-palhaço de circo que foi resgatado por Victor (McAvoy) por ter conhecimentos profundos de medicina. Além de ser “salvo”, Igor tem sua corcunda curada por Victor e toma um banho de loja estilo GAP para viver, de fato, o inseparável assistente do estudante de medicina ambicioso que deseja criar a vida por meio de “criaturas”. 

Após uma extensa apresentação de Igor ainda como atração de circo e a introdução de seu futuro par romântico, o filme se estabelece, ou tenta, em cima da ganância de Victor. Sua personalidade agitada, impetuosa e dominante dá vida a um personagem cansativo que só sabe gritar e babar. Sério McAvoy, o que você usou?

Distanciado das verdadeiras intenções de Victor, Igor acaba sendo a peça ingênua e fundamental para a missão do doutor, enquanto ambos fogem do inspetor Turpin (Andrew Scott) que procura meios de intervir nas ações dos dois em prol de sua única crença: de que Deus dá a vida e a tira, e não o homem. Sim, o elemento religioso é batidamente explorado no longa. Não só isso, Scott oferece um péssimo antagonista. Uma mistura ruim de Jim Moriarty (Sherlock – BBC) e sabe se lá o que, leva o ator a criar um personagem que só sabe pregar sua fé e que não contribui para o desenrolar da trama de fato. Basicamente, ele e o McAvoy competem para ver quem grita mais frases desconexas! Um saco! 

Radcliffe por sua vez, merece um destaquezinho por ter tentado. Ainda como palhaço e posteriormente como Igor, o ator consegue estabelecer uma evolução em sua personalidade fictícia e se torna o único ser em tela que não grita ou baba. Como “cereja do bolo” temos Spencer Wilding plastificado em látex vagabundo dando vida ao Prometheus, a primeira criatura “humana” nascida dos raios da era vitoriana que, em cinco minutos, já sabe dar muita porrada. Aprendeu rápido, né?

Agora vamos falar do Freddie Fox. Putaquepariu, Freddie WHO? O ator britânico ainda precisa comer muito arroz e feijão. Em Victor Frankenstein ele é o financiador das ideias de Victor e tenta se posicionar como um dos vilões também. E por quê? Porque ele é de uma família rica que pretende ter o controle de toda e qualquer evolução tecnológica. Ou seja, alguém tinha que bancar o Cofrinho do Tio Patinhas nessa bagunça, né? Okay…..melhor parar por aqui. Ah, sem contar a participação especial de Charles Dance como pai de Victor. O ator deve estar desesperado por trabalho depois de morrer no trono

É nítida a falta de consistência no filme. A edição dos fatos, ambições dos personagens e o desenrolar da história é simplesmente confuso demais. Falta enredo, falta trilha sonora, falta elenco, falta direção… Apesar do visual bem feito, este único elemento não sustenta a premissa que deveria ofertar uma nova história do fantástico Victor Frankenstein. Sério, porque foram mexer com essa história? Ninguém assistiu Penny Dreadful? Provavelmente só prestaram atenção na tensão bissexual do Dorian Gray e tentaram aplicar neste longa. 

Deu tudo errado!

Enfim, o longa estreia dia 26 de Novembro e por favor, fiquem longe dos cinemas. 

Küsses, 

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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