[CRÍTICA] Voando Alto – Já dizia Van Halen: “JUMP!”

Voando Alto, o “Jamaica Abaixo de Zero” versão 2016. Sim, divertido pra caramba! Antes de iniciarmos, sugerimos uma trilha especial para você, caro leitor, curtir a crítica...

Voando Alto, o “Jamaica Abaixo de Zero” versão 2016.
Sim, divertido pra caramba!

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voando-alto-hugh-jackman-01De cara vamos deixar a dica: Voando Alto estreia dia 31 de março nos cinemas e merece seu ingresso com direito a balde de pipoca e refrigerante! O novo longa com o eterno Wolverine, Hugh Jackman, conta a história de um jovem britânico que desde criança sonha em ser um atleta olímpico. De qual modalidade? Pouco importa, pois enfrentou um tratamento em uma perna até a adolescência. Quando finalmente teve alta e passou a correr e pular por aí, Eddie “The Eagle” Edwards (Taron EgertonKingsman: Serviço Secreto) se dedica ainda mais ao seu sonho, mesmo que isso lhe cause desavenças com os seus pais. Certo de que ele tem capacidade para ser um atleta olímpico, Edwards inicia sua carreia no esqui, onde não leva muito jeito e tem zero apoio do Comitê Olímpico da Grã-Bretanha. É em 1987, que a águia (Eagle, em inglês), consegue finalmente sua vaga nas olimpíadas de inverno e passa a “ser” um saltador de esqui. Mas ele precisa de ajuda, já que ninguém o financia. Surge Bronson Peary (Jackman), um bêbado, fumante, ex-atleta norte americano de…? Salto de Esqui! O destino une esses dois para que Eddie possa ser, de fato, um atleta olímpico.

Para quem assistiu 1.56923.000 de vezes Jamaica Abaixo de Zero (1993) na Sessão da Tarde do Plim Plim, vai curtir – e muito – este filme. Eddie, além do problema físico – claramente nunca recuperado 100% – tem problema de visão e usa seus largos óculos embaixo da viseira protetora. Além disso, ele entra de cabeça como saltador somente aos 22 anos, esporte este que, em outros países, as pessoas começam aos 6 anos. Recuperar esse “tempo” perdido e ainda conquistar a atenção de todos é uma missão quase impossível, mas Eddie tem duas armas secretas: perseverança e carisma.

Ao longo do filme, o “final feliz” esperado é 101% previsível, mas a genialidade do roteirista Simon Kelton surge com primor. Kelton soube apresentar as problemáticas superadas pelo protagonista de forma impecável, além de fazer bom uso dos coadjuvantes, onde cada núcleo ganha seu destaque certo na história. Petra (Iris Berben) como a dona do bar na Alemanha, Matti Nykänen (Edvin Endre) como o integrante da equipe da Finlândia de salto e Bjorn (Rune Temte) o treinador da equipe de Matti, têm seus espaços garantidos na película, não só na evolução do arco de Eddie, mas também nos momentos de humor.

Nesse tom “Jamaica Abaixo de Zero“, onde os atletas precisam de ajuda financeira e emocional para vencer sem deixar a comédia de lado, Voando Alto tem potencial para se estabelecer como um excelente filme de esportes baseado em fatos reais. A atuação de Taron Egerton é verossímil e seu dinamismo com Hugh Jackman está excelente. Aliás, mais uma vez vemos o talento do ator e não mais o Wolverine. Ufa!

A rica direção de Dexter Fletcher (Wild Bill – 2011) complementa o visual com cenas absurdamente bem filmadas e takes de tirar o fôlego! Preparem-se para pular muito com Eddie “The Eagle” Edwards ao som de Van Halen e de se arrepiar com a mensagem de superação vinculada ao personagem Warren Sharp, interpretado por Christopher Walken.

Bom cinema! Voando Alto é o típico filme divertido que vale, inclusive, uma telona enorme de cinema! JUMP! JUMP!

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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