[CRÍTICA] Warcraft: O Primeiro Encontro (e possivelmente último) de Dois Mundos

Warcraft explica como… dois mundos se encontraram… pela primeira vez Em Warcraft (O Primeiro Encontro de Dois Mundos), o mundo dos Orcs foi devastado por uma magia conhecida como...

Warcraft explica como… dois mundos se encontraram…
pela primeira vez

warcraft-filme-poster-oficia-universal-pictures-critica-1Em Warcraft (O Primeiro Encontro de Dois Mundos), o mundo dos Orcs foi devastado por uma magia conhecida como Fel. A única alternativa que resta é usar esta mesma magia para abrir um portal para outro mundo. E assim, parte da Horda invade Azeroth, um mundo habitado por humanos, elfos e anões. A missão dos Orcs é sacrificar vidas suficientes para criar um portal que trará toda a Horda para este novo mundo. Agora, a única coisa que poderá impedir a destruição total são alguns personagens de RPG genéricos.

Duncan Jones claramente fez a lição de casa e mergulhou na extensa mitologia de Warcraft para trazer este primeiro encontro de dois mundos. Tão grande foram seus esforços que o filme exaustivamente vai e volta entre localizações, personagens e termos do game para explicar como os Orcs e os humanos passarão gerações em guerra.

O figurino, a cenografia e até mesmo cenas de batalhas filmadas do alto são extremamente fiéis ao material original. Realmente parece que a intenção de Jones foi adaptar da melhor forma possível a sensação de jogar Warcraft. Infelizmente, apesar da experiência visual interessante, as coreografias de ação parecem ter sido inspiradas nos movimentos repetitivos das tropas descartáveis que incansavelmente dão as mesmas espadadas até o jogador vencer a rodada. Apesar da ação enfadonha, o visual do filme é lindo. Destaque especial para os Orcs que esbanjam personalidade e cada um tem um visual único e marcante.

A trama para quem não é familiarizado com o jogo vai ser extremamente cansativa. O filme funciona mais como um gigantesco manual de RPG do que um filme, alternando o protagonista diversas vezes para explorar como neste… primeiro encontro de dois mundos, as diferentes facções interagem.

De um lado, temos Durotan (Toby Kebbell), um nobre chefe de guerra Orc que suspeita que a campanha de invasão guarda segredos sinistros e arrisca uma tênue aliança com os humanos. Do outro lado, temos Alduin Lothar (Travis Fimmel), um cavaleiro carismático (segundo o texto de divulgação), que será o herói principal, ao menos que o roteiro exija que outro personagem faça isso. Durotan acaba de ser pai e está disposto a fazer de tudo para manter seu filho a salvo, Alduin foge bastante do clichê do cavaleiro heroico errante e constantemente se comporta de forma sarcástica ou vagamente confusa, dependendo do humor de Fimmel na hora da gravação. No meio do arranca-rabo, temos Garona (Paula Patton), uma Orc mestiça que se vê dividida entre dois mundos… que acabam de se encontrar pela primeira vez.

Warcraft apresenta um potencial nunca alcançado. É o primeiro filme baseado em games que tem um material com uma mitologia rica. Tem um diretor aclamado e, aparentemente, entusiasta do game e um orçamento astronômico. Por mais que visualmente impressione e seus cansativos 123 minutos estejam recheados de referências e easter eggs, falta uma história coerente por trás e caracterizações que fujam um pouco do arroz com feijão que assolam histórias de fantasia há algumas décadas.

Vale a pena? Fãs de Warcraft vão vibrar com os momentos de revelações claramente feitos aos moldes de “MY NAME IS… KAHN” de Star Trek: Além da Escuridão e da extremamente fiel identidade visual. Já o resto, vai penar para sobreviver ao roteiro preguiçoso, os personagens desinteressantes e uma trama enfadonha que, no fundo, não traz nada de novo.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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