O episódio 2 de Watchmen tem um roteiro raso, mas traz revelações interessantes sobre o futuro da série. Confira aqui nossa análise do segundo episódio.

CRÍTICA | Watchmen – Temporada 01 – Episódio 02 – Quem foi Dr. Manhattan?

Watchmen – T01E02 – “Martial Feats of Comanche Horsemanship” Angela tenta descobrir quem é Will e qual é seu envolvimento com Judd no segundo episódio de Watchmen. O sobrevivente...

Watchmen – T01E02 – “Martial Feats of Comanche Horsemanship”

Angela tenta descobrir quem é Will e qual é seu envolvimento com Judd no segundo episódio de Watchmen. O sobrevivente do confronto de Tulsa, que em 2019, já passou dos 100 anos de idade, aparentemente conseguiu içar e enforcar o chefe da polícia na árvore. Angela o leva para sua confeitaria para investiga-lo. Will comenta que existem esqueletos no armário de Judd e Angela parte para investigar.

Usando tecnologia de raio X, ela encontra um uniforme do Ku Klux Klan no armário de seu amigo.

No passado

Em flashback entendemos o que foi a Noite Branca, quando a Sétima Kavalaria invadiu os lares de policiais de Tulsa. Angela sofreu um tiro de espingarda que a deixou incapacitada, levando ao sua aposentadoria de fachada do departamento da polícia. Com um relacionamento destes entre a Kavalaria e a Polícia, não é a toa que eles dessem em peso no bairro mais pobre da cidade imaginando que os suspeito pelo enforcamento de Judd esteja lá.

O confronto, naturalmente, termina de forma violenta. Angela participa da luta, mas está mais interessada em desvendar qual é a relação entre Will e Judd. Looking Glass investiga a noite anterior e questiona Sister Night sobre o que ela e Judd fizeram antes de sua morte. Para descobrir quem de fato é Will, Angela usa o serviço de análise genética do massacre de Tulsa para determinar quem é o idoso misterioso. E, de quebra, descobre que na verdade ele é seu avô.

Ele claramente tem habilidades misteriosas. Consegue sair das algemas e no final do episódio é resgatado por uma nave misteriosa. Afinal, quem é Will?!

Em outro lugar

No castelo onde Adrian Veidt mora, ele coloca seus “funcionários” para encenar sua nova peça de teatro, “O Filho do Relojoeiro”. A cena funciona por dois motivos. Primeiramente, explica para o público que não conhece a história de Watchmen quem é este tal Dr. Manhattan que vivem falando. Afinal, assistimos uma adaptação teatral do exato momento onde Jon Osterman fica preso dentro da câmara quântica e se transforma no omnipresente, omnisciente, imortal e todo poderoso Dr. Manhattan. O outro, é para mostrar que mesmo todos estes anos, Veidt ainda é obcecado por Osterman. Também temos a confirmação que Mr. Philips e Ms. Crookshanks são apenas clones ou humanos artificiais.

De quebra

A melhor parte de um episódio, que convenhamos, não foi particularmente interessante, foi o segmento do American Hero Story. No universo de Watchmen, esta série de TV conta a origem dos heróis que compuseram os Minutemen. O primeiro episódio conta a história do Justiça Encapuzada e claramente é uma cutucada bastante descarada para tirar sarro do filme de Zack Snyder.

A adaptação dentro da adaptação mostra um herói com voz rasgada a ala Rorschach no filme do diretor “visionário”, além disso, cenas de ação extremamente exageradas e coreografas, que contrastaram fortemente com as cenas de ação ilustradas na graphic novel que mostravam cenas de combate realistas e até mesmo sem graça. Algo que diga-se de passagem, a série retrata bem. Ou seja, seria o filme de Zack Snyder uma adaptação exagerada dentro do universo de Watchmen? Seria um exercício interessante.

No fim

A proposta da série de Watchmen segue intrigante, mas este segundo episódio chegou um pouco desconexo e sem fôlego. Algo relativamente padrão para séries da HBO que começam de forma estrondosa e chegam mansas na continuação. Naturalmente, o núcleo central da Angela com Will tomaria mais tempo que qualquer outra trama do episódio, mas a necessidade de manter mistério até o final mostrou que tinha muito pouco no roteiro para manter a história marcante.

A trama rasa não é suficiente para necessariamente considerar o episódio ruim, mas tomara que nos próximos episódios esta seja a exceção e não a regra.

Até a próxima!

P.S.: O nome do episódio é baseado em uma pintura de George Catlin, é a mesma pintura que Angela observa na casa de Judd.

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Nota
6.8
Nota
O bom
  • Tirar sarro de Zack Snyder é sempre bem-vindo!
  • Direção
    7
  • Roteiro
    6
  • Elenco
    8
  • Enredo
    6
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