CRÍTICA | Westworld – T01E05 – “Contrapasso”

Westworld começa a ter dificuldades com sua própria premissa Em essência, Westworld apresenta exatamente a mesma trama que o filme de Michael Crichton que originalmente criou a ideia. Um...

Westworld começa a ter dificuldades com sua própria premissa

Em essência, Westworld apresenta exatamente a mesma trama que o filme de Michael Crichton que originalmente criou a ideia. Um parque temático habitado por robôs que eventualmente despertam e se rebelam contra os humanos. É uma premissa clássica, enraizada no medo que a humanidade tem de eventualmente ser suplantada pela tecnologia que ela mesma criou. E na tentativa de elaborar em cima desta trama que já vimos incansáveis vezes, começamos a ver alguns problemas fundamentais da série.

Westworld trabalha muito bem a ambientação e o clima, tanto que muitas vezes chega a iludir que existe algum tipo de profundidade no momento. Isto é especialmente evidente nas cenas com o Dr. Robert Ford. Anthony Hopkins entrega uma atuação sinistra o suficiente para torna-lo vagamente ameaçador, mas sem revelar muito por trás dos mistérios que assolam a trama. Infelizmente, esquecemos que é difícil assumir o impacto verdadeiro de sua presença quase vilanesca, já que ainda estamos falando de essencialmente o video game mais caro do mundo. Apesar de todos os personagens humanos parecer ter agendas ocultas, a série está cada vez mais com cara de uma versão séria de The Office.

Descobrimos que Dolores foi a última anfitriã a interagir com Arnold antes de sua morte. Ela ainda escuta vozes em sua programação e, somado às interações com Will,  começa a se desvencilhar do conforto de um roteiro pré-definido. Eles vão em direção à Pariah, um vilarejo habitado por criminosos onde visitantes podem desfrutar de atividades mais hedonistas. As diferenças entre Logan e Will finalmente se tornam tóxicas e ambos brigam. Logan é deixado para trás enquanto alguns anfitriões começam a agredi-lo (o que é um pouco estranho, imaginávamos que os anfitriões não poderiam agredir os convidados de qualquer forma).

O Homem de Preto recebe uma visita especial de Ford e é revelado que ele foi um dos investidores iniciais do parque e tem um estranho fascínio com um suposto mistério que Arnold deixou no parque. O Homem de Preto revela que ele sempre se viu como o vilão que o parque nunca teve.

No final das contas, é um pouco difícil se importar com o que acontece em Westworld. Ainda é um parque, não vemos nada do mundo externo, portanto é difícil se importar com o que acontece com os humanos, já que são só turistas em um parque temático e podem ir embora a qualquer momento e o despertar dos anfitriões provavelmente vai ficar em segundo plano para os cansativos mistérios e labirintos do roteiro.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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