CRÍTICA | Westworld – T01E10 – “The Bicameral Mind”

Westworld conclui sua primeira temporada com violência Apesar dos incontáveis mistérios feitos somente para manter a curiosidade da audiência entre um episódio e outro, Westworld entregou um final de...

Westworld conclui sua primeira temporada com violência

Apesar dos incontáveis mistérios feitos somente para manter a curiosidade da audiência entre um episódio e outro, Westworld entregou um final de temporada com revelações suficientes para deixar um senso de satisfação. Algumas teorias jogadas no episódio anterior são verdadeiras. De fato, William é uma versão mais jovem do Homem de Preto. Ele gradualmente se torna uma figura monstruosa e violenta em sua missão de recuperar Dolores. O ponto de quebra final é quando ambos finalmente se reencontram porém, a anfitriã já teve sua narrativa resetada. Ela não se lembra de seus tempos com seu “interesse amoroso”. As diferentes versões do figurino dela, enquanto ela traça o mesmo caminho, são devaneios que ela teve em virtude do legado deixado para ela por Arnold.

A verdade sobre o Labirinto também é explicada. Para Arnold, seria um destino muito cruel colocar estes seres pensantes e sapientes em um ciclo infindável de morte e renascimento. Desta forma, criou uma sub-rotina em sua programação que, caso completassem uma jornada específica dentro do parque, estes seriam capazes de se desvencilhar de sua programação. O Homem de Preto fica atônito ao descobrir que, de fato, existe um labirinto, só que não foi feito para humanos.

Descobrimos também que o “verdadeiro” Wyatt é Dolores. Nos primórdios do parque, Arnold a implantou com a narrativa do general sanguinário para provocar um massacre e ceifar sua vida. Esta foi a primeira jogada do tabuleiro que o sócio de Ford implementou em suas criações para um dia dar-lhes a capacidade de se rebelar contra seus mestres.

O desbloqueio do labirinto permite que Dolores novamente ressuscite seu aspecto Wyatt e culmina em um banho de sangue contra os ricos donos do parque e seus convidados em um evento de gala dentro de Westworld. Uma promessa dos conflitos que testemunharemos na segunda temporada em 2018.

Enquanto isso, Maeve executa seu plano de fuga. Ela recruta Hector e Armistice, os reprograma para se tornarem mais fortes e saem matando pelas estruturas do parque, inclusive passando por um segundo parque com temática do Japão feudal (Shogun World ou Samurai World pelo logo). Surge um mistério. Aparentemente seu plano de fuga não foi algo criado de livre arbítrio, mas sim uma narrativa pré-programada. Outro elemento que precisaremos aguardar a segunda temporada.

Westworld nunca foi tão inteligente quanto acreditava ser e nem tão satisfatório de assistir com tantos mistérios e inconsistências na trama, mas o décimo episódio desta temporada marcou pela brutalidade e da promessa de uma verdadeira revolução das máquinas em seu futuro.

Até a próxima!

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Editor-chefe da Freakpop. Adora cinema, mas odeia a palavra cinéfilo. Leu quadrinhos demais na vida e tem uma capacidade muito limitada de entender a realidade. Tudo que não explica com Máquina Mortífera, explica com Highlander. Sabe tudo sobre Soul Reaver e Crônicas de Gelo e Fogo. Seu signo é estegossauro.

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