[CRÍTICA] Zé do Caixão – Episódio 4 (Canal Space)

Zé do Caixão estrela programa semanal na TV No quarto episódio da série Zé do Caixão do Canal Space, acompanhamos a aparição semanal do personagem na TV com histórias de terror...

Zé do Caixão estrela programa semanal na TV

No quarto episódio da série Zé do Caixão do Canal Space, acompanhamos a aparição semanal do personagem na TV com histórias de terror enviadas pelos fãs. A equipe de Zé está trabalhando bastante para recriar estas histórias e temas como abuso sexual, drogas e violência ganham destaques nas produções. 

O LCD e a maconha começam a fazer fazer parte do universo cinematográfico de Zé. Com o sucesso de seus filmes, surgem também os patrocinadores e até produtos licenciados. Zé do Caixão tem até uma pinga que leva seu nome no rótulo e Baiano está aflito com o investimento no próximo longa. Ele acredita que Mojica está fora de controle e sem inspiração para o roteiro, e deixa bem clara a sua preocupação com o andamento de um novo projeto. 

Outro ponto que todos irão lidar é com a policia. O delegado está em cima daqueles que consomem drogas e algo o leva a crer de que toda a equipe de Mojica está envolvida. Zé o tempo todo afirma que não usa drogas e acaba queimando suas cartas com o delegado para livrar seu time de produção da cadeia. Uma jogada delicada que ainda pode render problemas para ele. Sua reputação anda tão boa que até o delegado entrou em uma das cenas, polêmica por sinal, mas vemos aqui o “poder” do Mojica na época. 

Outro pessoa que tira o sono de Zé é Anselmo, o novo namorado de Dirce, sua aliada e produtora executiva. Para “ajudar”, o rapaz se diz entendedor do ramo e  chega a indicar um livro sobre cinema para Zé ler. Chicão logo interfere e afirma que ele não quer que Zé mude o que é por influências alheias. Uma das cenas mais fortes do episódio após as dúvidas psicológicas que foram apresentadas anteriormente.

Acompanhamos também, nesse cenário, a censura que ganha cada vez mais peso na trajetória de Zé do Caixão. O chefe da censura da época é preso e exonerado de seu cargo. Mojica acha que assim seus filmes vão deixar de ter cenas cortadas, mas em uma intensa cena com ele e Baiano, a audiência é impactada com uma carta que carrega palavras pesadas de julgamentos de suas obras. Para piorar, dias depois, Baiano aparece de surpresa no set de filmagem e não gosta do que está sendo gravado.

O horror, violência e sexualidades levados às telas por Zé são pontos fortes deste episódio. O impacto de suas criações pode não gerar uma boa repercussão e, até mesmo seus pais, questionam seus meios de entretenimento e mensagem sobre suas obras “representarem a realidade dos jovens do Brasil.” 

A série está mais do que estabelecida em uma qualidade acima do esperado. Com uma direção primorosa, o quarto episódio é um dos melhores até aqui apresentado e, para a tristeza dos fãs, faltam apenas dois! E vale lembrar que O povo ouve o Zé do Caixão, e agora o Zé do Caixão vai falar!”. 

Imperdível!

Küsses, 

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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