[CRÍTICA] Zootopia – Disney dá uma impactante lição de sobre “ser diferente”

Zootopia precisa ser visto por toda família Bem vindos a Zootopia, uma cidade onde todos os animais vivem em perfeita harmonia. Futurista, funcional e com todos os elementos de uma...

Zootopia precisa ser visto por toda família

zootopia-disney-critica-01Bem vindos a Zootopia, uma cidade onde todos os animais vivem em perfeita harmonia. Futurista, funcional e com todos os elementos de uma cidade grande, Zootopia é minuciosamente pensada para abrigar todas as espécies de animais. Desde os meios de transporte até lojas, ratos e girafas se movimentam em segurança. Sem dúvida, um ambiente desejado por todos que residem nos arredores, inclusive por Judy Hopps, uma coelhinha que não só sonha em morar na cidade como quer ser policial. Mesmo que Zootopia seja um local considerado “perfeito”, ainda há preconceito e certas regras como, por exemplo, não ter coelhos na polícia. Mesmo assim, Judy se dedica, treina e se torna apta para tal função e consegue seu espaço na força.

Já no primeiro dia de trabalho, Judy vira guarda de trânsito. Insatisfeita e desiludida com tal atividade, ela peita o Chefe Bogo, líder da policia, e consegue seu primeiro caso: investigar o desaparecimento de uma lontra. Inesperadamente ela encontra Nick, uma raposa esperta e manipuladora que ajuda Judy nesta missão. Juntos, eles descobrem uma conspiração que certamente afetará a harmonia de Zootopia, colocando em risco a boa convivência entre presas e predadores.

Preparados para mais uma aventura Disney? Zootopia chega com tudo! A começar pelo deslumbrante visual da animação que, além de grandioso, ainda é super criativo. A criação deste ambiente, onde todos os animais vivem em paz, é um dos elementos que garantem boas risadas e adoração da audiência e a mensagem contra o preconceito estabelecida em toda trama é apaixonante. Judy é uma coelha caipira, herbívora e “incapaz” de ser policial pelo simples fato de ser… uma coelha. Após surpreender a todos com sua aprovação no treinamento da Academia, ela enfrenta seu desafio com primor, garra e muita confiança. Combater este preconceito, bem como defender os injustiçados, são pontos bem desenvolvidos em Zootopia, deixando uma lição de moral para a audiência marcante que, inclusive, reflete os problemas sociais existentes no mundo ainda em 2016.

A grande sacada de Zootopia é de ter uma premissa simples e cativante para as crianças e extremamente provocativa para os adultos. Se esta cidade fosse residida por humanos não teríamos um filme infantil. A Disney acertou ao explorar a divisão de classes e raças por meio dos animais. Este universo faz o uso de coelhos, raposas, ratos, ursos e elefantes – aqui racionais – como uma forma de reflexão sobre as diferentes classes sociais e raciais. E foi aqui que a Disney acertou.

Como explorar uma premissa sobre preconceitos, crimes e poder político de forma lúdica e inspiradora e que ainda cative a criançada? Os mais jovens, provavelmente, não vão sacar as referências, mas os adultos compreendem que coelhos tratados como “segunda categoria” e as piadas que envolvem cenouras podem ser substituídas por comentários avessos ao vegetarianismo, por exemplo. As preguiças são usadas para criticar o funcionamento do sistema público e outros animais predadores e de grande porte são denominados como líderes. É bem interessante ver como uma animação pode refletir questões sócio-culturais: uma crítica em formato animado que ainda combate pontos tão polêmicos. Certamente uma mensagem e reflexão importantes para quem assiste, além de ser um bom exemplo para as crianças. Entenderam pais? Ah, os fãs de Breaking Bad vão amar uma piadinha específica.

Com Moniza Iozzi e Rodrigo Lombardi comandando a dublagem de Judy e Nick.  Zootopia já está em cartaz e merece toda a sua atenção.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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