Confira nossa crítica Zumbilândia: Atire Duas Vezes completamente sem spoilers. 10 anos depois a franquia está de volta, será que vale a pena? Leia aqui!

CRÍTICA | Zumbilândia: Atire Duas Vezes

Confira nossa crítica Zumbilândia: Atire Duas Vezes completamente sem spoilers. 10 anos depois a franquia está de volta, será que vale a pena? Leia aqui!...

Zumbilândia: Atire Duas Vezes é uma continuação divertidíssima, o que é meio surpreendente…

Não deveria ser um bom filme, afinal, é uma coletânea de ideias que estão extremamente saturadas na cultura pop. Zumbis, piadinhas de quarta parede, e até piadas de loira são a espinha dorsal que sustenta Zumbilândia: Atire Duas Vezes, um filme que é muito mais divertido do que deveria ser.

Sério, alguém ainda se empolga com zumbis?

Zumbilândia 2

Passaram-se 10 anos desde os eventos do primeiro filme. Tallahasse (Woody Harrelson), Columbus (Jesse Eisenberg), Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin) levam uma vida tranquila na Casa Branca (sim, aquela Casa Branca). Columbus e Wichita vivem a vida de casado e Tallahasse se tornou uma espécie de pai postiço para Little Rock, que está de saco cheio de viver com os adultos e quer encontrar pessoas da idade dela.

Wichita se assusta com um pedido de casamento de Columbus, aproveita a deixa e foge de casa com sua irmã mais nova. Um tempo depois, volta e pede ajuda para os rapazes pois Little Rock desapareceu. O trio, junto com Madison (Zoey Deutch), a nova namorada de Columbus, saem em busca de Little Rock que se refugiou em uma comunidade de hipsters maconheiros pacifistas (um pesadelo para Tallahasse).

Atire duas vezes!

O filme em sua essência é uma história de pé na estrada onde os personagens se deslocam até o ponto final da jornada e no caminho se deparam com alguns momentos cômicos. Destaque para os arredores de Graceland, a morada de Elvis Presley, onde a turma conhece Albuquerque (Luke Wilson) e Flagstaff (Thomas Middleditch), uma dupla praticamente idêntica a Tallahasse e Columbus e Nevada, um novo interesse amoroso para o personagem de Harrelson.

De resto, a trama não traz grandes novidades. O roteiro se diverte ao brincar com um universo paralelo que já está radicalmente diferente da nossa realidade já que o apocalipse aconteceu uma década atrás. Em sua essência, a história é mais um reforço do mote “amigos são a família que escolhemos”. É uma pena que para contar a história, o roteiro precisa fazer um uso de um dos recursos mais batidos para continuação de comédia: o retrocesso.

Ou seja, Columbus e Wichita vão se apaixonar novamente depois de se separar, Tallahasse novamente vai se reconectar com as pessoas e parar de ser o rebelde solitário, e até Wichita vai aprender a contar mais com seus amigos, exatamente como no filme anterior. Por sorte, Zumbilândia: Atire Duas Vezes é fruto de uma fórmula que, por mais repetitiva que seja, ainda é extremamente divertida.

Vale a pena? Claro que sim! Nem toda continuação precisa reinventar a roda, e uma roda como Zumbilândia funciona muito bem sem grandes firulas. Algumas piadas podem cutucar o nervo dos mais politicamente sensíveis, mas vale lembrar que o politicamente correto não havia sido inventado 10 anos atrás, e certamente não foi inventado no pós-apocalipse.

Zumbilândia: Atire Duas Vezes estreia nos cinemas brasileiros dia 24 de Outubro.

Até a próxima!

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Nota
7.3
Nota
O bom
  • Melhor participação de Bill Murray de todos os tempos.
O ruim
  • O filme perde um pouco de fôlego na hora de conectar uma cena com a outra.
  • Direção
    7
  • Roteiro
    7
  • Enredo
    8
  • Elenco
    7
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