Despedida em Grande Estilo | Entrevista exclusiva com Morgan Freeman, Michael Caine e elenco

Despedida em Grande Estilo é um longa divertido que reúne um elenco “de peso” O longa da Warner Bros., Despedida em Grande Estilo, que chegou no começo de abril nos...

Despedida em Grande Estilo é um longa divertido que reúne um elenco “de peso”

O longa da Warner Bros., Despedida em Grande Estilo, que chegou no começo de abril nos cinemas brasileiros, conta com Morgan Freeman, Michael Caine e Alan Arkin em uma trama divertida e inesperada. Os três veteranos têm a chance de passar o resto de suas vidas sem preocupações financeiras mas, para isso, precisam armar um “esquema” para reaver a grana perdida.

Confira agora uma divertida e engraçada entrevista com esse trio “de peso”, a também veterana Ann-Margret, Christopher Lloyd, John Ortiz e o produtor Donald De Line.


PERGUNTA: Como que você conseguiu reunir estas incríveis pessoas em um filme?

Donald De Line: Foi maravilhoso para mim, mas nós começamos com o roteiro de Ted Melfi, que fez um ótimo trabalho reinventando ou reimaginando o (roteiro) original Going in Style, e esses caras leram o novo roteiro, o que é difícil não gostar dele por que é esperto e inteligente e preenchido com o coração. Ao mesmo tempo foi muito divertido

PERGUNTA: Ann-Margret, como foi a sensação de ser a leoa no meio de um bando de leões? O que você aprendeu assistindo esses cavalheiros trabalhando juntos?

Ann-Margret: Eu vejo eles como adolescentes. Eu realmente vejo. É tão divertido trabalhar com esses caras. E a personagem que eu interpreto, Annie, é cheia de vida e ela sabe que a vida não termina em uma certa idade.

PERGUNTA:  Alan, Morgan e Michael – assistindo vocês três em tela, bem, é mágico. Vocês são o coração do filme. Eu estou imaginando o quanto disso foi improvisado.

MICHAEL CAINE: Não, não, não, não houve improvisação. 

MORGAN FREEMAN: Nós somos muito preguiçosos para improvisar. Nos atemos ao roteiro. 

PERGUNTA: Qual conselho vocês dariam para os “vocês”de 20 e poucos anos?  

CHRISTOPHER LLOYD:  Eu diria para fazer um esforço para não ter tantos casamentos. Acha que funcionaria? 

MICHAEL CAINE: Eu diria para eu mesmo de vinte e poucos meu lema da época de que a vida era um pouco difícil. Foi  Winston Churchill que disse: “Se você for atravessar o inferno, continue.”

MORGAN FREEMAN: Se eu pudesse encontrar eu mesmo com vinte e pocuos anos – época em que eu era militar – eu acho que diria para mim mesmo: “Seus sonhos vão se tornar realidade”. Eu nunca tive um (sonho) que não se tornou realidade.   

ALAN ARKIN: Eu tenho uma versão do que o Morgan acabou de dizer. Eu diria para eu mesmo: “Calma. Tudo dará certo. Vá devagar, vá com calma.” 

ANN-MARGRET: Eu me lembro quando tinha 17 anos de dizer que casaria apenas uma vez. E adivinhe?  Se chegarmos ao dia 8 de maio, serão 50 anos de casamento!

PERGUNTA: John, como foi trabalhar com essas lendas? Você ficou nervoso no fim? 

MORGAN FREEMAN: Eu nunca me chamo de lenda. Eu sempre me chamo como um icônico vencedor do Oscar…Espera, eu disse lendário? Deixa pra lá.   

JOHN ORTIZ: Você sabe, é muito fácil de exagerar o que você assistiu na tela sua vida inteira, especialmente algo visto constante. Muitas vezes quando se conhece caras como estes, você fica desapontado. Mas foi uma grande surpresa e afirmação ver Morgan, Michael e Alan sem medo de serem vulneráveis e apenas fazer o trabalho. 

MICHAEL CAINE: E ir para casa cedo. Esta era a minha principal ambição. 

PERGUNTA: Foi difícil interpretar personagens que tinham pouca sorte e precisavam de “esquemas” para sobreviver?

ALAN ARKIN: Nós temos boas memórias.

MORGAN FREEMAN: Sim, e isto não é algo que você esquece na vida. Estar lá, fazer aquilo e saber sobre. 

MICHAEL CAINE: E se for difícil o suficiente (a vida) você nunca esquece isso.

ALAN ARKIN: Eu acho que nós três nunca tivemos um trabalho remunerado como ator antes dos trinta. 

MICHAEL CAINE: Eu comecei no cinema recebendo 20 libras por dia, as vezes por dois dias. Eu fiz vários trabalhos como este. Se você olhar no meu IMDB parece que eu fiz dois mil filmes, mas eu só fiz (filmei) um dia em cada um desses (primeiros filmes).  

PERGUNTA: Então o que faz vocês três se manterem naqueles dias/tempo?  

ALAN ARKIN: Insanidade, loucura. 

MORGAN FREEMAN: Eu estava prestes a virar motorista de limousine e tirar uma licença quando eu consegui um emprego do Paul Newman.  Você precisa continuar. 

MICHAEL CAINE: Se você está indo para o inferno, continue indo. 

PERGUNTA: Pensando nos personagens e nos temas, vocês acham que este filme irá ressoar na audiência de todas as idades, e especificamente nos mais jovens?   

MORGAN FREEMAN: Nós temos uma fervente esperança. Você consegue ver que nós estávamos realmente curtindo o que fizemos em cena, e a audiência irá reagir a isto. 

MICHAEL CAINE: Este filme é como a vida, tem tudo nele: charme, comédia e profundidade. 

ANN-MARGET: Você ri. Você consegue se identificar com cada um dos personagens. 

JOHN ORTIZ: Eu me lembro de estar em um restaurante na Espanha, era algo em torno de oito horas da noite, e achava estranho de ver famílias reunidas – pessoas idosas, jovens. Eles conversavam entre eles. Você não vê mais isto aqui hoje em dia. Todo mundo se coloca em seu nicho, e é bem estranho.   

MORGAN FREEMAN: E todo mundo tem um telefone. Então conseguimos enviar uma mensagem para qualquer pessoa se aproximar para perguntar: “Ei, ei, como vai você?”

PERGUNTA: Uma vez posicionado em ajudar os outros, qual foi a coisa mais difícil que você já fez por alguém, para mudar o curso da vida desta pessoa?

MORGAN FREEMAN: Eu não sei se eu já literalmente fiz algo que mudasse o curso da vida de alguém, mas se você chega no ponto de alguém vir até você em busca de ajuda, e você ajuda, com sorte você mudará o curso da vida desta pessoa. 

ANN-MARGRET: Uma das coisas mais marcadas em meu coração e na minha mente foi de quando eu estive no Vietnã para entreter as tropas em 1966 e 1968. Eu li tanto sobre aqueles homens e mulheres. Por anos, enquanto vazia meus shows, eu recebia recados amassados dizendo “Ei, eu te vi em Cu Chi ou Quang Tri.” Isso me fazia se sentir bem por ter tido a chance de fazer aquilo, por que em todas os homens e mulheres que estiveram lá fora por nós. 

PERGUNTA:  Vocês poderiam comentar um pouco sobre a amizade entre vocês e como ela é fora do set? 

MORGAN FREEMAN: Você não vai acreditar nisso: fora do set nós não somos amigos.  

MICHAEL CAINE: É uma boa encenação. 

MORGAN FREEMAN: Ann-Margret e eu cantamos juntos!

MICHAEL CAINE: Eu sou cozinheiro e jardineiro, então é bastante entediante.  Essas são as coisas que você faz para estar sozinho. No set, você sempre trabalha com 150 pessoas. Ai você vai para casa e faz comida e jardinagem e não precisa conversar com ninguém. 

MORGAN FREEMAN: Nós não saímos do set e visitamos a casa dos outros.  We don’t leave the set and visit each other’s homes.

MICHAEL CAINE: Nós fomos para uma festa juntos, não? 

MORGAN FREEMAN: Bem, por que convidaram a gente como um grupo. 

DONALD DE LINE: Como uma objetiva observadora que esteve no set todos os dias, eu posso dizer que vocês tiveram ótimos momentos juntos. Eles conversavam entre cenas e nos tempos livres, tinha um vilarejo que eles sentavam e tinham ótimas conversas, piadas e histórias. Era um grande sentimento em set.

MORGAN FREEMAN: Tente lembrar, ele é o produtor (risos). Ele está tentando manter a imagem deste filme. 


Não deixem de conferir Despedida em Grande Estilo nos cinemas.

Küsses,

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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