Dungeons and Dragons – Auxilio narrador para Forgotten Realms

Vor Rokoth em Forgotten Realms Salve a todos vocês rpgistas de plantão! Estou aqui com mais um pouco de Dungeons and Dragons para vocês! No texto passado, abordamos alguns...

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Vor Rokoth em Forgotten Realms

Salve a todos vocês rpgistas de plantão! Estou aqui com mais um pouco de Dungeons and Dragons para vocês! No texto passado, abordamos alguns dos acontecimentos de Forgotten Realms que é interessante termos em mente quando estamos em Faerûn. Hoje, irei mostrar para vocês um lugar muito, mas muito louco mesmo, para você explorar : Vor Rukoth.

Antes de falar sobre Vor Rukoth, uma das cidades do imenso e já destruído império de Bael Turath, irei explicar um pouco sobre o surgimento dos Tieflings. Como esse não é o intuito desse texto, apenas pontuarei a história dessas criaturas endemoniadas.

Tieflings

Há muito tempo atrás, numa era tão distante que só os imortais conseguem se lembrar, um reino humano chamado Bael Turath expandiu-se até transformar-se em um grande império. E como todo grande império, Bael Turath se construiu sobre as costas dos reinos conquistados. Não digo que não haviam conquistas justas que fariam do mundo um lugar melhor quando os inimigos de Bael Turath fossem varridos do mapa, de fato haviam. Mas dizer que todas as conquistas eram assim, seria mentir descaradamente.

Ainda que fosse grandioso e poderoso, o império passava por grandes problemas: Guerras civis, assassinatos, fome e pragas. Parecia que Bael Turath estava próximo de ruir. Então, um grupo de nobres escolhidos pelo imperador começaram a realizar rituais nefastos para entrar em contato com os nove infernos em busca de formas de manter o império unido. Depois de um tempo a busca dos nobres de Bael Turath chegou ao seu fim. Eles já sabiam o que fazer.

Realizando diversos pactos com entidades infernais, as famílias nobres que desejavam se perpetuar ganharam poder e força para prolongar a vida do império e fortalece-lo ao ponto de transforma-lo em uma das nações mais poderosas que já existiu. As famílias que não concordaram com essa união foram mortas e cortadas da existência.

Quando o ritual de união acabou e a última alma havia se dobrado ao mau, toda a nobreza foi transformada. A carne e a alma de toda a linhagem desses nobres portariam mudanças e aspectos que mostrariam os pecados praticados pelas suas famílias para sempre. E assim, surgiram os Tieflings.

Vor Rukoth:

Vor Rukoth foi uma das jóias do império de Bael Turath. Também conhecida como a Cidade das Forjas, ela era governada pela irmã do imperador, uma humana com o nome Najala. Durante a longa e violenta guerra que o império travava contra o império dos draconatos, Arkhosia, os humanos poderosos de Vor Rukoth; riquíssimos mercadores, magos, padres de alta estirpe e nobres; transformavam-se em Tieflings devido aos diversos pactos diabólicos realizados. Entre os primeiros a fazerem os juramentos, estava Najala. Vendo o poder e influência que ela havia conseguido através dos pactos, muitos outros quiseram agarrar esse oportunidade.

Conforme a ameaça de Arkhosia crescia, a irmã do imperador começou a desconfiar de todos e iniciou uma varredura insana por traidores na população e Vor Rukoth. Ela acusou os nobres que se recusaram a realizar os pactos infernais de traição, acreditando que eles conspiravam contra ela, e ergueu um portão para o inferno assegurando-se no poder. Mas esse portão se mostrou uma faca de dois gumes.

Quando um exército de draconatos atacou a cidade e conseguiu passar pelas muralhas, Najala desesperou-se. Então, ela correu até o Portão do Inferno e o abriu clamando por quaisquer criaturas que estivessem dispostos a ajuda-la. No que ficou conhecido como o Dia dos Demônios (se formos traduzir ao pé da letra Day of Devils, ficaria : Dia dos Diabos. Esse nome fica parecendo um filme de comédia da Sessão da Tarde, por isso minha mudança para demônios), legiões de criaturas do abismo surgiram dos nove infernos na cidade de Vor Rukoth. Eles repeliram as hordas draconatas da cidade impedindo que ela fosse tomada. Mas, eles também mutilaram milhares de cidadãos de Vor Rukoth transformando a cidade numa casca quebrada a arruinada. Nesse dia, a vitória sobre Arkhosia significou nada.

Portão do Inferno:

Forças infernais ainda se escondem nas entranhas da cidade. Como uma nuvem toxica, a energia profana e corrupta dos Nove Infernos rasteja por Vor Rukoth, penetrando em cada fenda, em cada mínimo buraco da cidade. O cheiro de enxofre ainda machuca as narinas como se fosse um prego penetrando em nosso nariz. E a fonte de todo esse mau é o Portão do Inferno, mais conhecido como o Portão de Najala, que cria um fino véu que separa o mundo dos Nove Infernos.

O portão foi construído nos últimos anos do reino de Najala. Sua construção foi feita em segredo em um lugar que apenas ela e os construtores conseguiriam encontrar. Para controlar o fluxo do portão, Najala precisava de mais poder, então, ela foi a um mago chamado Inariam aprender o ritual para se transformar em uma Lich. Mudando alguns aspectos do ritual, Najala conseguiu usar o próprio Portão do Inferno como sua filacteria, isso assegurou o seu controle sobre o fluxo do portão.

Depois do ataque Arkhosiano e da rebelião que se iniciaram lado a lado, Najala abriu seus portões e causou a destruição da própria cidade. Hoje, diabos conseguem, ocasionalmente, atravessar o portão através de força ou pela concessão de Najala.

Uma cidade viva:

Vor Rukoth está em ruínas, mas continua uma cidade viva e inquieta. Diversos diabos se disfarçam de belas mulheres perdidas e solitárias para atrair viajantes para o seu fim; escravistas recolhem sua mercadoria para seus compradores ávidos; ladrões e assassinos tomam as casas abandonadas e amaldiçoadas como suas moradas e bases de operações.

O poder político da cidade não para por nada, é como se fosse uma máquina em que apenas as engrenagens são trocadas. Se um grupo que está no poder é destruído, outro assume o lugar. Um grupo de bons heróis que destrua um grupo escravista pode acabar vendo um dos escravos tornando-se o dono de um estabelecimento de apostas em brigas-de-galo (usem sua imaginação, não precisam ser galos, que tal… Kruthiks?).

Mesmo depois de tantos anos, Najala ainda existe e é a persona de maior poder político na região. Um grupo de aventureiros pode acabar esbarrando com diversas figuras que foram auxiliados por ela. Até mesmo esse grupo de aventureiros pode acabar se vendo forçado em pedir ajuda à Rainha das Rosas, como Najala é conhecida agora. Ela costuma apreciar aqueles que a agradam ou lhe oferecem tributos.

Além dela, existem outros grupos com grande força política, como o grupo Descendentes do Império dos Chifres (Scions of the Horned Empire) que é formado por Tieflings que buscam trazer a antiga glória de Bael Turath; ou grupo Últimos de Arkhosia (Arkhosia Last) que é formado por Draconatos que buscam varrer da existência os últimos traços do império Tiefling; ou ainda a pequena cidade de Turak-Tol, uma cidade enânica que foi construída há cerca de 50 anos atrás por anões exilados devido ao seu teor escravista; ou ainda o Consórcio da Lanterna-Branca (White Lantern Consortium), formado por mercantes e exploradores, sendo um dos grupos mais fortes da região.

A cidade

A cidade de Vor Rukoth possui muitas localidades interessantes, eu citarei algumas que com certeza farão sua sessão ser ainda mais interessante:

 – O octógono:

Essa grande praça foi o bastião de esperança no Dia dos Demônios. Nela, guardas, mercantes e comuns se uniram contra as legiões infernais. O octógono tem esse nome pelo seu formato e pela divisão feita em alas: Ala da Espada, Ala das Armaduras, Ala da colheita, Ala da Seda e Cetim, Ala dos Comuns, Ala das especiarias, Ala da Viagem e a Ala dos Metais. Agora, a praça se encontra vazia mas ainda intacta, e cheia de tesouros e segredos esperando para serem clamados e descobertos.

– As 5 torres:

Muito melhor que apenas duas torres, Vor Rukoth possui cinco torres! Elas foram criadas para os magos e alquimistas estudarem os elementos condizentes aos nomes das torres que são: Torre do Ácido (Tower os Acid), Torre do Veneno (Tower of Poison), Torre do Fogo (Tower of Fire), Torre do Terror (Tower of Dread and Deception) e Torre da Ruína (Tower of Decay).

– A Estrela de Onix:

Antes mesmo do império de Bael Turath, um dragão vulcânico foi preso por Efreets onde as forjas de Vor Rukoth se encontram. A chave para a libertação da criatura são cinco pedaços de uma estrela criada em Onix que ficam no topo das Cinco Torres. A estrela foi partida para auxiliar na busca pelo domínio dos elementos estudados em cada torre, mas na época em que ela foi partida ninguém sabia o seu real uso, fato que mudou quando Efreets e Salamandras começaram a aparecer na cidade tentando entrar as torres. Isso chamou a atenção dos grupos do local que agora tentam reunir os pedaços da Estrela de Onix.

– O refúgio do Coyote:

Essa é uma pequena cidade de tendas que fica fora das muralhas de Vor Rukoth a 15 kilometros de distância. Ela é controlada por um Halfling de nome Coyote. Esse pequeno homem não permite que qiasquer estruturas sejam construídas naquele pedaço de terra por alguma razão desconhecida. Contam a história de um grupo de anões que desafiaram o halfling tentantando construir uma taverna que antes mesmo de ser completada foi destruída por alguma força maior. Esse é o lugar mais seguro para qualquer um passar a noite. Viajantes, mercadores e exploradores optam por ficar na estalagem do próprio Coyote. Essa é uma das poucas estruturas fixas que existem na cidade.

Bom, acredito que isso seja o suficiente para você e seus amigos conseguirem montar um cenário interessante com uma ambientalização sempre bem-vinda de demônios e embates por poder. Caso tenham alguma dúvida, deixem seus comentários!!

Nos vemos no próximo Auxilio Narrador aqui na Freakpop!

Gabriel Grandi, The One Player

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