EMOJI – O Filme | Você realmente parou de escrever mensagens?

Emoji – O Filme já está em exibição nos cinemas! 😮 Quando anunciaram, todo mundo torceu o nariz. Quando assistiram, todo mundo falou mal. Quando as críticas começaram a...

Emoji – O Filme já está em exibição nos cinemas! 😮

Quando anunciaram, todo mundo torceu o nariz. Quando assistiram, todo mundo falou mal. Quando as críticas começaram a sair, todo mundo concordou com as porradas sem antes mesmo conferir. O ponto é: Emoji – O Filme não é tão ruim assim, o que “pega” aqui é a crítica que ele faz a você: usuário de redes sociais que parou de escrever em português para enviar carinhas com feições. E isso dói, né?

A história

Nos dias de hoje, Alex é um jovem de uns 10-12 anos super “tecnolomaníaco” que está sempre com a cara enfiada no celular. Um belo dia, precisa criar coragem para chamar uma amiguinha da escola para ser o seu par no baile. Mas lhe faltam palavras e coragem. Em paralelo, seu celular está com pane e ele agenda um horário na assistência técnica. O problema é que existe todo um universo dentro do celular dele, onde os Emojis, moradores da Textopolis, trabalham arduamente enquanto ele usa o seu celular. Um dia, um novo Emoji, chamado Gene, não consegue sustentar sua cara de tédio ao ser usado pelo Alex e ele é banido da Textopolis, além de irritar o garoto que passou vergonha ao enviar uma mensagem com um Emoji que se quer existe. Gene entra em uma aventura pelos aplicativos do celular para conseguir voltar a ser um Emoji normal, ou seja, entediado.

A aventura

Enquanto Alex cria coragem para falar com a coleguinha e leva o seu celular para resetar, os Emojis entram em uma aventura pelos aplicativos do celular. Gene se une a Bate-Aqui (Emoji da mãozinha) e a Rebelde (uma emoji fugitiva que trabalha como racker). Juntos, eles embarcam nos universos do Just Dance, Facebook, Instagram e Spotify, tudo para que a Textopolis seja salva enquanto Gene volta a ser um Emoji normal. A corrida contra o tempo, para evitar que Alex delete tudo em seu celular, mostra o quanto a variedade de Emojis limita a comunicação das pessoas e, aos poucos, o filme se torna pesado em sua crítica ao comportamento do usuário viciado.

E as crianças?

Emoji – O Filme ainda é um filme para crianças. O visual colorido, as aventures dentro dos aplicativos e a caracterização 3D dos emojis encanta. O filme diverte e entretém o seu público com muita graciosidade e inteligência. A aparição dos emojis Cocô, a dançarina, princesa, soquinho são bastante divertidas e tiram boas risadas. O universo criado por trás de um celular é realmente uma coisa meio maluca. É bem fácil de parar e pensar, enquanto assiste o filme, “que porra é essa? O que o roteirista usou pra escrever isso?”. Mas a crítica, caro leitor, tá ali descarada. E a resolução e mensagem final com a história de Alex e seu celular é um chute no estômago.

Volte a escrever…

Emoji – O Filme não tem o intuito de dar bronca e nem se foca nos adultos. De novo, é um filme para as crianças, mas ele tem sim um peso em seu enredo bastante porradeiro e que, para quem assistir prestando atenção, verá que a base é clara: pare de assassinar o português, pare de mandar emojis, converse com as pessoas na vida real e não usem os seus celulares como muletas.

De novo, dói né?

Vale a pena?

Sim! A animação é super bem feita, o ritmo do filme é ótimo e a criançada vai adorar. Emoji – O Filme já está em exibição nos cinemas e a Freakpop aprovou!

Arrasaram Sony Pictures! Küsses!

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Tatá Snow

“Crítica” de cinema – prefiro ‘analista de entretenimento’, fanática por comédias românticas e viciada em Sex and The City. Ah…#TeamCap

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